Por: Andre Lombardi
Topo*UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK
*O MANTO SAGRADO *O MÁGICO DE OZ *CLEÓPATRA *DÜREMACH EM RECIFE *HOJE *PACTO SINISTRO *PSICOSE *O CURTA DA INCOMPREENSÃO *APERTEM OS CINTOS,O PILOTO SUMIU *SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO *HISTORIAS DE FANTASMAS *ROBIN HOOD, O HERÓI DO CINEMA *O HOMEM QUE SABIA DEMAIS *UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK *O MANTO SAGRADO *O MÁGICO DE OZ *CLEÓPATRA *DÜREMACH EM RECIFE *HOJE

UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK
Duas gangs se enfrentam. Uma de Porto Riquenhos,outra de Americanos nativos
e desse confronto surge um caso de amor que irá alterar o destino de
todos.Assim é Amor,sublime amor,um dos maiores sucessos dos anos
sessenta.Baseado no musical criad Jeromy Robins e Leonard Berstein que
estreara na Broadway apenas seis anos antes.
O filme dirigido por Robert Wise teve a beldade Natallie Wood como Maria,a
irmã do Porto Riquenho Bernardo(George Charkiris) que disputa com Riff(Russ
Tamblim) o comando das gangues na cidade.Maria,durante uma festa se apaixona
por Tony,(Richard Beymer)um dos integrantes da gang de Riff que pretende
deixar o passado de violência para trabalhar em uma loja.O amor entre Maria
e Tony irá causar uma grande incompreensão que gerará uma tragédia.
O elenco é uma amostra de beleza e talento.Natallie ,uma ex menina-prodígio
que se revelou em Juventude transviada,é um tipo realmente diferente do que
se pensaria para uma garota de Porto Rico mas é tão boa atriz que compensa
com cenas de intensa dramaticidade.O mesmo não se pode dizer de Richard
Beymer e seu insosso Tony.George Charkiris,que infelizmente não conseguiu
uma carreira de sucesso no cinema Canta,dança e atua magnificamente.Russ
Tamblim tinha feito papéis de criança em produções dos anos 40.Deu verdade a
interpretação de Riff.A cena da fatídica luta entre ele e Bernardo é
simplesmente emocionante.Rita Moreno completa o grupo como a namorada de
Bernardo.
È preciso,também fazer jus a perfeita coreografia do filme.Os números são de
um vigor juvenil e representam a parte alegre do filme.A direção de Wise se
adapta a história de forma perfeita.A direção dos atores é primorosa.Um
filme que ainda nos fazer o coração ao assisti-lo.
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O MANTO SAGRADO
O manto sagrado foi um dos primeiros filmes a trazer a nova experiência de
som e imagem. o som esteriofônico prometia a os espectadores novas emoções.A
imagem em Cinemascope impressionou a platéia ao mostrar imensas porções de
paisagens mostrando composições de quadro nunca antes vistos.O roteiro é
baseado em uma história fantástica em que o centurião Marcellus(Richard
Burton)em busca do manto que pertenceu a Jesus e assim poder se redimir da
culpa de te-lo crucificado.A seu lado,sua namorada de infância(Jan Simons)
que
está prometida ao príncipe Calígula(Jar Robinson).
Por ser um dos primeiros filmes de Burton o ator ainda nao se encontra a
vontade no papel.
Muito exagerado,as vezes dando escessiva importância a frases bestas e alias
o roteiro esta cheio de frases bestas,mas vamos e convenhamos. por pior que
ele esteja,nunca chegará aos pés de Victor Mature que faz o gladiador
Demétrius,a total ausência de expressão no ator é algo que por pouco,não
compromete o filme.
Se o filme tem um ponto forte esse ponto fica a cargo do ator Jay
Robinson.Seu Calígula é insinuantemente perverso sem chegar ,contanto,a
caricatura de mal.É uma interpretação na medida.O diretor Irvin Koster tem
seus altos e baixos.Cenas de grande imnpacto e beleza como a da crucificação
sao interligadas com outras tolas como a pieguissima cena da redenção de
Marcelos ou a ida para salvar |Demetrius,uma cena totalmente dispensavel.
Mas o filme,no geral é acertado. Entrou para a história como um clássico
e,como tal, tem de ser reverenciado envelheceu,mas nao perdeu um certo
charme e uma certa lembrança de uma época em que se fazer cinema era algo
grandioso e envolvente.
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O MÁGICO DE OZ
O cinema infantil sempre arrebatou multidões ao cinema. A fantasia desse
gênero conquista realmente gerações formando um elo com nossa época.Muitos
filmes,sem precisar necessariamente serem desenhos animados.Filmes infantis
sempre foram,em Hollywood a seu modo e sua época,sinônimo de capricho.Mas
talvez,o filme infantil mais famoso de seu tempo seja “O mágico de Oz.
O Mágico de Oz. já mereceu por inúmeros elogios o seu lugar na história do
cinema e o título de “o melhor filme infantil do século 20”. Judy Garland
foi escolhida entre várias atrizes,entre elas o ícone infantil da época
Sherley Temple e ganhou o papel imortalizou a personagem Dorothy .canção
“Over the Rainbow”em uma belíssima interpretação.A criação das coreografias
através do inovador Busble Bukle deu vida a história da infeliz e sonhadora
menina que após uma tempestade vai parar na terra colorida de Óz.
