Por: Andre Lombardi

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Pacote Especial






*UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK

*O MANTO SAGRADO

*O MÁGICO DE OZ

*CLEÓPATRA

*DÜREMACH EM RECIFE

*HOJE

*PACTO SINISTRO

*PSICOSE

*O CURTA DA INCOMPREENSÃO

*APERTEM OS CINTOS,O PILOTO SUMIU

*SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO

*HISTORIAS DE FANTASMAS

*ROBIN HOOD, O HERÓI DO CINEMA

*O HOMEM QUE SABIA DEMAIS

*UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK

*O MANTO SAGRADO

*O MÁGICO DE OZ

*CLEÓPATRA

*DÜREMACH EM RECIFE

*HOJE

 


 

 

 





UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK

Duas gangs se enfrentam. Uma de Porto Riquenhos,outra de Americanos nativos e desse confronto surge um caso de amor que irá alterar o destino de todos.Assim é Amor,sublime amor,um dos maiores sucessos dos anos sessenta.Baseado no musical criad Jeromy Robins e Leonard Berstein que estreara na Broadway apenas seis anos antes.

O filme dirigido por Robert Wise teve a beldade Natallie Wood como Maria,a irmã do Porto Riquenho Bernardo(George Charkiris) que disputa com Riff(Russ Tamblim) o comando das gangues na cidade.Maria,durante uma festa se apaixona por Tony,(Richard Beymer)um dos integrantes da gang de Riff que pretende deixar o passado de violência para trabalhar em uma loja.O amor entre Maria e Tony irá causar uma grande incompreensão que gerará uma tragédia.

O elenco é uma amostra de beleza e talento.Natallie ,uma ex menina-prodígio que se revelou em Juventude transviada,é um tipo realmente diferente do que se pensaria para uma garota de Porto Rico mas é tão boa atriz que compensa com cenas de intensa dramaticidade.O mesmo não se pode dizer de Richard Beymer e seu insosso Tony.George Charkiris,que infelizmente não conseguiu uma carreira de sucesso no cinema Canta,dança e atua magnificamente.Russ Tamblim tinha feito papéis de criança em produções dos anos 40.Deu verdade a interpretação de Riff.A cena da fatídica luta entre ele e Bernardo é simplesmente emocionante.Rita Moreno completa o grupo como a namorada de Bernardo.

È preciso,também fazer jus a perfeita coreografia do filme.Os números são de um vigor juvenil e representam a parte alegre do filme.A direção de Wise se adapta a história de forma perfeita.A direção dos atores é primorosa.Um filme que ainda nos fazer o coração ao assisti-lo.
 

 

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O MANTO SAGRADO

O manto sagrado foi um dos primeiros filmes a trazer a nova experiência de som e imagem. o som esteriofônico prometia a os espectadores novas emoções.A imagem em Cinemascope impressionou a platéia ao mostrar imensas porções de paisagens mostrando composições de quadro nunca antes vistos.O roteiro é baseado em uma história fantástica em que o centurião Marcellus(Richard Burton)em busca do manto que pertenceu a Jesus e assim poder se redimir da culpa de te-lo crucificado.A seu lado,sua namorada de infância(Jan Simons) que
está prometida ao príncipe Calígula(Jar Robinson).

Por ser um dos primeiros filmes de Burton o ator ainda nao se encontra a vontade no papel.
Muito exagerado,as vezes dando escessiva importância a frases bestas e alias o roteiro esta cheio de frases bestas,mas vamos e convenhamos. por pior que ele esteja,nunca chegará aos pés de Victor Mature que faz o gladiador Demétrius,a total ausência de expressão no ator é algo que por pouco,não compromete o filme.

Se o filme tem um ponto forte esse ponto fica a cargo do ator Jay Robinson.Seu Calígula é insinuantemente perverso sem chegar ,contanto,a caricatura de mal.É uma interpretação na medida.O diretor Irvin Koster tem seus altos e baixos.Cenas de grande imnpacto e beleza como a da crucificação sao interligadas com outras tolas como a pieguissima cena da redenção de Marcelos ou a ida para salvar |Demetrius,uma cena totalmente dispensavel.

Mas o filme,no geral é acertado. Entrou para a história como um clássico e,como tal, tem de ser reverenciado envelheceu,mas nao perdeu um certo charme e uma certa lembrança de uma época em que se fazer cinema era algo grandioso e envolvente.

 

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O MÁGICO DE OZ

O cinema infantil sempre arrebatou multidões ao cinema. A fantasia desse gênero conquista realmente gerações formando um elo com nossa época.Muitos filmes,sem precisar necessariamente serem desenhos animados.Filmes infantis sempre foram,em Hollywood a seu modo e sua época,sinônimo de capricho.Mas talvez,o filme infantil mais famoso de seu tempo seja “O mágico de Oz.

O Mágico de Oz. já mereceu por inúmeros elogios o seu lugar na história do cinema e o título de “o melhor filme infantil do século 20”. Judy Garland foi escolhida entre várias atrizes,entre elas o ícone infantil da época Sherley Temple e ganhou o papel imortalizou a personagem Dorothy .canção “Over the Rainbow”em uma belíssima interpretação.A criação das coreografias através do inovador Busble Bukle deu vida a história da infeliz e sonhadora menina que após uma tempestade vai parar na terra colorida de Óz.

