Por: Andre Lombardi
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KING KONG
Em 1976, o produtor executivo Dino De Laurent arriscou uma refilmagem do clássico filme de 1933. King Kong, a história do enorme gorila que é levado de seu habitat natural, ganharia assim uma nova roupagem, embora não tão nova assim, já que as diferenças foram sutis. Para os papéis principais os então novatos Jeff Breadgess e Jéssica Lange e um macaco de pelúcia no papel de gorila.
O filme é bastante inferior ao original. Não me parece transformar a história em uma expedição atrás de petróleo tenha sido uma boa idéia. O personagem de Breadgess, um paleontólogo é tão conveniente a trama que beira o falso. Da mesma forma, trocar o personagem do diretor Carl Dehmme por um funcionário ganancioso, papel do bom Charles Grodim, também não deu força ao filme, muito pelo contrário, perdeu força ao perder a lógica da sua função. Não há sentido em um funcionário trocar petróleo por um gorila.
O filme é bastante fraco, não se compara a magia do original, não tem o glamour, a poesia e procura criar um romance entre a bela e a fera que beira o ridículo. Chega a ser engraçado a atitude da mocinha no começo se transformar rapidamente em um inexplicável romance. Um filme classe B, mediano, dirigido por um diretor igualmente mediano. Os closes do macaco na ilha, em um fundo pra lá de pintado, são dignas de um seriado de TV. Perde para o original, de largada, e perde para o terceiro, do diretor Peter Jackson, que pelo menos não manteve essas adaptações.
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ED WOOD
No cinema, o hábito de se cultuar o pior é tão grande quanto o de se cultuar o
melhor. Parece que são as duas extremidades. E como, o pior é um malfadado
espelho do melhor eis uma bela antítese.
Todo esse blá para tentar explicar a inacreditável fama de Edward D. Wood
Júnior. Conhecido como “O pior diretor de todos os tempos”, sua falta de talento
era evidente. Seus filmes continham erros primários de continuidade, roteiros,
etc... Seus técnicos eram figuras bizarras tais como o célebre diretor de
fotografia daltônico. O elenco arranjado entre atores em final de carreira, como
Bella Lugosi, e figuras um tanto quanto excêntricas como a apresentadora “Vampira”,
o “vidente” Criswell ou ainda o lutador Sueco Thor Johnson.
Seu primeiro filme foi “Glenn ou Glenda” foi uma tentativa de fazer um filme
sério sobre um travesti e sua mudança de sexo. Inexplicavelmente, o filme começa
com uma apresentação de Lugosi como um cientista maluco. Em determinado momento,
o filme fica sobreposto a uma manada de gnús
Logo depois, o diretor iniciou “A noiva do monstro”. É um filme realmente
engraçado de tão ingênuo e mal feito. Um polvo de borracha, roubado de um grande
estúdio, é a grande atração do filme. Por terem se esquecido de levar os
comandos eletrônicos, os próprios atores movimentam os tentáculos ocasionando as
únicas cenas de morte por um polvo em um córrego.
Seu último “grande” filme foi o péssimo “Plano nove”. Uma tentativa de fazer um
filme de ficção científica. A história mistura seres Marcianos com zumbis e
outras figuras. Bella Lugosi morreu três dias após o início das filmagens. Foi
substituído pelo Quiropata de sua mulher, que passa o tempo todo escondendo
metade do rosto com a capa. È hilário as perseguições que misturam cenas
filmadas de dia com cenas noturnas.
Ed Wood se tornou um ícone redescoberto após sua morte. Em 1994 TIM Burton
realizou o excelente “Ed Wood” com Johnny Depp e Martin Landau.
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A REGRA DO JOGO
Fantástico filme do cineasta francês Jean Renoir onde é exposto às relações
entre personagens burgueses e seus criados. Um aviador declara seu caso com a
mulher de um marquês, que por sua vez tem um caso com uma bela mulher solteira.
Quando o nobre resolve convidar amigos para um fim de semana para uma caçada em
sua casa de campo é persuadido a levar o amante de sua esposa.
Ao mesmo tempo, a criada de sua esposa, casada com um dos seguranças da
propriedade se apaixona por Marcel, um caçador clandestino que é convertido em
criado da casa de campo. Com esses ingredientes o diretor Jean Renoir prepara
uma verdadeira alfinetada nas diferenças entre classes sociais. O diretor reúne
as duas classes no mesmo ambiente, separando-os apenas por um andar, mas mostra
os mesmos problemas, o mesmo comportamento animal por baixo de aparentes atos de
educação. Leva a momentos magníficos de ironia como a conversa entre o Marquês
anfitrião e o amante, depois de se esmurrarem ao mesmo tempo em que o marido
empregado procura o amante de arma em punho.