Também é deslumbrante a solução encontrada para o uso da cor.A
realidade,feia e séria é representada em sépia.A partir do momento em que
Dorothy entra em Oz, a terra ganha um deslumbrante colorido
“Tecnicolor”,vivamente colorido com belíssimas nuances de cor como era
freqüente nos primeiros Tecnicolor e hoje fazem muita falta.
O Mágico de Oz. é um exemplo de filme que atravessa as fronteiras do tempo e
chegas hoje com a magia daquela época. Garland,surgiu como novo ícone dos
adolescentes tendo infelizmente afundado sua carreira em meio a escândalos e
abuso de álcool e falecido cedo com 47 anos. Felizmente a cópia que chega às
lojas agora é resultado de um tratamento digital apurado que retira as
imperfeições deixadas pelo tempo e permite um belo resultado.
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CLEÓPATRA
Quando perguntado pela associação de críticos de Nova York sobre seu filme
Cleópatra o diretor Joseph Mankiewitz foi enfático:
Cleópatra foi os tres piores filmes que já fiz,comentou o
direto.Evidentemente longe de ser um filme ruim.
“Cleópatra” é um filme desigual,resultado dos inúmeros problemas acontecidos
durante a pré e a pós produção.
O primeiro ator escalado para Marco Antônio ,Tyrone Power,morreu de infarto
logo no começo das gravações.
A produção escalou então,Richard Burton,para Cleópatra a grande estrela da
Fox Elizabeth Taylor.
E para Julio Cesar, Rex Harrison,experiente ator de teatro e cinema.
As brigas entre Taylor e Burton começaram após o inicio das filmagens
protagonizando escândalos atrás de escândalos.
Cleópatra reflete,como resultado final,a sua desigualdade.è um filme de
grandes cenas e não um grande filme.
As cenas da chegada da personagem a Roma,são grandiosas e
constituem,realmente a alma do filme.
As cenas intimas,em contrapartida as cenas íntimas são pesadas e possuem
falas ridículas.
Claramente, o diretor não agüentou a pressão e produziumuito material com o
intuito acabar mais rápído.
O melhor do filme cabe a direção dos dois atores principais com destaque
para Harrison que compõe muito bem seu Júlio César com a técnica e
experiência ideais.
A partir da segunda parte o filme é parcialmente dominado por Burton.
Mas o filme serve unicamente como veículo para Elizabeth Taylor e talvez ai
resida seu maior problema.
Taylor acaba se tornando maior que seu personagem
Não é um filme de todo mal mas guarda um ranço do cinema de mal gosto
em algumas seqüências e talvez por esse resultado,tenha levado a Fox a
falência.
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DÜREMACH EM RECIFE
A galharufas produções artísticas corre contra o tempo para montar o que
talvez será um de seus maiores desafios.Montar “A visita da velha senhora”de
Frederich Düremach.A direção fica a cargo do experiente diretor Lúcio
Lombardi ,diretor também da paixão de Cristo de Nova Jerusalém.17
atores,muitos nomes
Consagrados do teatro integram o elenco. Sonia Biebard fará Clara westher a
protagonista, Júlio Rocha Alfred Schill ,o ex amante Alfredo,Ricardo Mourão
, o prefeito da cidade e Gilberto Brito o professor.A temporada será no
teatro Barreto Júnior.
A degradação de uma cidade ,corrompida,reduzida a total subserviência ,o
pessimismo do autor em relação ao ser humano ,um animal o qual só se pode
esperar o pior,tudo isso com uma pitada de fina ironia.è isso
que trata o texto do Düremach.A primeira montagem no Brasil foi em 1962 e
trazia Cacilda Becker e Sérgio Cardoso como o par central.
Para a estréia dia 6 de Junho Lúcio se encontra desde já bastante satisfeito
com o rendimento do elenco
Resta a estréia para conferir a performance que,ao que parece,tem tudo para
brilhar.Os ensaios estão ocorrendo no auditório da Aliança Francesa durante
essa semana.a seqüência só será interrompida durante a semana santa pela
impossibilidade de alguns atores.
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HOJE
Hoje,o conceito de animação está bastante modificado graças ao
computador.Com a possibilidade mil de se criar uma dimensão tão perfeita
quanto a real as vezes sinto saudade da simplicidade de um desenho “Disney”
ou “Hanna Barbera”.Havia em Hanna Barbera algo de muito simples e
extremamente criativo.Um gato correndo atrás de um rato deu margens a muitos
episódios,as formas que o gato tomava quando era amassado,espremido,ou as
vezes partido pela metade.Hanna Barbera se transformou através de desenhos
simples e objetivos fizeram a alegria de muitas crianças.Quem não se lembra
dos clássicos desenhos como “Zé Colméia e Catatau,Pepe legal o cavalo
vaqueiro ou a tartaruga Touché?Todos eram desenhos simples,que se apoiavam
em roteiros muito bem elaborados e extremamente engraçados.