Também é deslumbrante a solução encontrada para o uso da cor.A realidade,feia e séria é representada em sépia.A partir do momento em que Dorothy entra em Oz, a terra ganha um deslumbrante colorido “Tecnicolor”,vivamente colorido com belíssimas nuances de cor como era freqüente nos primeiros Tecnicolor e hoje fazem muita falta.

O Mágico de Oz. é um exemplo de filme que atravessa as fronteiras do tempo e chegas hoje com a magia daquela época. Garland,surgiu como novo ícone dos adolescentes tendo infelizmente afundado sua carreira em meio a escândalos e abuso de álcool e falecido cedo com 47 anos. Felizmente a cópia que chega às lojas agora é resultado de um tratamento digital apurado que retira as imperfeições deixadas pelo tempo e permite um belo resultado.

 

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CLEÓPATRA

Quando perguntado pela associação de críticos de Nova York sobre seu filme Cleópatra o diretor Joseph Mankiewitz foi enfático:
Cleópatra foi os tres piores filmes que já fiz,comentou o direto.Evidentemente longe de ser um filme ruim.
“Cleópatra” é um filme desigual,resultado dos inúmeros problemas acontecidos durante a pré e a pós produção.
O primeiro ator escalado para Marco Antônio ,Tyrone Power,morreu de infarto logo no começo das gravações.
A produção escalou então,Richard Burton,para Cleópatra a grande estrela da Fox Elizabeth Taylor.
E para Julio Cesar, Rex Harrison,experiente ator de teatro e cinema.
As brigas entre Taylor e Burton começaram após o inicio das filmagens protagonizando escândalos atrás de escândalos.

Cleópatra reflete,como resultado final,a sua desigualdade.è um filme de grandes cenas e não um grande filme.
As cenas da chegada da personagem a Roma,são grandiosas e constituem,realmente a alma do filme.
As cenas intimas,em contrapartida as cenas íntimas são pesadas e possuem falas ridículas.
Claramente, o diretor não agüentou a pressão e produziumuito material com o intuito acabar mais rápído.

O melhor do filme cabe a direção dos dois atores principais com destaque para Harrison que compõe muito bem seu Júlio César com a técnica e experiência ideais.
A partir da segunda parte o filme é parcialmente dominado por Burton.
Mas o filme serve unicamente como veículo para Elizabeth Taylor e talvez ai resida seu maior problema.
Taylor acaba se tornando maior que seu personagem

Não é um filme de todo mal mas guarda um ranço do cinema de mal gosto
em algumas seqüências e talvez por esse resultado,tenha levado a Fox a falência.

 

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DÜREMACH EM RECIFE

A galharufas produções artísticas corre contra o tempo para montar o que talvez será um de seus maiores desafios.Montar “A visita da velha senhora”de Frederich Düremach.A direção fica a cargo do experiente diretor Lúcio Lombardi ,diretor também da paixão de Cristo de Nova Jerusalém.17 atores,muitos nomes
Consagrados do teatro integram o elenco. Sonia Biebard fará Clara westher a protagonista, Júlio Rocha Alfred Schill ,o ex amante Alfredo,Ricardo Mourão , o prefeito da cidade e Gilberto Brito o professor.A temporada será no teatro Barreto Júnior.

A degradação de uma cidade ,corrompida,reduzida a total subserviência ,o pessimismo do autor em relação ao ser humano ,um animal o qual só se pode esperar o pior,tudo isso com uma pitada de fina ironia.è isso
que trata o texto do Düremach.A primeira montagem no Brasil foi em 1962 e trazia Cacilda Becker e Sérgio Cardoso como o par central.

Para a estréia dia 6 de Junho Lúcio se encontra desde já bastante satisfeito com o rendimento do elenco
Resta a estréia para conferir a performance que,ao que parece,tem tudo para brilhar.Os ensaios estão ocorrendo no auditório da Aliança Francesa durante essa semana.a seqüência só será interrompida durante a semana santa pela impossibilidade de alguns atores.
 

 

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HOJE

Hoje,o conceito de animação está bastante modificado graças ao computador.Com a possibilidade mil de se criar uma dimensão tão perfeita quanto a real as vezes sinto saudade da simplicidade de um desenho “Disney” ou “Hanna Barbera”.Havia em Hanna Barbera algo de muito simples e extremamente criativo.Um gato correndo atrás de um rato deu margens a muitos episódios,as formas que o gato tomava quando era amassado,espremido,ou as vezes partido pela metade.Hanna Barbera se transformou através de desenhos simples e objetivos fizeram a alegria de muitas crianças.Quem não se lembra dos clássicos desenhos como “Zé Colméia e Catatau,Pepe legal o cavalo vaqueiro ou a tartaruga Touché?Todos eram desenhos simples,que se apoiavam em roteiros muito bem elaborados e extremamente engraçados.



