Por: Andre Lombardi

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Pacote Especial






*ESTE MUNDO É UM HOSPÍCIO

*VOANDO PARA O RIO

*O PODEROSO CHEFÃO

*ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS

*O SENHOR DOS ANÉIS

*O EXPRESSO ORIENTE

*DEMÉTRIUS E OS GLADIADORES

*CASABLANCA

*PACTO SINISTRO

*PSICOSE

*O CURTA DA INCOMPREENSÃO

*APERTEM OS CINTOS,O PILOTO SUMIU

*SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO

*HISTORIAS DE FANTASMAS

*ROBIN HOOD, O HERÓI DO CINEMA

*O HOMEM QUE SABIA DEMAIS

*UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK

*O MANTO SAGRADO

*O MÁGICO DE OZ

*CLEÓPATRA

*DÜREMACH EM RECIFE

*HOJE

 


 

 

 




ESTE MUNDO É UM HOSPÍCIO

Existe um filme,um ícone do cinema, dirigido por Frank Capra que estava pensando hoje a tarde e resolvi escrever algumas linhas sobre ele.Seu nome:”Arsênico e Alfazema”e é uma das maiores comédias que já vi.Não sei se saiu em DVD pois nunca mais encontrei nenhuma referência a ela.A cópia que eu tinha era uma gravação da TV Foi um dos filmes que mais procurei e nunca encontrei.

È uma comédia com Cary Grant ainda novo de um humor bastante sarcástico sobre duas velhinhas que assassinam viúvos e os enterram em seu porão.Grant faz Mortmer,o querido sobrinho das amalucadas e doces idosas que acaba de casar e resolve dar uma passadinha em casa para que a noiva as conheça.Ao mesmo tempo,seu louco irmão fugiu da cadeia e espera por vingança papel esse criado magistralmente por Raymond Massey secundado por um patético Peter Lorre..

Genial mesmo são as tias feitas por Jean Adar e Josephine Hull .A alma do filme reside na composição de suas personagens.Saltitantes, engraçadas as tias se julgam absolutamente normal.Junto com elas reside ,outro tio de Mortmer que se acredita Theodore Rousvel e toca uma intolerável corneta toda a noite.

O humor ferino de Franck Capra não poupa as sagradas instituições Americanas.Por baixo de uma aparente comédia ingênua está o humor crítico e de garras afiadas do diretor.Genial ao extremo,o filme é uma extraordinária comédia que merece ser vista.Tanto pelas suas atuações que merecem ser deliciosamente apreciadas como pela história,de um leve humor negro.Simplesmente genial.
 

 

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VOANDO PARA O RIO

O primeiro filme da dupla Rogers e Astaire contava com dois outros protagonistas. Genne Raymond foi um ator que o cinema fez muito bem em esquecer.Ele faz um líder de uma Big Band que se apaixona por uma “Brasileira”(A diva da época Dolores Del Rio”)e é contratado pelo pai dela para animar um cassino que está a beira da falência. Fred e Ginger fazem dois papéis secundários e não há um número específico com os dois. Desnecessário dizer que,no final todos ficam felizes pois o “Fox Trot Americano consegue se impor no Rio de Janeiro.

Claro que o filme é um filme com todos os defeitos de informação geográfica que poderia existir aos Estados Unidos em 1931.Visto hoje em dia chega a ser uma piada certas falas como “Aqui suborno da cadeia”.E o número “Carioca”é uma pérola da desinformação musical Se o espectador conseguir digerir o Mambo “Brasileiro” e aquelas coreografias dançadas por Jamaicanos e Pseudo verá um número bem coreografado e bastante criativo,embora muito primitivo comparado ao que viria depois.

Como já foi dito,Astaire e Ginger não tinham “Um número de dança”mas um lampejo,uma amostra da genialidade dos dois dentro do número “Carioca”.Eles dançam durante alguns poucos minutos num duo de cabeças juntas e um a quimica que iria perdurar por muitos anos e muitos filmes.