Disney era a antítese.Desde “Branca de neve,estava planejando sempre elevar
o desenho
a categoria de obra de arte.Seus trabalhos eram reconhecidamente artísticos
e resultado de pesquisa de diversas equipes.Seus desenhistas eram artesões
requintados com noções de estilo, Algo que Disney e seus desenhistas sempre
aprimoraram foi a noção da figura humana e o desenho de animais conseguindo
resultados muito satisfatórios como em “Bambi”.O veadinho ,em muito se
assemelha com um bicho de verdade chegando ao máximo da perfeição dos
movimentos das pernas. Mas ,talvez a perfeição em termos de desenho animado
tenha vindo com “A bela adormecida.Impossível não se admirar com
a beleza das paisagens medievais,da sutileza dos traços femininos em
Aurora,no peso da ambientação macabra dos ambientes da bruxa culminando com
a horrenda floresta de espinhos.Na nova fase podemos ressaltar a perfeição
da história em “O rei leão”Esse épico em desenho animado passado nas savanas
africanas com toques de Rei Lear e Hamlet foi um fenômeno de bilheteria em
1994, tudo isso serviu para colocar o estúdio e os desenhistas em um gral de
excelência jamais igualado,por exemplo,A bela e a fera”,em 1992 ganhou um
Oscar de melhor filme.
Isso hoje está sendo deixado para trás,graças a mil efeitos computadorizados
os quais não sabemos nem quem é ator ou quem é figura animada.Resta saber se
os desnhos são a Pré história de um passado distante ou se ainda terão como
ressurgir.
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PACTO SINISTRO
Um encontro em um trem. Um jogador de tênis e um encontro casual.Para Guy aquela
seria apenas mais uma ida para resolver o desquite com sua mulher,mas, o
psicopata Bruno tem outros planos.Ele deseja fazer uma macabra troca de
assassinatos.Bruno irá matar sua mulher e,em troca,Guy terá de matar seu
pai.Achando tratar-se de uma brincadeira de mau gosto Guy finge que concorda e
esquece o assunto até o dia em que Bruno o encontra e entrega o óculos de sua
mulher.Agora,Bruno exige a conclusão do plano.Agora Guy é um fugitivo com um
psicopata em seu encalço.Com essa história, Hitchcoock nos brinda com um dos
maiores sucessos do começo da década de 50.
O papel de Bruno foi na medida para o ator Robert Walker.Suas nuances,sua
profundidade dão uma assustadora credibilidade ao assassino.Por outro lado,
Farley Granger não é um bom ator.Sua interpretação se torna forçada,artificial
pelas evidentes limitações do ator. Ruh Roman também não foi uma escolha muito
feliz como a mocinha Seria escolha proposital de Hitchcoock para reforçar o
papel de Bruno?
Mas,comentando o filme,isto é,direção aspectos técnicos,é inegável o talento do
mestre para melhor manipular a história.O personagem do assassino é mostrado sem
romantismo,frio e calculista.Mesmo assim,temos uma ponta de pena do
psicopata,tanto que no final,quase torcemos para que Bruno consiga colocar o
isqueiro que pode incriminar Guy.
Um filme,ainda,aterrorizante,que tem uma poesia maléfica,uma forma de contar uma
história que sentimos a mão do diretor,seu controle sobre o produto final.A
cópia em DVD ajuda muito pois está restaurada com primazia.
Muito se foi escrito e analisado sobre o comportamento humano em “Pacto
sinistro. Talvez,por sua trama muito bem delineada,a intensidade da composição
de Bruno é bastante incômoda. Talvez,ela ainda nos incomode pois é bastante
próxima da realidade ,dos psicopatas que tantos tememos. Por isso,a
interpretação de Walker é simplesmente arrebatadora.
O filme ainda é um dos melhores do mestre do suspense. não envelhece pois o bem
e o mal de cada ser humano é eterno.
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PSICOSE
Uma mulher trabalha em um escritório. Precisando urgentemente de dinheiro,a bela
Marion (Janet Leigh)apesar de ser uma funcionária antiga e eficiente não
consegue evitar a tentação de,repentinamente receber através de um amigo de seu
patrão a quantia(extraordinária para a época)de 50 mil dólares.
E a patética Marion foge. Mas como uma péssima(e improvisada)ladra ela sai
deixando pistas em todo lugar,seu nervosismo ao trocar de carro,chama a atenção
de um policial que por pouco não a prende .Marion chega enfim ao desolado motel
Bates,administrado pelo estranho Norman Bates (Anthony Perkins). O jovem vive
com a mãe,uma figura que não aparece (só vemos sua silhueta na janela de uma
casa antiga e mal assombrada )
Passando a noite em um dos quartos,Marion se arrepende e,de repente,deseja
devolver o dinheiro pela manhã.Nesse momento ela entra para tomar um banho que
se torna parte da história do cinema.
Psicose foi originalmente concebido para ser um filme barato,desses baseados em
literatura também barata.Mas a mão do mestre do suspense foi definitiva para
transforma-lo em um sucesso.Janet Leigh como Marion participa apenas de um
pedaço do filme que é desvendado pelos coadjuvantes John Gavin e Vera Miles.Perkins,no
papel de Norman teu um grande desempenho.Infelizmente ele não saberia se livrar
desse papel e suas atuações posteriores virariam apenas uma caricatura de seu
personagem.