Disney era a antítese.Desde “Branca de neve,estava planejando sempre elevar o desenho
a categoria de obra de arte.Seus trabalhos eram reconhecidamente artísticos e resultado de pesquisa de diversas equipes.Seus desenhistas eram artesões requintados com noções de estilo, Algo que Disney e seus desenhistas sempre aprimoraram foi a noção da figura humana e o desenho de animais conseguindo resultados muito satisfatórios como em “Bambi”.O veadinho ,em muito se assemelha com um bicho de verdade chegando ao máximo da perfeição dos movimentos das pernas. Mas ,talvez a perfeição em termos de desenho animado tenha vindo com “A bela adormecida.Impossível não se admirar com
a beleza das paisagens medievais,da sutileza dos traços femininos em Aurora,no peso da ambientação macabra dos ambientes da bruxa culminando com a horrenda floresta de espinhos.Na nova fase podemos ressaltar a perfeição da história em “O rei leão”Esse épico em desenho animado passado nas savanas africanas com toques de Rei Lear e Hamlet foi um fenômeno de bilheteria em 1994, tudo isso serviu para colocar o estúdio e os desenhistas em um gral de excelência jamais igualado,por exemplo,A bela e a fera”,em 1992 ganhou um Oscar de melhor filme.



Isso hoje está sendo deixado para trás,graças a mil efeitos computadorizados os quais não sabemos nem quem é ator ou quem é figura animada.Resta saber se os desnhos são a Pré história de um passado distante ou se ainda terão como ressurgir.
 

 

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PACTO SINISTRO

Um encontro em um trem. Um jogador de tênis e um encontro casual.Para Guy aquela seria apenas mais uma ida para resolver o desquite com sua mulher,mas, o psicopata Bruno tem outros planos.Ele deseja fazer uma macabra troca de assassinatos.Bruno irá matar sua mulher e,em troca,Guy terá de matar seu pai.Achando tratar-se de uma brincadeira de mau gosto Guy finge que concorda e esquece o assunto até o dia em que Bruno o encontra e entrega o óculos de sua mulher.Agora,Bruno exige a conclusão do plano.Agora Guy é um fugitivo com um psicopata em seu encalço.Com essa história, Hitchcoock nos brinda com um dos maiores sucessos do começo da década de 50.

O papel de Bruno foi na medida para o ator Robert Walker.Suas nuances,sua profundidade dão uma assustadora credibilidade ao assassino.Por outro lado, Farley Granger não é um bom ator.Sua interpretação se torna forçada,artificial pelas evidentes limitações do ator. Ruh Roman também não foi uma escolha muito feliz como a mocinha Seria escolha proposital de Hitchcoock para reforçar o papel de Bruno?

Mas,comentando o filme,isto é,direção aspectos técnicos,é inegável o talento do mestre para melhor manipular a história.O personagem do assassino é mostrado sem romantismo,frio e calculista.Mesmo assim,temos uma ponta de pena do psicopata,tanto que no final,quase torcemos para que Bruno consiga colocar o isqueiro que pode incriminar Guy.

Um filme,ainda,aterrorizante,que tem uma poesia maléfica,uma forma de contar uma história que sentimos a mão do diretor,seu controle sobre o produto final.A cópia em DVD ajuda muito pois está restaurada com primazia.

Muito se foi escrito e analisado sobre o comportamento humano em “Pacto sinistro. Talvez,por sua trama muito bem delineada,a intensidade da composição de Bruno é bastante incômoda. Talvez,ela ainda nos incomode pois é bastante próxima da realidade ,dos psicopatas que tantos tememos. Por isso,a interpretação de Walker é simplesmente arrebatadora.

O filme ainda é um dos melhores do mestre do suspense. não envelhece pois o bem e o mal de cada ser humano é eterno.

 

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PSICOSE

Uma mulher trabalha em um escritório. Precisando urgentemente de dinheiro,a bela Marion (Janet Leigh)apesar de ser uma funcionária antiga e eficiente não consegue evitar a tentação de,repentinamente receber através de um amigo de seu patrão a quantia(extraordinária para a época)de 50 mil dólares.
E a patética Marion foge. Mas como uma péssima(e improvisada)ladra ela sai deixando pistas em todo lugar,seu nervosismo ao trocar de carro,chama a atenção de um policial que por pouco não a prende .Marion chega enfim ao desolado motel Bates,administrado pelo estranho Norman Bates (Anthony Perkins). O jovem vive com a mãe,uma figura que não aparece (só vemos sua silhueta na janela de uma casa antiga e mal assombrada )
Passando a noite em um dos quartos,Marion se arrepende e,de repente,deseja devolver o dinheiro pela manhã.Nesse momento ela entra para tomar um banho que se torna parte da história do cinema.

Psicose foi originalmente concebido para ser um filme barato,desses baseados em literatura também barata.Mas a mão do mestre do suspense foi definitiva para transforma-lo em um sucesso.Janet Leigh como Marion participa apenas de um pedaço do filme que é desvendado pelos coadjuvantes John Gavin e Vera Miles.Perkins,no papel de Norman teu um grande desempenho.Infelizmente ele não saberia se livrar desse papel e suas atuações posteriores virariam apenas uma caricatura de seu personagem.