Com esses ingredientes, e de forma muito cínica, o diretor (que também faz um
papel) mostra que as classes possuem certas semelhanças em comportamento, e seu
instinto animalesco que aparece quando despidas das máscaras habituais. Com
certeza um filme deliciosamente cínico, encenado com muito bom gosto e soberbas
interpretações. Um manjar do cinema Francês que chega aos dias de hoje em cópia
restaurada pela “Classicline”.
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DOUTOR DOLLITE
Rex Harrison aparece como um veterinário que tem o poder de falar com os animais
em “Doutor Dollite”, filme produzido pelos estúdios Fox nos anos sessenta.
Harrison, claro é um bom ator e garante credibilidade em tudo que faz. E ele
realmente consegue tirar leite de pedra em um filme sinceramente bobo. Mesmo
para crianças é perda de tempo.
O filme foi um fracasso de bilheterias e não é muito difícil entender o por que.
A junção entre animais de verdade, pessoas travestidas (A Lhama de duas cabeças)
e bonecos (O caracol gigante) raramente convencem, dando a impressão de
estar-mos em um ambiente cem por cento artificiais. Já uma Lhama que
inexplicavelmente dança também é um tanto quanto forçado. esses animais
transitando e interagindo com exemplares verdadeiros passam uma estranha mistura
de filme com “Muppets”
O filme, evidentemente, envelheceu. Envelheceu porque é um filme,
exclusivamente, realizado em cima de efeitos especiais certa ilusão. Esse tipo
de filme, se não é uma obra prima de música e roteiro como é o caso de “O Mágico
de Óz”, tende a se tornar um filme medíocre. Todo o trabalho se dissolve, pois
falta consistência, a despeito de ser tecnicamente muito bem realizado, é um
filme oco, vazio. A única parte criativa do filme surge no final, onde os
heróis, depois de naufragarem, vão a uma ilha ocupada por habitantes civilizados
e que fazem um festival Shakespeariano todo ano. È a única parte onde o filme
cresce.
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O PODEROSO CHEFÃO
O poderoso chefão foi um dos grandes filmes em toda a história do
cinema.Redefiniu o gênero tanto quanto redefiniu o grau das
interpretações,interpretações poderosas e totalmente naturalistas,o que dá
imensa credibilidade ao filme.Marlon Brando fez bico,ao principio rejeitou mas
depois voltou atrás e fez um hilário teste com um chumaço de algodão nas
bochechas e acabou brilhando como o patriarca de uma família de mafiosos.O mais
velho Sonny(James Caan)é o sucessor natural e seria perfeito não tivesse um
temperamento estourado.O mais novo,Freddo é um covarde e extremamente
emotivo.Sobra para o filho do meio,Michael o destino de comandar a família.
O filme de gangster havia sido enterrado no cinema americano desde os anos
quarenta parecia estar esquecida qualquer tentativa de fazer ressuscitar esse
gênero. Foi quando um corajoso e novato diretor chamado Francis Ford Copolla
topou o desafio.A adaptação foi profundamente feliz.O filme consegue mostrar a
densidade da história,a densidade das interpretações acaba convencendo e mais do
que isso,emocionando.
Al Pacino provou nesse filme do que era capaz como ator.Ele nos mostra o
amadurecimento e a aceitação da personagem com tamanha maestria que nos
sentirmos com pena por ele aceitar o fardo.Jon Cazale um grande
ator,infelizmente de vida curta(morreu de câncer em 1978) faz um Freddo
vacilante e eternamente medroso.E James Caan brilha na pele do impetuoso filho
mais velho.Mas é Brando que é a alma do filme.Ele envelhece com perfeição,assume
a postura de um idoso e o peso de todos seus crimes.A síntese de uma grande
interpretação.
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CECIL B. DE MILLE
Cecil B. De Mille foi o criador do gênero épico em larga escala. Ele nasceu em
1881 e veio para Hollywood logo cedo. Começou com pequenos filmes até ser
lançado ao estrelato com a primeira versão de “Os 10 mandamentos”. O filme,
contava, em sua primeira hora, o retorno de Moisés ao Egito, O êxodo e as tábuas
da lei. Depois foca em um drama entre dois irmãos, um mal e um bom, e como Deus
castiga quem foge a suas regras. O filme, que refletia o modo de pensar da quase
puritana sociedade Americana dos anos 20 foi um imenso sucesso de público e fez
decolar a carreira do então jovem diretor. Em 1927, ele dirigiu uma belíssima
versão da vida de Jesus. “O Rei dos reis” foi um marco em mostrar uma narrativa
diferente e muitas vezes, ousada.