Tratar de analisar o final do filme por aqui seria uma aberração pois seria algo
como tirar doce de criança mas o filme é uma obra prima em uso de câmara em
diferentes ângulos e planos inusitados.Vale a pena conferir uma das maiores
obras do mestre do suspense.
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O ASSASSINATO DE TROTSKY
Em 1940 o líder comunista Leon Trotsky se encontrava exilado no México.O líder
da União Soviética Joseph Stalin enviou então ao pais sua rede de espiões e
esses escolheram Franck Jackson,um Espanhol desencantado com Trotsky para dar
cabo do ex estadista.Fazendo-se passar por seu secretário ele teve acesso que
aos poucos,se tornou irrestrito ao líder e,pouco tempo depois o matou com uma
machadinha de alpinista.Com esse enredo o diretor Joseph Losey realizou um filme
sério e excelente sobre esses dias que antecederam o assassinato.
No papel de Trotsky Richard Burton tem um excelente desempenho.Contido,sem
aqueles ataques de grande ator que ele costuma ter,Burton faz um líder cansado
de fugir,deprimido,lutando contra a doença gástrica que o matava a os poucos.A
grande surpresa,no entanto é ver o galã Alan Dellon no papel do assassino
composição de um homem doente,indeciso até o último momento,com rompantes de
loucura é,simplesmente perfeita. .A bela Rommy Scneider sem sua habitual beleza
a La “Sissy” está competente como a namorada de Franck. Porém , Força
interpretativa tem Valentina Cortese no papel da apaixonada esposa de Trotsky,um
papel pequeno mas em suas mãos cresce e assume um ar meio profético.
O filme começa com algumas organizações comemorando o dia da revolução. Alguns
estão insatisfeitos com a presença do líder no pais. Paralelamente,os agentes de
Stalin tentam minar a resistência de Franck.O assassino se mostra em vários
conflitos,ideológicos e pessoais e resolve-se finalmente em uma grande seqüência
em uma tourada.O diretor utiliza a metáfora do touro agonizante para utilizá-la
mais tarde na morte de Trotsky.
O filme não tem ritmo de filme Americano,o que é muito bom,gosto do tempo para
pensar,para sentir o clima ameaçador,o cerco se fechando inexoravelmente sobre
Trotsky .O filme também conta com uma bela fotografia e um roteiro coerente com
os acontecimentos .A situação política é clara,sem confusão , o que as vezes
peca pelo excesso de didatismo mas,no geral é um excelente exemplo de
direção,atuações e roteiro.
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O CURTA DA INCOMPREENSÃO
Fui conferir ontem,um filme curta metragem da auto- entitulada “cineasta”Luci
Alcântara seguida de uma palestra da autora.O filme, Minha alma é irmã de Deus,
baseado em um conto do escritor Raimundo Carrero é algo extremamente confuso e
fica a impressão de que a dita cineasta não entendeu direito a mensagem de
Carrero,daí veio,durante a palestra da “artista”aquela tradicional desculpa de
quem não conseguiu um resultado nem satisfatório.
Ora,confesso minha completa ignorância sobre o universo de Raimundo Carrero,do
qual não posso comentar mas alguém deveria dizer a dita senhora que seu filme
não era uma extensão da obra do autor,mas uma livre adaptação sobre sua batuta.A
diretora criou um filme deficiente,que,como ela mesma falou, o expectador
precisa ler o conto para entender.Ora,eu como espectador,não sou obrigado a
conhecer a obra mas a diretora tem a obrigação de fazer um filme com o mínimo de
coerência e isso,infelizmente seu trabalho não tem.
Na pretensão de fazer arte e ser vista como artista ,Luci explora imagens
bonitas mas que não dizem nada,são perdidas porque a falta de um roteiro
consistente não consegue amarra-las. Enfim,imagens bonitas mas apenas
imagens.Alguém,nesse contexto precisa dizer a artista-cineasta que mesmo os
cineastas mais surrealistas da história(Fellini,Buñuel) tinham uma coerência
muito grande na aparente incoerência.
Quanto ao elenco,é desnecessário qualquer comentário.Não é porque são atores sem
experiência que são ruins(vale lembrar aqui o batidissimo caso de Pasolini e seu
“Evangelho segundo são Mateus realizado com pessoas simples de um vilarejo
Italiano)mas sim são pessoas mal aproveitadas e que ficaram absolutamente
perdidas,piores que figurantes de novelas..
Lamentável esse curta metragem cuja as únicas qualidades sejam as belas
fotografias do Poço da panela.De resto,descartável.
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APERTEM OS CINTOS,O PILOTO SUMIU
Em 1980,os irmãos Jerry e David Zucker mais Jim Abrahans inovaram o modo
americano de se fazer comédia. Criaram então “Apertem os cintos,o piloto
sumiu”.O filme,uma sátira escrachada e completamente surreal homenageia todos os
filmes estilo”Aeroporto”e satiriza seus inúmeros clichês,a começar do
elenco,constituído de antigos canastrões como o ator de seriado Robert Hayes,Robert
Stack,o legendário Elliot Ness do seriado “Os intocáveis e ator de “Um fio de
esperança”, ao lado de Jonh Wayne .