Tratar de analisar o final do filme por aqui seria uma aberração pois seria algo como tirar doce de criança mas o filme é uma obra prima em uso de câmara em diferentes ângulos e planos inusitados.Vale a pena conferir uma das maiores obras do mestre do suspense.
 

 

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O ASSASSINATO DE TROTSKY

Em 1940 o líder comunista Leon Trotsky se encontrava exilado no México.O líder da União Soviética Joseph Stalin enviou então ao pais sua rede de espiões e esses escolheram Franck Jackson,um Espanhol desencantado com Trotsky para dar cabo do ex estadista.Fazendo-se passar por seu secretário ele teve acesso que aos poucos,se tornou irrestrito ao líder e,pouco tempo depois o matou com uma machadinha de alpinista.Com esse enredo o diretor Joseph Losey realizou um filme sério e excelente sobre esses dias que antecederam o assassinato.

No papel de Trotsky Richard Burton tem um excelente desempenho.Contido,sem aqueles ataques de grande ator que ele costuma ter,Burton faz um líder cansado de fugir,deprimido,lutando contra a doença gástrica que o matava a os poucos.A grande surpresa,no entanto é ver o galã Alan Dellon no papel do assassino composição de um homem doente,indeciso até o último momento,com rompantes de loucura é,simplesmente perfeita. .A bela Rommy Scneider sem sua habitual beleza a La “Sissy” está competente como a namorada de Franck. Porém , Força interpretativa tem Valentina Cortese no papel da apaixonada esposa de Trotsky,um papel pequeno mas em suas mãos cresce e assume um ar meio profético.

O filme começa com algumas organizações comemorando o dia da revolução. Alguns estão insatisfeitos com a presença do líder no pais. Paralelamente,os agentes de Stalin tentam minar a resistência de Franck.O assassino se mostra em vários conflitos,ideológicos e pessoais e resolve-se finalmente em uma grande seqüência em uma tourada.O diretor utiliza a metáfora do touro agonizante para utilizá-la mais tarde na morte de Trotsky.

O filme não tem ritmo de filme Americano,o que é muito bom,gosto do tempo para pensar,para sentir o clima ameaçador,o cerco se fechando inexoravelmente sobre Trotsky .O filme também conta com uma bela fotografia e um roteiro coerente com os acontecimentos .A situação política é clara,sem confusão , o que as vezes peca pelo excesso de didatismo mas,no geral é um excelente exemplo de direção,atuações e roteiro.
 

 

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O CURTA DA INCOMPREENSÃO

Fui conferir ontem,um filme curta metragem da auto- entitulada “cineasta”Luci Alcântara seguida de uma palestra da autora.O filme, Minha alma é irmã de Deus, baseado em um conto do escritor Raimundo Carrero é algo extremamente confuso e fica a impressão de que a dita cineasta não entendeu direito a mensagem de Carrero,daí veio,durante a palestra da “artista”aquela tradicional desculpa de quem não conseguiu um resultado nem satisfatório.

Ora,confesso minha completa ignorância sobre o universo de Raimundo Carrero,do qual não posso comentar mas alguém deveria dizer a dita senhora que seu filme não era uma extensão da obra do autor,mas uma livre adaptação sobre sua batuta.A diretora criou um filme deficiente,que,como ela mesma falou, o expectador precisa ler o conto para entender.Ora,eu como espectador,não sou obrigado a conhecer a obra mas a diretora tem a obrigação de fazer um filme com o mínimo de coerência e isso,infelizmente seu trabalho não tem.

Na pretensão de fazer arte e ser vista como artista ,Luci explora imagens bonitas mas que não dizem nada,são perdidas porque a falta de um roteiro consistente não consegue amarra-las. Enfim,imagens bonitas mas apenas imagens.Alguém,nesse contexto precisa dizer a artista-cineasta que mesmo os cineastas mais surrealistas da história(Fellini,Buñuel) tinham uma coerência muito grande na aparente incoerência.

Quanto ao elenco,é desnecessário qualquer comentário.Não é porque são atores sem experiência que são ruins(vale lembrar aqui o batidissimo caso de Pasolini e seu “Evangelho segundo são Mateus realizado com pessoas simples de um vilarejo Italiano)mas sim são pessoas mal aproveitadas e que ficaram absolutamente perdidas,piores que figurantes de novelas..

Lamentável esse curta metragem cuja as únicas qualidades sejam as belas fotografias do Poço da panela.De resto,descartável.

 

 

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APERTEM OS CINTOS,O PILOTO SUMIU

Em 1980,os irmãos Jerry e David Zucker mais Jim Abrahans inovaram o modo americano de se fazer comédia. Criaram então “Apertem os cintos,o piloto sumiu”.O filme,uma sátira escrachada e completamente surreal homenageia todos os filmes estilo”Aeroporto”e satiriza seus inúmeros clichês,a começar do elenco,constituído de antigos canastrões como o ator de seriado Robert Hayes,Robert Stack,o legendário Elliot Ness do seriado “Os intocáveis e ator de “Um fio de esperança”, ao lado de Jonh Wayne .