Nos anos trinta De Mille produziu e dirigiu um mega filme sobre a Rainha
Cleópatra, com Claudet Coubert no papel principal e o genro Henry Hilcoxon no
papel de Marco Antônio. Seguido de “Cruzada” com Wilcoxon no papel do rei
Ricardo coração de leão, que confirmou certa tendência de De Mille para recriar
algo da história a seu bel prazer. O diretor e produtor também fez algumas
incursões pelo gênero “Western” em:” A Aliança de aço” com Gary Cooper e uma
aventura em uma ilha Americana com John Wayne.
Mas era nas histórias bíblicas onde o diretor estava mais a vontade. Em 1945
“Sansão e Dalila” com Victor Mature e Hady Lammar foi um sucesso que colocou, de
novo, seu nome no panteão dos diretores Americanos. Em 1956, seu Remake de “Os
10 mandamentos” foi além. Conseguiu ser “O teatrão Blackbuster” mais comentado
da década. Uma constelação de estrelas como: Charlton Heston, Yul Bryner, Anne
Baxter, Edward G. Robinson e Vincent Price. Cenas filmadas no Himalaia, no Egito
e nos estúdios da Paramount, que foram adaptados. Apesar de o diretor ter mão
pesada para as cenas íntimas, que ficam um tanto quanto engraçadas, as cenas de
multidão são uma aula em larga escala. As cenas dos cavalos perseguindo a
multidão, a brilhante e inesquecível abertura do mar vermelho, são destaques
desse, que se tornou seu último filme, pois o diretor morreria dois anos depois.
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IVAN, O TERRÍVEL
Evidentemente, não se pode dizer que os filmes falados de Einsestein tenham o
mesmo ritmo daqueles que marcaram sua genialidade, como “Outubro ou Encouraçado
Potenkim”. O cineasta teve vários problemas com Hollywood, quando foi convidado
para realizar um documentário chamado “Que viva México” e além de ter seu
material apreendido por Hollywood, teve que se contentar com a edição do estúdio
que mutilou em muito a visão do diretor. Eisenstein, decepcionado retornou a
União Soviética onde só retomaria seu processo a partir de 1937 com “Alexander
Nevsky”. Pouco depois, começou um projeto ambicioso, que seria dividido em três
partes chamado “Ivan, o terrível”.
O filme, a primeira vista, parece um contra censo um diretor comunista
reverenciar um personagem monárquico e absolutista como o czar, mas Eisenstein
sabia fazer uma critica a Stalin por baixo dessa aparente homenagem. O filme é
carregado de simbolismos e interpretações propositadamente expressionistas. O
ritmo é lento, mais carregado que em “Alexander Nevsky”, ambientes sombrios,
cavernosos completam a visão pesada da obra.
Nicolai Cherchev brilha no papel principal. Um dos poucos casos que vi onde um
ator não tem medo de envelhecer em um filme. O bonito príncipe do começo vai se
enfeiando, à medida que seu governo vai se tornando tirânico, em uma clara
alusão a Stalin no final a personagem mais parece um animal, que rasteja por
seus domínios, preocupado com a corrupta corte dos Boiardes ao seu redor, que
deseja arduamente sucede-lo. Como um Herodes, temendo a qualquer hora perder seu
poder Ivan vai se consumindo e se gastando de crime em crime.
Em Ivan, Eisenstein constrói seu panorama de uma União Soviética decai da, fruto
de uma devastadora guerra e de uma paranóia doentia de seu chefe. O filme,
inicialmente seria em uma posterior terceira parte, mas em 1950 Eisenstein
morreu sem sequer iniciar essa terceira parte. Resta-nos apreciar a última obra
de um cineasta que foi considerado, o maior da União Soviética.
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REMAKES E CONTINUAÇÕES
Não consigo compreender remakes ou continuações. O que há de tão interessante em
refazer uma história se a própria história do cinema nos ensina que a maioria
das obras conseguiu, nem mesmo despertar o público aos cinemas? Outro dia estava
assistindo uma continuação de Kink Kong, produzida apenas alguns meses depois e,
realmente um material raro. Só que eu acredito que deveria continuar raro. Uma
produção indigna da RKO. Cenas mal feitas, um elenco mal escolhido de atores de
segunda linha.
Existem várias continuações que não deram certo, tanto como filme, quanto
bilheteria, o que torna uma incógnita as suas realizações. Tantas Psicoses,
Tubarões, Lixo sem estética, sem razão de existir. Sexta Feira 13 chegou a ter
doze continuações que, graças a Deus, uma parcela ínfima da população ainda se
lembra. E por ai vai. Infelizmente o cinema coleciona um gigantesco histórico
desse tipo de filme, que nunca deveria ter sido feito
Pior ainda é a maioria dos remakes. Em 1993, a obra prima “As diabólicas” do
genial George Henry Clouzout ganhou um dos piores remakes já produzidos.