O filme conta a história de Ted Stryker, um piloto de avião de combate que
enlouquece e,para pedir que sua namorada retorne,embarca em um avião cuja a
tripulação passará mal após comer peixe estragado.Ted então precisará de toda
sua habilidade para aterrissar o avião em segurança.Sucesso imediato,acabou por
decretar o início do “Cinema nonsense”que daria aos diretores uma série
chamada:”Esquadrão de polícia” estrelada pelo ator Leslie Nielsen.
Muita gente famosa participou das gags como o jogador de basquete Karen Abdul
Jabar,o ator do seriado “Missão impossível”Peter Graves,como o piloto envenenado
pela comida estragada e Leslie Nielsen,hilário em sua seriedade como o médico
que diagnostica o problema.
Algumas piadas envelheceram,outras não tem tanta graça mas a maior parte do
filme é antológica,com momentos de humor negro,realmente impagáveis(repare na
sátira a “Noviça rebelde” com a enfermeira puxando os cabos que mantêm a menina
viva)ou as sátiras em torno dos flasbacks contando a história de Ted.Um filme
,realmente engraçado,que abriu as portas de Hollywood para os Abrahans.Um
exemplo de comédia inteligente.
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SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO
Durante a década de 30 ,o diretor Alemão naturalizado Americano Max Reinard
realizou alguns filmes para a indústria,entre eles o belíssimo “Sonho de uma
noite de verão”.O filme,baseado na obra de Shakespeare pode ser descrito como
“um sonho”.A produção,grandiosa e requintada tem inúmeros méritos,a começar pela
interpretação segura e hilária de James Cagney.É estranho ver Cagney fora de
seu”‘habitat”,mas ele demonstra muita intimidade e uma inesperada veia
cômica.Para os papéis de Lizandro e Demétrius Dick Powel,conhecido cômico da
época e Ross Alexander compõe personagens com um que de ridículos
sem,contudo,cair na caricatura fácil.Como Oberon Victor Jory tem uma autoridade
marcante ,a rainha das fadas é interpretada por Verrer Teadsdale e um Mickey
Rooney ainda adolescente e engraçadíssimo como o servo de Oberon que provoca
toda a confusão.Ainda a oportunidade de ver uma extraordinária estréia de Olivia
de Havland no cinema como Hérmia.
Oportunidade,também,de se conferir a magnífica coreografia do lendário Nijinsky,bela
e inovadora,em todos os aspectos(Os atores bailam presos por cabos,belíssimo
efeito)As idéias dos figurinos dos seres das florestas.Isso é o que significa
saber trabalhar o visual preto e branco.Também interessante a escolha do
figurino da época Elisabetana(Na época de Shakespeare,não havia pesquisa
histórica no teatro e os atores entravam com figurino de suas épocas.
Uma das mais criativas adaptações de obra do grande autor Inglês,não deve nada
há outras que viriam depois.Tanto pela produção, caríssima para a época,quanto
pelo elenco de estrelas daquele tempo.Uma obra respeitável que merece ser
assistida e aplaudida.
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HISTORIAS DE FANTASMAS
Estou fascinado por um aspecto dentro dos filmes de terror.Desde que foi feito o
primeiro filme sério de Hollywood,após o gênero ter sido relegado a uma paródia
grotesca e com muitos filmes que chegavam ao mau gosto.A partir de “Bebê de
Rosemary,de Roman Polanski,o gênero foi se solidificando e,na década seguinte,
começou a ganhar notoriedade,graças ao primeiro filme coerente.”O
exorcista”.Mais também começou uma campanha da imprensa pela chamada”Maldição
dos filmes de terror”.A imprensa alardeando vários acontecimentos em cada filme
com o nítido objetivo de explorar a imensa propaganda.Vejamos alguns casos:
Começou com o filme “O exorcista”,quando vários atores começaram a morrer em
situações tidas como inexplicáveis,inclusive o ator Lee J.Coob morto antes do
filme terminar.Em 1976 Richard Donner é convocado para realizar “A
profecia”.Novamente histórias de acidentes,imprevistos ocasionados pelo “mal
tempo”,etc...atrasam bastante as filmagens.O fato mais
impressionante,talvez,tenha acontecido com “Poltergeist(1982) e suas
continuações.O filme,produzido por Steven Spielberg e dirigido por Tobe Hoper
conta a história de uma família cuja casa,construída sobre um antigo cemitério
indígena,recebe a indesejável visita de poltergeists que raptam sua filha mais
nova e a matem refém dentro da TV.A atriz Dominique Dunne,que faz a irmã mais
velha,morreu no mesmo ano estrangulada por seu namorado.4 anos depois a
refilmagem.Dessa vez os espíritos malignos estão encarnados no reverendo Kane(Julien
Back)enquanto os do bem avisam ao índio Taylor do perigo que está marcada a
garota Carol-Anne.Os atores Julien Beck e Will Sampson faleceram.Julien de
câncer no estômago e e Sampson um ano mais tarde de complicações relativas a um
transplante cardíaco.Em 1988 foi realizada a terceira parte.Um filme medíocre
que parte do elenco se recusou a protagonizar.Coube a Herther O’Houker e Zelda
Rubinstein serem a única ligação entre os três filmes.Logo após as filmagens
Herther faleceu inesperadamente vítima de obstrução intestinal.Essas histórias
sempre alimentaram e muito a imprensa.Claro que esse tipo de história foi e
sempre será alimentado pelos grandes tablóides mas claro que coincidências
muitas vezes acontecem e em se tratando de cinema....