O filme conta a história de Ted Stryker, um piloto de avião de combate que enlouquece e,para pedir que sua namorada retorne,embarca em um avião cuja a tripulação passará mal após comer peixe estragado.Ted então precisará de toda sua habilidade para aterrissar o avião em segurança.Sucesso imediato,acabou por decretar o início do “Cinema nonsense”que daria aos diretores uma série chamada:”Esquadrão de polícia” estrelada pelo ator Leslie Nielsen.

Muita gente famosa participou das gags como o jogador de basquete Karen Abdul Jabar,o ator do seriado “Missão impossível”Peter Graves,como o piloto envenenado pela comida estragada e Leslie Nielsen,hilário em sua seriedade como o médico que diagnostica o problema.

Algumas piadas envelheceram,outras não tem tanta graça mas a maior parte do filme é antológica,com momentos de humor negro,realmente impagáveis(repare na sátira a “Noviça rebelde” com a enfermeira puxando os cabos que mantêm a menina viva)ou as sátiras em torno dos flasbacks contando a história de Ted.Um filme ,realmente engraçado,que abriu as portas de Hollywood para os Abrahans.Um exemplo de comédia inteligente.
 

 

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SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO

Durante a década de 30 ,o diretor Alemão naturalizado Americano Max Reinard realizou alguns filmes para a indústria,entre eles o belíssimo “Sonho de uma noite de verão”.O filme,baseado na obra de Shakespeare pode ser descrito como “um sonho”.A produção,grandiosa e requintada tem inúmeros méritos,a começar pela interpretação segura e hilária de James Cagney.É estranho ver Cagney fora de seu”‘habitat”,mas ele demonstra muita intimidade e uma inesperada veia cômica.Para os papéis de Lizandro e Demétrius Dick Powel,conhecido cômico da época e Ross Alexander compõe personagens com um que de ridículos sem,contudo,cair na caricatura fácil.Como Oberon Victor Jory tem uma autoridade marcante ,a rainha das fadas é interpretada por Verrer Teadsdale e um Mickey Rooney ainda adolescente e engraçadíssimo como o servo de Oberon que provoca toda a confusão.Ainda a oportunidade de ver uma extraordinária estréia de Olivia de Havland no cinema como Hérmia.

Oportunidade,também,de se conferir a magnífica coreografia do lendário Nijinsky,bela e inovadora,em todos os aspectos(Os atores bailam presos por cabos,belíssimo efeito)As idéias dos figurinos dos seres das florestas.Isso é o que significa saber trabalhar o visual preto e branco.Também interessante a escolha do figurino da época Elisabetana(Na época de Shakespeare,não havia pesquisa histórica no teatro e os atores entravam com figurino de suas épocas.

Uma das mais criativas adaptações de obra do grande autor Inglês,não deve nada há outras que viriam depois.Tanto pela produção, caríssima para a época,quanto pelo elenco de estrelas daquele tempo.Uma obra respeitável que merece ser assistida e aplaudida.
 

 

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HISTORIAS DE FANTASMAS

Estou fascinado por um aspecto dentro dos filmes de terror.Desde que foi feito o primeiro filme sério de Hollywood,após o gênero ter sido relegado a uma paródia grotesca e com muitos filmes que chegavam ao mau gosto.A partir de “Bebê de Rosemary,de Roman Polanski,o gênero foi se solidificando e,na década seguinte, começou a ganhar notoriedade,graças ao primeiro filme coerente.”O exorcista”.Mais também começou uma campanha da imprensa pela chamada”Maldição dos filmes de terror”.A imprensa alardeando vários acontecimentos em cada filme com o nítido objetivo de explorar a imensa propaganda.Vejamos alguns casos: Começou com o filme “O exorcista”,quando vários atores começaram a morrer em situações tidas como inexplicáveis,inclusive o ator Lee J.Coob morto antes do filme terminar.Em 1976 Richard Donner é convocado para realizar “A profecia”.Novamente histórias de acidentes,imprevistos ocasionados pelo “mal tempo”,etc...atrasam bastante as filmagens.O fato mais impressionante,talvez,tenha acontecido com “Poltergeist(1982) e suas continuações.O filme,produzido por Steven Spielberg e dirigido por Tobe Hoper conta a história de uma família cuja casa,construída sobre um antigo cemitério indígena,recebe a indesejável visita de poltergeists que raptam sua filha mais nova e a matem refém dentro da TV.A atriz Dominique Dunne,que faz a irmã mais velha,morreu no mesmo ano estrangulada por seu namorado.4 anos depois a refilmagem.Dessa vez os espíritos malignos estão encarnados no reverendo Kane(Julien Back)enquanto os do bem avisam ao índio Taylor do perigo que está marcada a garota Carol-Anne.Os atores Julien Beck e Will Sampson faleceram.Julien de câncer no estômago e e Sampson um ano mais tarde de complicações relativas a um transplante cardíaco.Em 1988 foi realizada a terceira parte.Um filme medíocre que parte do elenco se recusou a protagonizar.Coube a Herther O’Houker e Zelda Rubinstein serem a única ligação entre os três filmes.Logo após as filmagens Herther faleceu inesperadamente vítima de obstrução intestinal.Essas histórias sempre alimentaram e muito a imprensa.Claro que esse tipo de história foi e sempre será alimentado pelos grandes tablóides mas claro que coincidências muitas vezes acontecem e em se tratando de cinema....
 