È um filme que,evidentemente,envelheceu.Os personagens secundários exalam uma certa caricatura,comum nos filmes leves da época.mas que conserva um certo charme.Uma espécie de era “Pré Carmem Miranda”
 

 

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O PODEROSO CHEFÃO

O poderoso chefão foi um dos grandes filmes em toda a história do cinema.Redefiniu o gênero tanto quanto redefiniu o grau das interpretações,interpretações poderosas e totalmente naturalistas,o que dá imensa credibilidade ao filme.Marlon Brando fez bico,ao principio rejeitou mas depois voltou atrás e fez um hilário teste com um chumaço de algodão nas bochechas e acabou brilhando como o patriarca de uma família de mafiosos.O mais velho Sonny(James Caan)é o sucessor natural e seria perfeito não tivesse um temperamento estourado.O mais novo,Freddo é um covarde e extremamente emotivo.Sobra para o filho do meio,Michael o destino de comandar a família.

O filme de gangster havia sido enterrado no cinema americano desde os anos quarenta parecia estar esquecida qualquer tentativa de fazer ressuscitar esse gênero. Foi quando um corajoso e novato diretor chamado Francis Ford Copolla topou o desafio.A adaptação foi profundamente feliz.O filme consegue mostrar a densidade da história,a densidade das interpretações acaba convencendo e mais do que isso,emocionando.

Al Pacino provou nesse filme do que era capaz como ator.Ele nos mostra o amadurecimento e a aceitação da personagem com tamanha maestria que nos sentirmos com pena por ele aceitar o fardo.Jon Cazale um grande ator,infelizmente de vida curta(morreu de câncer em 1978) faz um Freddo vacilante e eternamente medroso.E James Caan brilha na pele do impetuoso filho mais velho.Mas é Brando que é a alma do filme.Ele envelhece com perfeição,assume a postura de um idoso e o peso de todos seus crimes.A síntese de uma grande interpretação.
 

 

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ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS

Existem muitas adaptações ,em cinema,feitas de obras teatrais.Não são,nem precisam ser extremamente fieis a obra original mas precisam carregar o âmago da obra.Quando uma adaptação é mal feita simplesmente o foco se perde,quando dá ênfase a parte da história ou a personagens que o autor não pretendeu mais que algumas linhas

Considero um verdadeiro atentado ao pudor certas adaptações feitas de alguns romances russos.Exemplos:A versão de Guerra e paz de Tolstoi,aquela mesmo com o cinqüentão Henry Fonda como o estudante Pierre.Além da óbvia questão da idade,vem toda a pasteurização Hollywoodiana em cima de uma obra profunda transformando uma analise do comportamento humano em mera diversão.

Quando as adaptações tem o dedo do próprio autor do texto base, a história tem muito mais chance de dar certo.O poderoso chefão elevou a roteirista o escritor Mário Puzo através de um roteiro consistente que muita gente preferiu ao próprio livro.Depois Puzzo trataria de adaptar o mais famoso super herói do século,o Super-man.

No âmbito dos textos teatrais ,nada rendeu maiores polêmicas que os textos de Shakespeare.Os filmes de Olivier,que depois o tempo fez a justiça de colocar entre as grandes “obras de arte”foram muitas combatidas em sua época.Hoje,seu Hamlet e seu Henrique V provam que não se é necessário colocar um texto integral em cena,o que se precisa é preservar a essência da história.Ainda falando no célebre dramaturgo Inglês,acho incrivelmente falho adaptações passadas em épocas posteriores.Alguma coisa nunca casa entre texto e costume.

Enfim,para se fazer uma boa adaptação,é necessário um roteirista que além de conhecer o estilo e a linguagem do adaptado,conheça a sua época para somar tudo em um filme que diga algo ao espectador.

 

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O SENHOR DOS ANÉIS

A complexa saga de Talking chegou aos cinemas em três episódios em 2002,2004 e 2006 através das mãos do australiano Peter Jackson.Frodo é um Hobbit do condado da terra média junto com seus amigos Sam Pin Pin,o elfo Legollas e os humanos Aragorn e Boromir e guiados pelo mago Gandalf tem que destruir um anel maléfico forjado pelo senhor do escuro Sauron e seu braço direito,o mago Saruman.Embarcamos em uma viagem pela terra média nessa passando por anões,magos,e elfos saídos da imaginação do escritor e professor JR Tolkien.