ROBIN HOOD, O HERÓI DO CINEMA
Robin Hood foi contada em 1939 em um filme dirigido pelo lendário Michel Curtiz .No papel,que havia sido protagonizado por Douglas Faibarnks agora era do galã Errol Flyn que havia despontado durante toda essa década.
O filme foi um mega sucesso e até hoje é aclamado pelo seu belo visual em um belíssimo Technicolor. o quarto filme realizado de tal forma.Restaurado recentemente seu belo colorido(um dos mais belos filmes coloridos) pode ser apreciado na íntegra.
Errol Flyn tem um dos melhores desempenhos de sua carreira.Jovial e alegre,em nada lembra o ator pesado e dependente de Álcool que morreria pouco mais de 20 anos depois.Oliviand De Havlland, recém saída do grande clássico ”E o vento levou” estava no auge de sua beleza e fez desse uma serie de filmes em parceria com Flym e com o diretor Curtiz.
A história é a do nobre Saxônico que com a ajuda de alguns amigos como João pequeno e Frei Tuckr um monge espadachim lutam contra a injustiça cometida belos barões normandos,em especial,pelo traiçoeiro regente o príncipe João,que planeja usurpar o trono através de toda sorte de injustiças.
Ao seu lado,o inescrupuloso Sr Guy de Guisborne(O elegantemente canastrão Basil Rathboone)que é uma espécie de gangster braço direito do príncipe.Como a melhor atuação no filme,indiscutivelmente seria Claude Rains.
Esse grande e experiente ator da ao filme uma grande dose de cinismo tornando o personagem irresistível.Apesar de haver tido muitas refilmagens e até uma continuação (Com Sean Conery e Audrey Hepburn em 1976) poucos filmes conseguiram essa aura de fantasia e beleza como um autêntico conto de fadas.
A beleza da cenografia,de uma riqueza que não se repete hoje em dia.A agilidade do roteiro que privilegia uma aventura quase coreografada em detrimento aos que vieram depois com cenas de uma pieguice única o que so dignifica essa versão.Uma versão histórica.
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O HOMEM QUE SABIA DEMAIS
Um espião é esfaqueado em um mercado público de Marrocos.Antes de morrer,
Luis Bernard(Daniel Gelin)conta a um casal de turistas americanos em férias
(James Stewart e Doris Day)um terrível segredo.Um diplomata será assassinado
em Londres em pleno Albert Hall.A vida do casal sofre uma trágica
reviravolta quando dois um misterioso casal( Brenda De Banzie e Bernard
Milles em magistral interpretação)rapta seu filho de 10 anos para garantir
seu silêncio).Com esses ingredientes Hitchcoock garante um suspense de tirar
o fôlego.
O homem que sabia demais é uma refilmagem de uma obra do próprio diretor
realizado em 1934 em sua fase inglesa com Petter Lorre no papel do raptor.O
filme foi realizado em 1954Época em que Hitchcoock gozava de imenso
prestígio nos estúdios da universal.Para protagonizar a história James
Stewart é mais do que indicado,seu porte de homem comum nos proporciona
grandes cenas como a do restaurante em Marrocos em que tenta comer uma
comida exótica.Doris Day foi uma dúvida dos estudios.Havia trabalhado em
alguns filmes leves como “Calamity Jane”e muitos duvidavam que agüentasse um
papel com intensidade dramática.Day provou que poderia carregar metade do
filmes nos ombros e é isso exatamente o que faz.Sua interpretação é tocante
e inesquecível em algumas cenas chegando a comover pelo desespero colocado
na pele da personagem.A música “Que será será” deu um toque de mistério
quando tocada ao piano,pela mãe na embaixada,ao final do filme.
O diretor também nos brinda com uma genial sequência de 10 minutos de tirar
o fôlego.Durante esse tempo,acompanhamos a corrida do doutor Mc Kenna
(Stewart)a procura do assassino pelos camarotes da sala de concerto enquanto
se realiza uma cantata. Em determinada nota,o assassino deve atirar.Criando
uma atmosfera angustiante que cresce até atingir um magnífico ápice,o
diretor nos mostra que sabe como ninguém editar uma sequencia com os tempos
exatos. Como homenagem a seu grande amigo Bernard Hermann Hitchcook o coloca
em cena como o regente.
Não seria exagero colocar “O homem que sabia demais”no panteão dos maiores
filmes do século 20.Uma obra imortal Como homenagem a seu grande amigo
Bernard Hermann Hitchcook o coloca em cena como o regente.
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UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK
Duas gangs se enfrentam. Uma de Porto Riquenhos,outra de Americanos nativos
e desse confronto surge um caso de amor que irá alterar o destino de
todos.Assim é Amor,sublime amor,um dos maiores sucessos dos anos
sessenta.Baseado no musical criad Jeromy Robins e Leonard Berstein que
estreara na Broadway apenas seis anos antes.
O filme dirigido por Robert Wise teve a beldade Natallie Wood como Maria,a
irmã do Porto Riquenho Bernardo(George Charkiris) que disputa com Riff(Russ
Tamblim) o comando das gangues na cidade.Maria,durante uma festa se apaixona
por Tony,(Richard Beymer)um dos integrantes da gang de Riff que pretende
deixar o passado de violência para trabalhar em uma loja.O amor entre Maria
e Tony irá causar uma grande incompreensão que gerará uma tragédia.