Desperdício de bons atores e uma boa história em uma cópia descarada e sem
nenhuma originalidade.Seis anos depois foi produzida a mais incompreensível
remake. Psicose, copiado quadro a quadro pelo diretor Gus Van Saint. Não vi
razão nenhuma para tal “atentado” e, evidentemente, isso se refletiu em uma
bilheteria muito fraca. Tubarão foi um grande filme, um Spielberg com força e
pleno domínio da arte de dirigir. Porém, as continuações levaram a história,
literalmente, para o fundo do mar.
Tanto a maioria das continuações como muitos remakes foram redundantes
fracassos. São milhões que a indústria joga fora em um cinema sem inventividade,
auto copiado e sem nenhuma autocrítica. Simplesmente pena.
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HAMLET – ZEFIRELLI
Em 1990 Zefirelli surpreendeu o mundo do cinema com sua versão de Hamlet. A
versão de Olivier era tida por muitos críticos e amantes como definitiva. A
versão Russa de 1964 foi pouco divulgada, principalmente no Brasil, de modo que
Olivier reinou por muito tempo quase em absoluto. A versão do diretor Italiano
serviu para apresentar a obra as novas gerações. È um belo filme, dando ênfase
as soluções, paisagens naturais. (Todos os exteriores foram filmados em um
castelo na Normandia) ficando os interiores a cargo de um estúdio na Inglaterra.
Mel Gibson no papel título soa, no mínimo curioso. Um ator de não muitos
recursos fica deslocado com um papel de tamanha responsabilidade e isso só
reforça o talento do elenco secundário, apesar de também não comprometer o
filme, evidente. Allan Bates e Glenn Close desfilam experiência e talento e, não
é exagero falar, simplesmente roubam o filme, junto com o excelente Polônios de
Ian Holm. Juntos, quase deixam Hamlet como um simples coadjuvante.
A fotografia é maravilhosa e de muito bom gosto. Os ambientes são extremamente
bem mostrados, com impressionante variedade de cores e muito bem definida. Uma
coisa interessante é o diretor ter optado usar a época em que a história se
passa.(Olivier deu preferência a época elizabetana). Vale a pena ver, para o
texto se conhecer.
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MÚSICA E LÁGRIMAS
Uma biografia do compositor Glenn Miller. Filme leve e sensível amparado nas
atuações de James Stewart, que embora pouco pareça com o compositor compensa com
uma das melhores performances, ele encarna o regente de orquestra e o
trombonista tão bem que, muitas vezes, acreditamos que o ator sabe tocar e
reger. Ao seu lado, Junne Allyson a Juliette dos três mosqueteiros, brilha no
papel de sua mulher. Talvez um das grandes dificuldades da maioria dos atores
seja representar a pessoa comum. Allysom passa no teste com bastante louvor. Sua
naturalidade é impressionante.O elenco de coadjuvantes tem alguns nomes
lendários do Jazz Americano, como Louis Armstrong, em um surreal “dueto” com
Stewart
O roteiro é claro e objetivo, sem pieguices do tipo “O grande Caruso” mostrando
as dificuldades enfrentadas por Glenn para encontrar os músicos certos e até
para organizar músicos. Os bons momentos do casal também são mostrados sem
exagero. A cena da festa organizada por Glenn para sua esposa, onde ele
apresenta seu sucesso “Pensilvânia 6-5000” é uma das mais criativas e, ao mesmo
tempo simples, cenas do filme.
O diretor Anthony Mann acerta em cheio na criação de um filme que, pode não ser
uma obra prima, mas tem um charme e uma nostalgia incomum, principalmente se
comparado a várias outras biografias românticas, muitas já citadas por mim
anteriormente. Esta tem uma pulsação de alegria, que caminha até durante as
cenas mais pessimistas. Imperdível.
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HAMLET
Olivier fez o que era considerado impossível. Uma adaptação com cortes da obra
de Shakespeare. Baseado em sua experiência como ator e diretor Shakespereano,
Olivier realizou uma versão da Henrique V em 1944 que culminou em enorme
sucesso. Depois de três anos sentiu que poderia encarar um desafio maior. Acabou
dirigindo um filme que é um marco tanto como entendimento do autor Inglês como
da própria qualidade do cinema Inglês na época estava passando por imensas
dificuldades criativas.
A interpretação do ator é de uma agilidade única. Olivier apóia-se em sua
extraordinária mascara facial e seu movimento corporal é ágil e forte
constituindo uma representação que marcou uma nova era no cinema Shakespereano.