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ROBIN HOOD, O HERÓI DO CINEMA

Robin Hood foi contada em 1939 em um filme dirigido pelo lendário Michel Curtiz .No papel,que havia sido protagonizado por Douglas Faibarnks agora era do galã Errol Flyn que havia despontado durante toda essa década.

O filme foi um mega sucesso e até hoje é aclamado pelo seu belo visual em um belíssimo Technicolor. o quarto filme realizado de tal forma.Restaurado recentemente seu belo colorido(um dos mais belos filmes coloridos) pode ser apreciado na íntegra.

Errol Flyn tem um dos melhores desempenhos de sua carreira.Jovial e alegre,em nada lembra o ator pesado e dependente de Álcool que morreria pouco mais de 20 anos depois.Oliviand De Havlland, recém saída do grande clássico ”E o vento levou” estava no auge de sua beleza e fez desse uma serie de filmes em parceria com Flym e com o diretor Curtiz.

A história é a do nobre Saxônico que com a ajuda de alguns amigos como João pequeno e Frei Tuckr um monge espadachim lutam contra a injustiça cometida belos barões normandos,em especial,pelo traiçoeiro regente o príncipe João,que planeja usurpar o trono através de toda sorte de injustiças.

Ao seu lado,o inescrupuloso Sr Guy de Guisborne(O elegantemente canastrão Basil Rathboone)que é uma espécie de gangster braço direito do príncipe.Como a melhor atuação no filme,indiscutivelmente seria Claude Rains.

Esse grande e experiente ator da ao filme uma grande dose de cinismo tornando o personagem irresistível.Apesar de haver tido muitas refilmagens e até uma continuação (Com Sean Conery e Audrey Hepburn em 1976) poucos filmes conseguiram essa aura de fantasia e beleza como um autêntico conto de fadas.

A beleza da cenografia,de uma riqueza que não se repete hoje em dia.A agilidade do roteiro que privilegia uma aventura quase coreografada em detrimento aos que vieram depois com cenas de uma pieguice única o que so dignifica essa versão.Uma versão histórica.

 

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O HOMEM QUE SABIA DEMAIS

Um espião é esfaqueado em um mercado público de Marrocos.Antes de morrer, Luis Bernard(Daniel Gelin)conta a um casal de turistas americanos em férias (James Stewart e Doris Day)um terrível segredo.Um diplomata será assassinado em Londres em pleno Albert Hall.A vida do casal sofre uma trágica reviravolta quando dois um misterioso casal( Brenda De Banzie e Bernard Milles em magistral interpretação)rapta seu filho de 10 anos para garantir seu silêncio).Com esses ingredientes Hitchcoock garante um suspense de tirar o fôlego.

O homem que sabia demais é uma refilmagem de uma obra do próprio diretor realizado em 1934 em sua fase inglesa com Petter Lorre no papel do raptor.O filme foi realizado em 1954Época em que Hitchcoock gozava de imenso prestígio nos estúdios da universal.Para protagonizar a história James Stewart é mais do que indicado,seu porte de homem comum nos proporciona grandes cenas como a do restaurante em Marrocos em que tenta comer uma comida exótica.Doris Day foi uma dúvida dos estudios.Havia trabalhado em alguns filmes leves como “Calamity Jane”e muitos duvidavam que agüentasse um papel com intensidade dramática.Day provou que poderia carregar metade do filmes nos ombros e é isso exatamente o que faz.Sua interpretação é tocante e inesquecível em algumas cenas chegando a comover pelo desespero colocado na pele da personagem.A música “Que será será” deu um toque de mistério quando tocada ao piano,pela mãe na embaixada,ao final do filme.

O diretor também nos brinda com uma genial sequência de 10 minutos de tirar o fôlego.Durante esse tempo,acompanhamos a corrida do doutor Mc Kenna (Stewart)a procura do assassino pelos camarotes da sala de concerto enquanto se realiza uma cantata. Em determinada nota,o assassino deve atirar.Criando uma atmosfera angustiante que cresce até atingir um magnífico ápice,o diretor nos mostra que sabe como ninguém editar uma sequencia com os tempos exatos. Como homenagem a seu grande amigo Bernard Hermann Hitchcook o coloca em cena como o regente.

Não seria exagero colocar “O homem que sabia demais”no panteão dos maiores filmes do século 20.Uma obra imortal Como homenagem a seu grande amigo Bernard Hermann Hitchcook o coloca em cena como o regente.

 

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UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK

Duas gangs se enfrentam. Uma de Porto Riquenhos,outra de Americanos nativos e desse confronto surge um caso de amor que irá alterar o destino de todos.Assim é Amor,sublime amor,um dos maiores sucessos dos anos sessenta.Baseado no musical criad Jeromy Robins e Leonard Berstein que estreara na Broadway apenas seis anos antes.

O filme dirigido por Robert Wise teve a beldade Natallie Wood como Maria,a irmã do Porto Riquenho Bernardo(George Charkiris) que disputa com Riff(Russ Tamblim) o comando das gangues na cidade.Maria,durante uma festa se apaixona por Tony,(Richard Beymer)um dos integrantes da gang de Riff que pretende deixar o passado de violência para trabalhar em uma loja.O amor entre Maria e Tony irá causar uma grande incompreensão que gerará uma tragédia.