O elenco é uma amostra de beleza e talento.Natallie ,uma ex menina-prodígio
que se revelou em Juventude transviada,é um tipo realmente diferente do que
se pensaria para uma garota de Porto Rico mas é tão boa atriz que compensa
com cenas de intensa dramaticidade.O mesmo não se pode dizer de Richard
Beymer e seu insosso Tony.George Charkiris,que infelizmente não conseguiu
uma carreira de sucesso no cinema Canta,dança e atua magnificamente.Russ
Tamblim tinha feito papéis de criança em produções dos anos 40.Deu verdade a
interpretação de Riff.A cena da fatídica luta entre ele e Bernardo é
simplesmente emocionante.Rita Moreno completa o grupo como a namorada de
Bernardo.
È preciso,também fazer jus a perfeita coreografia do filme.Os números são de
um vigor juvenil e representam a parte alegre do filme.A direção de Wise se
adapta a história de forma perfeita.A direção dos atores é primorosa.Um
filme que ainda nos fazer o coração ao assisti-lo.
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O MANTO SAGRADO
O manto sagrado foi um dos primeiros filmes a trazer a nova experiência de
som e imagem. o som esteriofônico prometia a os espectadores novas emoções.A
imagem em Cinemascope impressionou a platéia ao mostrar imensas porções de
paisagens mostrando composições de quadro nunca antes vistos.O roteiro é
baseado em uma história fantástica em que o centurião Marcellus(Richard
Burton)em busca do manto que pertenceu a Jesus e assim poder se redimir da
culpa de te-lo crucificado.A seu lado,sua namorada de infância(Jan Simons)
que
está prometida ao príncipe Calígula(Jar Robinson).
Por ser um dos primeiros filmes de Burton o ator ainda nao se encontra a
vontade no papel.
Muito exagerado,as vezes dando escessiva importância a frases bestas e alias
o roteiro esta cheio de frases bestas,mas vamos e convenhamos. por pior que
ele esteja,nunca chegará aos pés de Victor Mature que faz o gladiador
Demétrius,a total ausência de expressão no ator é algo que por pouco,não
compromete o filme.
Se o filme tem um ponto forte esse ponto fica a cargo do ator Jay
Robinson.Seu Calígula é insinuantemente perverso sem chegar ,contanto,a
caricatura de mal.É uma interpretação na medida.O diretor Irvin Koster tem
seus altos e baixos.Cenas de grande imnpacto e beleza como a da crucificação
sao interligadas com outras tolas como a pieguissima cena da redenção de
Marcelos ou a ida para salvar |Demetrius,uma cena totalmente dispensavel.
Mas o filme,no geral é acertado. Entrou para a história como um clássico
e,como tal, tem de ser reverenciado envelheceu,mas nao perdeu um certo
charme e uma certa lembrança de uma época em que se fazer cinema era algo
grandioso e envolvente.
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O MÁGICO DE OZ
O cinema infantil sempre arrebatou multidões ao cinema. A fantasia desse
gênero conquista realmente gerações formando um elo com nossa época.Muitos
filmes,sem precisar necessariamente serem desenhos animados.Filmes infantis
sempre foram,em Hollywood a seu modo e sua época,sinônimo de capricho.Mas
talvez,o filme infantil mais famoso de seu tempo seja “O mágico de Oz.
O Mágico de Oz. já mereceu por inúmeros elogios o seu lugar na história do
cinema e o título de “o melhor filme infantil do século 20”. Judy Garland
foi escolhida entre várias atrizes,entre elas o ícone infantil da época
Sherley Temple e ganhou o papel imortalizou a personagem Dorothy .canção
“Over the Rainbow”em uma belíssima interpretação.A criação das coreografias
através do inovador Busble Bukle deu vida a história da infeliz e sonhadora
menina que após uma tempestade vai parar na terra colorida de Óz.
Também é deslumbrante a solução encontrada para o uso da cor.A
realidade,feia e séria é representada em sépia.A partir do momento em que
Dorothy entra em Oz, a terra ganha um deslumbrante colorido
“Tecnicolor”,vivamente colorido com belíssimas nuances de cor como era
freqüente nos primeiros Tecnicolor e hoje fazem muita falta.
O Mágico de Oz. é um exemplo de filme que atravessa as fronteiras do tempo e
chegas hoje com a magia daquela época. Garland,surgiu como novo ícone dos
adolescentes tendo infelizmente afundado sua carreira em meio a escândalos e
abuso de álcool e falecido cedo com 47 anos. Felizmente a cópia que chega às
lojas agora é resultado de um tratamento digital apurado que retira as
imperfeições deixadas pelo tempo e permite um belo resultado.
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CLEÓPATRA
Quando perguntado pela associação de críticos de Nova York sobre seu filme
Cleópatra o diretor Joseph Mankiewitz foi enfático:
Cleópatra foi os tres piores filmes que já fiz,comentou o
direto.Evidentemente longe de ser um filme ruim.
“Cleópatra” é um filme desigual,resultado dos inúmeros problemas acontecidos
durante a pré e a pós produção.