Como Ofélia, a então estreante Jean Simmons dá mostra do grande talento que
seria sua marca registrada ao longo de uma rica carreira construindo uma Ofélia
frágil, longe das Femme Fatalle como são representadas hoje. Ao seu lado, os
monstros sagrados do “Old Skakespeare Company”. Felix Almyer como Pollonius.
Basil Sydney, no papel de Cláudius, o rei, e Ellen Herllie como a rainha
Gertrudes. A música de Sr Willian Walton dá um tom epopéico à obra. Destaque
também para a cenografia, m que acerta no tom lúgubre de um castelo que parece
viver em ruínas. Filme indispensável.
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BIOGRAFIAS
O cinema sempre teve um filão garantido. Os filmes baseados em compositores, ou
simplesmente histórias fictícias sobre algum cantor que se torna famosas sempre
atraíram multidões e formaram o cinema com a cara de Hollywood.
O “grande Caruso”, que é considerada a peça de falsificação número um das
biografias levou multidões ao cinema levou ao estrelato o tenor Mario Lanza
conta uma história um tanto artificial que serviu apenas de veiculo para Lanza
poder mostrar seu vozeirão, mas foi extremamente bem recebido pelo público.
Outro exemplo dessa melosa safra é o “À noite sonhamos”. Estrelado pelo galã
Cornel Wilde e a atriz Britânica, Merle Oberon, o filme é uma versão açucarada
da vida do compositor Polonês Frederic Chopin e seu relacionamento com a
escritora e poetisa George Sands. O melhor do filme fica pela sublime
caracterização do ator Paul Muni como seu professor. Fora isso, resulta em um
filme francamente bobo tornando a rica e problemática vida de Chopin em um
romance de Domingo à tarde.
Para contrabalancear esses dois exemplos, gostaria de citar uma série sobre a
vida do compositor Richard Wagner, último trabalho do ator Richard Burton, em
1984. O filme, bastante longo, esmiúça a vida do compositor. Sua luta em prol da
unificação do estado Alemão, seu radicalismo político que muitas vezes beirava a
loucura. Esse sim, um filme bem realizado, com um roteiro convincente.
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O CINEMA EM PERNAMBUCO, UM PEQUENO RESUMO
Houve um BUM de desenvolvimento cinematográfico na capital Pernambucana durante
os anos vinte. O ciclo do Recife, como seria chamado, deve-se principalmente ao
ator e futuro radialista Jota Soares. Nessa época, no meio de tantas produtoras
que iam desaparecendo, deve-se destacar a “Aurora filmes” por ter produzido seis
filmes, entre os quais “Retribuição, “Aitaré da praia” e o famoso “A filha do
advogado” que levou a produtora a falência. Nos anos cinqüenta, Alberto
Cavalcanti produziu e dirigiu “O canto do mar”, recrutando atores do rádio
teatro ou no TAP.
Em fins da década de 60 e começo da década de setenta ocorre o “Cinema de
cangaço”, produzindo obras em cidades do interior do estado. Vingança dos doze
ou Faustão são marcos dessa época, dirigidos por Marcos Farias e com Lúcio
Lombardi na assistência de direção. Em 1977 foi realizada o longa “A batalha dos
Guararapes”, sob a batuta de Paulo Thiago. No elenco, atores como Germano Haiut
e Carlos Reis.
Em 1982 Tizuka Iamazaki filma em Recife, Princesa e João Pessoa “Paraíba, mulher
macho”, com Cláudio Marzo, Walmor Chagas e Tânia Alves. A história da Amante do
advogado João Dantas, Anaide Beiriz, contou ainda com vários atores
Pernambucanos.
Em 1996, depois de mais de dez anos sem ver nascer um filme. Pernambuco estréia
a nova safra de cinema com “O baile perfumado” de Paulo Caldas. Até agora,
Pernambuco esteve à frente com um notável palco para realizações de filmes como
“Amarelo manga” ou “Árido Movie”.
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GRIFTH
O cinema como conhecemos hoje tem suas raízes em D.W. Grifth. Com seus dois
grandes filmes, “O nascimento de uma nação, de 1915 e “Intolerância, de 1916,
ele experimentou e praticamente criou a gramática e uma sinfonia de imagens
ousadas e ainda hoje belas. Grifth foi filho de um militar que havia lutado na
Guerra da secessão. Começou no cinema em 1908 primeiro como ator e,
posteriormente passou a diretor. Nos seus primeiros curta metragens já começava
a experimentar novos ângulos de câmera, novas formas de montagem. Em 1915
dirigiu um ambicioso projeto. “O nascimento de uma nação” é uma tentativa de
contar a guerra de 1865 a partir da perspectiva de uma família Sulista. O filme
é até hoje, o maior exemplo de preconceito racial da história do cinema. No
final, a família branca é feita de refém pelos negros, escravos da fazenda. Para
salva-los, o mocinho lidera a Klux Klux Klan.