O elenco é uma amostra de beleza e talento.Natallie ,uma ex menina-prodígio que se revelou em Juventude transviada,é um tipo realmente diferente do que se pensaria para uma garota de Porto Rico mas é tão boa atriz que compensa com cenas de intensa dramaticidade.O mesmo não se pode dizer de Richard Beymer e seu insosso Tony.George Charkiris,que infelizmente não conseguiu uma carreira de sucesso no cinema Canta,dança e atua magnificamente.Russ Tamblim tinha feito papéis de criança em produções dos anos 40.Deu verdade a interpretação de Riff.A cena da fatídica luta entre ele e Bernardo é simplesmente emocionante.Rita Moreno completa o grupo como a namorada de Bernardo.

È preciso,também fazer jus a perfeita coreografia do filme.Os números são de um vigor juvenil e representam a parte alegre do filme.A direção de Wise se adapta a história de forma perfeita.A direção dos atores é primorosa.Um filme que ainda nos fazer o coração ao assisti-lo.
 

 

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O MANTO SAGRADO

O manto sagrado foi um dos primeiros filmes a trazer a nova experiência de som e imagem. o som esteriofônico prometia a os espectadores novas emoções.A imagem em Cinemascope impressionou a platéia ao mostrar imensas porções de paisagens mostrando composições de quadro nunca antes vistos.O roteiro é baseado em uma história fantástica em que o centurião Marcellus(Richard Burton)em busca do manto que pertenceu a Jesus e assim poder se redimir da culpa de te-lo crucificado.A seu lado,sua namorada de infância(Jan Simons) que
está prometida ao príncipe Calígula(Jar Robinson).

Por ser um dos primeiros filmes de Burton o ator ainda nao se encontra a vontade no papel.
Muito exagerado,as vezes dando escessiva importância a frases bestas e alias o roteiro esta cheio de frases bestas,mas vamos e convenhamos. por pior que ele esteja,nunca chegará aos pés de Victor Mature que faz o gladiador Demétrius,a total ausência de expressão no ator é algo que por pouco,não compromete o filme.

Se o filme tem um ponto forte esse ponto fica a cargo do ator Jay Robinson.Seu Calígula é insinuantemente perverso sem chegar ,contanto,a caricatura de mal.É uma interpretação na medida.O diretor Irvin Koster tem seus altos e baixos.Cenas de grande imnpacto e beleza como a da crucificação sao interligadas com outras tolas como a pieguissima cena da redenção de Marcelos ou a ida para salvar |Demetrius,uma cena totalmente dispensavel.

Mas o filme,no geral é acertado. Entrou para a história como um clássico e,como tal, tem de ser reverenciado envelheceu,mas nao perdeu um certo charme e uma certa lembrança de uma época em que se fazer cinema era algo grandioso e envolvente.

 

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O MÁGICO DE OZ

O cinema infantil sempre arrebatou multidões ao cinema. A fantasia desse gênero conquista realmente gerações formando um elo com nossa época.Muitos filmes,sem precisar necessariamente serem desenhos animados.Filmes infantis sempre foram,em Hollywood a seu modo e sua época,sinônimo de capricho.Mas talvez,o filme infantil mais famoso de seu tempo seja “O mágico de Oz.

O Mágico de Oz. já mereceu por inúmeros elogios o seu lugar na história do cinema e o título de “o melhor filme infantil do século 20”. Judy Garland foi escolhida entre várias atrizes,entre elas o ícone infantil da época Sherley Temple e ganhou o papel imortalizou a personagem Dorothy .canção “Over the Rainbow”em uma belíssima interpretação.A criação das coreografias através do inovador Busble Bukle deu vida a história da infeliz e sonhadora menina que após uma tempestade vai parar na terra colorida de Óz.

Também é deslumbrante a solução encontrada para o uso da cor.A realidade,feia e séria é representada em sépia.A partir do momento em que Dorothy entra em Oz, a terra ganha um deslumbrante colorido “Tecnicolor”,vivamente colorido com belíssimas nuances de cor como era freqüente nos primeiros Tecnicolor e hoje fazem muita falta.

O Mágico de Oz. é um exemplo de filme que atravessa as fronteiras do tempo e chegas hoje com a magia daquela época. Garland,surgiu como novo ícone dos adolescentes tendo infelizmente afundado sua carreira em meio a escândalos e abuso de álcool e falecido cedo com 47 anos. Felizmente a cópia que chega às lojas agora é resultado de um tratamento digital apurado que retira as imperfeições deixadas pelo tempo e permite um belo resultado.