O primeiro ator escalado para Marco Antônio ,Tyrone Power,morreu de infarto
logo no começo das gravações.
A produção escalou então,Richard Burton,para Cleópatra a grande estrela da
Fox Elizabeth Taylor.
E para Julio Cesar, Rex Harrison,experiente ator de teatro e cinema.
As brigas entre Taylor e Burton começaram após o inicio das filmagens
protagonizando escândalos atrás de escândalos.
Cleópatra reflete,como resultado final,a sua desigualdade.è um filme de
grandes cenas e não um grande filme.
As cenas da chegada da personagem a Roma,são grandiosas e
constituem,realmente a alma do filme.
As cenas intimas,em contrapartida as cenas íntimas são pesadas e possuem
falas ridículas.
Claramente, o diretor não agüentou a pressão e produziumuito material com o
intuito acabar mais rápído.
O melhor do filme cabe a direção dos dois atores principais com destaque
para Harrison que compõe muito bem seu Júlio César com a técnica e
experiência ideais.
A partir da segunda parte o filme é parcialmente dominado por Burton.
Mas o filme serve unicamente como veículo para Elizabeth Taylor e talvez ai
resida seu maior problema.
Taylor acaba se tornando maior que seu personagem
Não é um filme de todo mal mas guarda um ranço do cinema de mal gosto
em algumas seqüências e talvez por esse resultado,tenha levado a Fox a
falência.
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DÜREMACH EM RECIFE
A galharufas produções artísticas corre contra o tempo para montar o que
talvez será um de seus maiores desafios.Montar “A visita da velha senhora”de
Frederich Düremach.A direção fica a cargo do experiente diretor Lúcio
Lombardi ,diretor também da paixão de Cristo de Nova Jerusalém.17
atores,muitos nomes
Consagrados do teatro integram o elenco. Sonia Biebard fará Clara westher a
protagonista, Júlio Rocha Alfred Schill ,o ex amante Alfredo,Ricardo Mourão
, o prefeito da cidade e Gilberto Brito o professor.A temporada será no
teatro Barreto Júnior.
A degradação de uma cidade ,corrompida,reduzida a total subserviência ,o
pessimismo do autor em relação ao ser humano ,um animal o qual só se pode
esperar o pior,tudo isso com uma pitada de fina ironia.è isso
que trata o texto do Düremach.A primeira montagem no Brasil foi em 1962 e
trazia Cacilda Becker e Sérgio Cardoso como o par central.
Para a estréia dia 6 de Junho Lúcio se encontra desde já bastante satisfeito
com o rendimento do elenco
Resta a estréia para conferir a performance que,ao que parece,tem tudo para
brilhar.Os ensaios estão ocorrendo no auditório da Aliança Francesa durante
essa semana.a seqüência só será interrompida durante a semana santa pela
impossibilidade de alguns atores.
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HOJE
Hoje,o conceito de animação está bastante modificado graças ao
computador.Com a possibilidade mil de se criar uma dimensão tão perfeita
quanto a real as vezes sinto saudade da simplicidade de um desenho “Disney”
ou “Hanna Barbera”.Havia em Hanna Barbera algo de muito simples e
extremamente criativo.Um gato correndo atrás de um rato deu margens a muitos
episódios,as formas que o gato tomava quando era amassado,espremido,ou as
vezes partido pela metade.Hanna Barbera se transformou através de desenhos
simples e objetivos fizeram a alegria de muitas crianças.Quem não se lembra
dos clássicos desenhos como “Zé Colméia e Catatau,Pepe legal o cavalo
vaqueiro ou a tartaruga Touché?Todos eram desenhos simples,que se apoiavam
em roteiros muito bem elaborados e extremamente engraçados.
Disney era a antítese.Desde “Branca de neve,estava planejando sempre elevar
o desenho
a categoria de obra de arte.Seus trabalhos eram reconhecidamente artísticos
e resultado de pesquisa de diversas equipes.Seus desenhistas eram artesões
requintados com noções de estilo, Algo que Disney e seus desenhistas sempre
aprimoraram foi a noção da figura humana e o desenho de animais conseguindo
resultados muito satisfatórios como em “Bambi”.O veadinho ,em muito se
assemelha com um bicho de verdade chegando ao máximo da perfeição dos
movimentos das pernas. Mas ,talvez a perfeição em termos de desenho animado
tenha vindo com “A bela adormecida.Impossível não se admirar com
a beleza das paisagens medievais,da sutileza dos traços femininos em
Aurora,no peso da ambientação macabra dos ambientes da bruxa culminando com
a horrenda floresta de espinhos.Na nova fase podemos ressaltar a perfeição
da história em “O rei leão”Esse épico em desenho animado passado nas savanas
africanas com toques de Rei Lear e Hamlet foi um fenômeno de bilheteria em
1994, tudo isso serviu para colocar o estúdio e os desenhistas em um gral de
excelência jamais igualado,por exemplo,A bela e a fera”,em 1992 ganhou um
Oscar de melhor filme.
Isso hoje está sendo deixado para trás,graças a mil efeitos computadorizados
os quais não sabemos nem quem é ator ou quem é figura animada.Resta saber se
os desnhos são a Pré história de um passado distante ou se ainda terão como
ressurgir.
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