O filme rendeu considerável crítica por determinados setores da sociedade
Americana, a despeito de seu enorme sucesso. Várias organizações de defesa das
comunidades negras atacaram o conteúdo abertamente racista do filme. Como uma
espécie de pedido de desculpas, o cineasta realizou um ano depois o ambicioso
projeto intitulado: “Intolerância”. Grifth abarca quatro episódios da história
da humanidade. A queda da Babilônia, A paixão de Jesus Cristo, A noite de São
Bartolomeu e uma história entrem sobre uma mulher que tem seu filho roubado por
uma liga moralista. Nesse filme o diretor experimenta várias tomadas e técnicas
ambiciosas como mascarar a tela para dar ênfase a uma determinada ação. O filme
foi um fiasco, em parte por sua mensagem pacifista, uma vez que os EUA acabavam
de entrar na primeira guerra mundial. Foi o começo da decadência do diretor.
A partir daí ele jamais conseguiria repetir seus êxitos. Filmes posteriores como
“Guerra dos sexos” ou “América” foram um pálido reflexo de um diretor, que em
seus grandes dias, havia revolucionado a então nascente técnica cinematográfica,
descobrindo métodos e imagens influenciaram vários cineastas como Eisenstein,
que fizeram estudos sobre seus filmes. O diretor morreu em 1947, pobre e
esquecido, em um
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O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA
O rei Henrique VIII da Inglaterra deseja ardentemente casar-se com Ana Bolena.
Por ser casado com Catarina Aragão Roma se nega a dar permissão para um novo
casamento. Henrique então elege o austero Thomas Moore como primeiro ministro na
esperança de conseguir o intento, mas Moore é extremamente devoto a igreja
Romana e extremamente honesto o que será a causa de sua ruína e morte.
Essa é a história central de “O homem que não vendeu a sua alma”, filme dirigido
por um mestre, Fred Zimmerman e com uma excepcional atuação de Paul Scorfield no
papel principal. Ele divide com o magnífico Robert Shaw, no papel do rei
Henrique, as glórias de duas atuações que são o ponto alto do filme.
Scorfield compõe um personagem elegante com o máximo de detalhes em gestos e uma
voz modelada. O Henrique em questão ainda não era o imenso glutão do final da
vida o que permitiu ao ator se ater a um personagem atlético e bastante
dinâmico, porém, com preocupantes variações de humor. Dos coadjuvantes, a
maravilhosa Wendy Hiller chama a atenção como sua mulher. Repare a cena do
último encontro dos dois personagens. Um show de intensidade dos dois.
O filme é uma aula de “cinema histórico”. Sério, com um roteiro coerente, ótima
fotografia e excelentes interpretações levaram um Oscar de melhor filme, em
1967. Imperdível.
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O CINEMA E AS HISTÓRIAS DE DETETIVES
O cinema ,no final dos anos 30 se apaixonou por histórias de
mistérios.Personagens de vários personagens como Charlie Chan feito pelo ator
Sydney Toller .Charlie e seu atrapalhado filho viviam as voltas com
assassinos,mistérios em várias partes do mundo e ambientes.Charlte era um
detetive no estilo Sherlock Holmes e através das pistas ele desvendava o
assassino.Na mesma época Sherlock Holmes foi adaptado para a sétima arte.Os
atores Basil Rathbone e Nigel Bruce deram credibilidade as imagens já
conhecidas.porém,as histórias,com exceção de uma foram transcritas para a época
da guerra com metáforas sobre liberdade e nazismo que hoje soam
ultrapassadas..No final
da década um grande filme baseado em: O caso dos dez negrinhos, começava ai um
namoro do cinema com a escritora.Em 1957 Billy Wilder dirige um belo filme com
Marlene Dietrich e o grande Charles Laugthon.Testemunha de acusação é bastante
fiel ao livro,quase uma obra literária.O tribunal Inglês foi retratado
minuciosamente em estúdio Na década de 60 estreou uma série com aventuras com a
detetive de Agatha Cristie,Miss Maple.A Série,especificamente começou em 1961 e
durou até 1964.Dentre os muito episódios a Warner lançou quatro em uma
caixa,Sherlock de saias,Assassinato a bordo,Crime é crime e Quem viu,quem matou
são histórias adaptadas que pouco ou nada tem a ver com os livros da dama do
crime mas são aventuras que,certamente ainda agradam aos cinéfilos.Margareth