 

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CLEÓPATRA

Quando perguntado pela associação de críticos de Nova York sobre seu filme Cleópatra o diretor Joseph Mankiewitz foi enfático:
Cleópatra foi os tres piores filmes que já fiz,comentou o direto.Evidentemente longe de ser um filme ruim.
“Cleópatra” é um filme desigual,resultado dos inúmeros problemas acontecidos durante a pré e a pós produção.
O primeiro ator escalado para Marco Antônio ,Tyrone Power,morreu de infarto logo no começo das gravações.
A produção escalou então,Richard Burton,para Cleópatra a grande estrela da Fox Elizabeth Taylor.
E para Julio Cesar, Rex Harrison,experiente ator de teatro e cinema.
As brigas entre Taylor e Burton começaram após o inicio das filmagens protagonizando escândalos atrás de escândalos.

Cleópatra reflete,como resultado final,a sua desigualdade.è um filme de grandes cenas e não um grande filme.
As cenas da chegada da personagem a Roma,são grandiosas e constituem,realmente a alma do filme.
As cenas intimas,em contrapartida as cenas íntimas são pesadas e possuem falas ridículas.
Claramente, o diretor não agüentou a pressão e produziumuito material com o intuito acabar mais rápído.

O melhor do filme cabe a direção dos dois atores principais com destaque para Harrison que compõe muito bem seu Júlio César com a técnica e experiência ideais.
A partir da segunda parte o filme é parcialmente dominado por Burton.
Mas o filme serve unicamente como veículo para Elizabeth Taylor e talvez ai resida seu maior problema.
Taylor acaba se tornando maior que seu personagem

Não é um filme de todo mal mas guarda um ranço do cinema de mal gosto
em algumas seqüências e talvez por esse resultado,tenha levado a Fox a falência.

 

 

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DÜREMACH EM RECIFE

A galharufas produções artísticas corre contra o tempo para montar o que talvez será um de seus maiores desafios.Montar “A visita da velha senhora”de Frederich Düremach.A direção fica a cargo do experiente diretor Lúcio Lombardi ,diretor também da paixão de Cristo de Nova Jerusalém.17 atores,muitos nomes
Consagrados do teatro integram o elenco. Sonia Biebard fará Clara westher a protagonista, Júlio Rocha Alfred Schill ,o ex amante Alfredo,Ricardo Mourão , o prefeito da cidade e Gilberto Brito o professor.A temporada será no teatro Barreto Júnior.

A degradação de uma cidade ,corrompida,reduzida a total subserviência ,o pessimismo do autor em relação ao ser humano ,um animal o qual só se pode esperar o pior,tudo isso com uma pitada de fina ironia.è isso
que trata o texto do Düremach.A primeira montagem no Brasil foi em 1962 e trazia Cacilda Becker e Sérgio Cardoso como o par central.

Para a estréia dia 6 de Junho Lúcio se encontra desde já bastante satisfeito com o rendimento do elenco
Resta a estréia para conferir a performance que,ao que parece,tem tudo para brilhar.Os ensaios estão ocorrendo no auditório da Aliança Francesa durante essa semana.a seqüência só será interrompida durante a semana santa pela impossibilidade de alguns atores.
 

 

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HOJE

Hoje,o conceito de animação está bastante modificado graças ao computador.Com a possibilidade mil de se criar uma dimensão tão perfeita quanto a real as vezes sinto saudade da simplicidade de um desenho “Disney” ou “Hanna Barbera”.Havia em Hanna Barbera algo de muito simples e extremamente criativo.Um gato correndo atrás de um rato deu margens a muitos episódios,as formas que o gato tomava quando era amassado,espremido,ou as vezes partido pela metade.Hanna Barbera se transformou através de desenhos simples e objetivos fizeram a alegria de muitas crianças.Quem não se lembra dos clássicos desenhos como “Zé Colméia e Catatau,Pepe legal o cavalo vaqueiro ou a tartaruga Touché?Todos eram desenhos simples,que se apoiavam em roteiros muito bem elaborados e extremamente engraçados.

Disney era a antítese.Desde “Branca de neve,estava planejando sempre elevar o desenho
a categoria de obra de arte.Seus trabalhos eram reconhecidamente artísticos e resultado de pesquisa de diversas equipes.Seus desenhistas eram artesões requintados com noções de estilo, Algo que Disney e seus desenhistas sempre aprimoraram foi a noção da figura humana e o desenho de animais conseguindo resultados muito satisfatórios como em “Bambi”.O veadinho ,em muito se assemelha com um bicho de verdade chegando ao máximo da perfeição dos movimentos das pernas. Mas ,talvez a perfeição em termos de desenho animado tenha vindo com “A bela adormecida.Impossível não se admirar com
a beleza das paisagens medievais,da sutileza dos traços femininos em Aurora,no peso da ambientação macabra dos ambientes da bruxa culminando com a horrenda floresta de espinhos.Na nova fase podemos ressaltar a perfeição da história em “O rei leão”Esse épico em desenho animado passado nas savanas africanas com toques de Rei Lear e Hamlet foi um fenômeno de bilheteria em 1994, tudo isso serviu para colocar o estúdio e os desenhistas em um gral de excelência jamais igualado,por exemplo,A bela e a fera”,em 1992 ganhou um Oscar de melhor filme.

Isso hoje está sendo deixado para trás,graças a mil efeitos computadorizados os quais não sabemos nem quem é ator ou quem é figura animada.Resta saber se os desnhos são a Pré história de um passado distante ou se ainda terão como ressurgir.
 

 

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