Rutheford era uma conceituada professora de oratória quando,nos final dos anos
30 se converteu em um dos maiores ícones primeiro do teatro,depois do cinema
britânico e,se manteve em atividade até sua morte,aos oitenta anos.Sua Miss
Marple é uma senhora com toques de peraltice infantil e muito romântica.O
seriado tinha participações de atores famosos em cada episódio como Robert
Morley como um “acompanhante”mal humorado em”Sherlock de saias” e Flora Robson
no mesmo episódio.Visto hoje pode parecer sem sentido a olhos”modernos”mas são
filmes que mesmo de base simples conseguem manter o interesse em uma trama
interessante.O marido de Margareth Stringer Davis atuou em alguns episódios como
o curioso vizinho.A série cinematográfica fez sucesso nos três anos que esteve
em cartaz e fez o nome de Agatha Cristhie retornar e reedições de seus livros
surgirem.Margareth virou “A cara de Miss Marple “.Em 1972 Sidney Lummet faz uma
bela homenagem a escritora com:Assassinato no expresso Oriente. Filmado todo com
filtros as cores opacas realçam o clima de mistério.O elenco é soberbo:Albert
Finney,Ingrid Bergman,Sean Connery estão em perfeita sintonia.Mais fraco mas com
o mesmo número de estrelas,Morte sobre o Nilo é uma produção para a TV com clima
de produção para TV embora não abra mão das belas paisagens descritas pela
escritora.A partir dos anos 80 os filmes de detetive foram se restringindo cada
vez mais a TV embora,uma vez o outra criativos filmes fossem apresentados na
telona como Assassinato por morte e Os sete suspeitos.Mas vale a pena ver e
rever.
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ONDE ESTÃO AS LOCADORAS?
Dois dos maiores fenômenos de proliferação do cinema nos lares dos anos oitenta
estão praticamente extintos. Quer dizer, o primeiro, a muito já foi substituído
há muito pelo DVD e agora pelo Blue Ray e pelos filmes piratas nas esquinas.
Esse fenômeno também está extinguindo as famosas vídeo locadoras. Lembro quando
as lojas chegaram aqui em Recife. Primeiramente eram duas. A Look vídeo,
localizada no Derby Center dois e a Videosom, em frente ao colégio São Luiz. No
começo, não havia uma regulamentação quanto à qualidade das fitas e, por isso, o
mercado estava inundado de fitas copiadas. e cópia, em fitas analógicas eram
sempre de qualidade absurda.(me lembro de uma de Fantasia da Disney,. Que mal
podia se distinguir os contornos do desenho ou a famigerada cópia de “Amadeus”).
Mas a gente se encantava com o cinema em casa.
Tudo isso mudou, em meados de 1986 com a criação do CONCINE, órgão responsável
por regulamentar os aluguéis de fitas de vídeo pelo país. Nasceram as “fitas
originais” que vinham com o selo de autenticidade na borda da fita. Algumas
locadoras tentaram burlar a norma e foram multadas. Nesse começo a fiscalização
foi bastante severa e decisiva para melhorar a qualidade.
De 86 para 87 foi um bum em Recife, culminando com as duas maiores, A Classic
Vídeo e, três anos depois, a mega SMS. Era o programa preferido dos fins de
semana, até os anos 2000, quando as fitas começaram a ser, progressivamente
substituídos pelos DVDs. O disquinho digital começou a ser vendidos em
praticamente todas as lojas de varejo por pouco mais de uma locação, mais tarde,
a pirataria e a TV por assinatura tornaram obsoleto o hábito de locar filmes.
Dessa época, apenas A SMS e a Classic continuam, como testemunhas de uma época.
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O FANTASMA DA ÓPERA NO CINEMA
O romance “O fantasma da ópera” do francês Gastón Leroux foi, talvez, um dos
filmes mais adaptados para o cinema. Uma média de seis adaptações durante 80
anos que começou com a célebre de Long Channey.Channey,mestre em filmes de
terror,Channey difundiu as características do que seria o personagem e a versão
é a que mais se aproxima do autor,inclusive,interessante verificar,a queda do
lustre não é o auge e sim,o estranho baile de máscaras,com um trecho colorizado
pelo, então,inovador processo de Techinicolor,no qual o filme,preto e branco,
recebia um jato com três cores.O fantasma aparece com uma estranha fantasia de
caveira,um imenso chapéu pintado de vermelho.Nada nos poderia chocar mais hoje
em dia.
Em 1943 a história serviu como veículo para a dupla Nelson Edy e Suzana Foster.
Em uma montagem num berrante Techinicolor dois personagens, um barítono e um
policial disputam a bela cantora. O filme tem ainda uma bela e sensível
interpretação de Claude Rains no papel do fantasma,outrora um compositor que
teve sua obra máxima roubada,o filme é belo,tem um toque de humor muito refinado
e belas cenas como a perfeita queda do lustre(talvez seja a melhor cena do
filme), mas no geral é fraco e a história,muito modificada pouco merece crédito.
Em 1958 a Hammer, aproveitando a onda de filmes de terror fez sua versão da
história com Herbert Lom como o fantasma e Michael Gough como um tirânico e
aproveitador empresário. O filme,evidentemente e lamentavelmente seguiu a
cartilha da produtora com atores,em sua maioria ruins e efeitos piores ainda.Um
desperdício de dois grandes atores(Lom e Gough)´
Na década de oitenta a história contada em duas produções para televisão.Uma com
o ator alemão Maximillian Shell é uma promessa de um filme pelo menos mais
equilibrado uma boa atuação por parte de Schell sustenta bem esse filme.Em 1990
foi produzido mais um belo filme para a televisão ,esse longo,muito bem dirigido
contava com a novata Terry Pollo no papel de Cristine e uma das últimas atuações
de Burt Lancaster como o gerente do teatro e pai do fantasma.Um telefilme
recomendado, sem o glamour das grandes produções mas muito,muito sincero.
E para finalizar um que poderia ter sido muito bom mas que ficou na promessa.A
tentativa do próprio Andrew Lloyd Webber de adaptar seu próprio sucesso resultou
em um filme insosso.Não se sabe quem é pior a mocinha ingênua mais para boba
mesmo ou o galã com um penteado irritante ou o fantasma canastrão.Infelizmente
até agora não é um final feliz para “o fantasma.”
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A TORRE DE LONDRES
A torre de Londres foi um remake de um sucesso de 1939 estrelado por Basil
Rathbone. Dessa vez, O irmão de Roger Corman assinou a produção e Roger, a
direção. A história é sobre a ascensão de Ricardo terceiro trata mais sobre
fantasmas do que sua própria consciência. A história transita pelos velhos
clichês de filmes de terror, com apetrechos típicos de castelos mal assombrados,
com o duque de glaucester exercendo suas maldades da pior forma possível. Ele
comanda torturas com gaiolas e rodas, no melhor estilo dos Drácula e
Frankesteins
No papel de Ricardo, Vincent Price está o próprio mito dos filmes da Hammer, Sua
exagerada atuação é tão típica desse tipo de filme que dispensa comentários, mas
uma coisa é certa. A atuação envelheceu. Hoje ela soa careteira e às vezes até
engraçado (note como muitas vezes o personagem parece inexplicavelmente míope).
O elenco tem alguns bons momentos. O melhor dos coadjuvantes talvez seja o
Robert Brow, que depois faria o chefe de 007. Ele faz o ajudante de Ricardo e é
um dos únicos que dão alguma credibilidade. Seu personagem é quase humano e não
um estereótipo como os demais.
A base histórica do filme é bastante falha. É apenas um pretexto para o terror
mais barato e de mau gosto que existe. Totalmente dispensável. Um filme
realmente ruim.
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BEAU GESTE
Um filme estranho, com certeza, que envolve um roubo de uma jóia em uma mansão
antiga. Os irmãos Geste são adotados por uma senhora rica, dona de uma mansão
que possui uma valiosíssima jóia, que está em poder da família há mais de
trezentos anos. Determinada noite, a jóia é roubada e os três irmãos acabam na
legião estrangeira.
Chegando lá, eles passam a sofrer nas mãos do terrível sargento Markoff, um
oficial sádico, que gosta de torturar seus subordinados. Cabe aos irmãos
sobreviver ao brutal cotidiano da legião estrangeira encarnado pelo oficial, ao
mesmo tempo, mostrar a união entre eles e ao espectador cabe descobrir o
paradeiro da jóia, em uma pista quase imperceptível que é dada durante os vinte
primeiros minutos do filme.
O filme é uma aula de mistério. Desde sua seqüência inicial (que não adianta
procurar explicações pois o expectador só irá entender ao final)
milimetricamente pensada no tempo e no efeito, até o desfecho, o diretor Willian
Weltman mostra que sabe controlar as emoções do expectador, em um clássico, que
de maneira nenhuma envelheceu. Permanecendo sempre atual em sua forma.
Gary Cooper não é a melhor escolha para o papel titulo. Está velho demais para
correr atrás de ratos e outras peripécias que não caem bem em um quase
quarentão, mas ele tem a credibilidade de sua interpretação padronizada. Ray
Milland e Robert Preston estão à vontade como os irmãos Digby e John. Mas a
grande estrela do filme é Brian Dohnelly no papel do perverso sargento. Ele sim
domina o filme e o deixa com um ar angustiante.
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