Esse projeto ambicioso foi totalmente realizado na Nova Zelândia pela produtora New line,consumiu 2 anos completos para a realização de um único filme dividido em três partes.Muito dinheiro gasto em tecnologia de ponta,computação gráfica.Filmado em locações grandiosas Australianas e em estúdio.É praticamente impossível falar em grandes interpretações já que não é o forte do filme mas da para ressaltar,pelo menos Yan Mc Kellen como o mago Gandalff e Cristophe Lee no papel do Mago bandido Saruman.

Mas o filme é exatamente o que se propõe.Ser uma bela recriação do mundo exótico de Tolkien.Dificil ter sido realizada anteriormente pelas dificuldades e complexidade de alguns cenários e cenas, só a partir do desenvolvimento de muita,mas muita computação gráfica para trazer ao espectador a terra média do escritor,mas isso não quer dizer que o filme seja um “Star Wars”,que mais parece um desenho animado com a participação de alguns atores.A computação só cria digitalmente algumas personagens de árvores que creio serem a parte mais chata.De resto, é uma história arriscaria até chamar para todas idades.Não é um filme tão infantil,mas também não é um besteirol como “Harry Porter”Tem seus momentos como as batalhas entre homens e Orcs,

cenários suntuosos e momentos em que fala sobre sofrimento e como podemos perder a noção quando nos tornamos escravos de algum objeto.Uma bela aventura,enfim ,muito bem realizada.
 

 

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O EXPRESSO ORIENTE

No famoso trem “expresso Oriente”o milionário Hachet é encontrado morto.Nenhum passageiro,aparentemente,teria condições de cometer esse crime,mas Hércules Poirot se encontra em cena e começa a investigar.A medida que o caso avança as descobertas são surpreendentes .Teriam os passageiros ligação com um crime acontecido anos antes?

De todas as adaptações da obra de Ágatha Cristie, de crimes resolvidos pelo detetive Hércules Poirot,nenhuma,mas nenhuma mesmo se compara a versão de Sidney Lummet. A escolha do excelente Albert Finney para o papel de Poirot deu uma intensa credibilidade ao papel.Ator que constrói minuciosamente as personagens que interpreta, Finney explora as possibilidades tornando-se irreconhecível.Seu Poirot é um homem velho e gordo mas que tenta a todo custo parecer mais jovem através de muita maquiagem,quase um boneco.

O elenco é realmente uma constelação do que melhor havia na época.desde Wende Hiller,atriz dos anos 30 está soberba como a russa princesa Dragnnof.a estrela do cinema Sueco Ingrid Bergman mostra porque ela não é apenas uma estrela mas uma atriz que se mostrou uma das maiores do século.Suas últimas interpretações mostram uma senhora madura em pleno domínio de sua arte.Richard Widmark compõe muito bem a vitima,um aparente bem sucedido Homem de negócios. O “Norman Bates” Anthony Perkins é seu secretário.

O diretor optou por um clima escuro ,que reforça o mistério.A fotografia de Geoffrey Unsworth privilegia tons claros que reforça os marrons claros e o branco da neve que predomina todo o filme. Lummet consegue um filme o mais fiel possível a obra de Ágatha Cristie.Sem exibicionismo como as produções posteriores .Um filme honesto,sem grandes pretenções mas bastante fiel.
 

 

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DEMÉTRIUS E OS GLADIADORES

 Após a morte do seu amigo o escravo Demétrius continua a peregrinação ajudando a difundir o cristianismo.O imperador Calígula promove uma busca até o manto usado por Cristo pois acha que ele possui poderes mágicos.Demétrius volta a condição de escravo e vai parar em uma arena onde se torna gladiador famoso.
A continuação de “O manto sagrado”realmente é bem melhor que o primeiro filme. Irwin foi substituído por Delmer Davies que deu um ritmo de aventura cabendo melhor a história.O maior problema do filme ainda é o não ator Mature que agora defende o papel principal.em contrapartida o papel de Calígula é maior e podemos apreciar uma interpretação ainda mais madura do insano imperador.Susan Hayword tem marcante interpretação como Messalina,embora o papel seja algo quanto bobo.A grande atriz Anne Bancroft tem uma pequena atuação nesse filme.
Mas o filme é muito,mas muito melhor que o anterior.O estilo pesado,exagerado do “Manto sagrado”deu lugar a um ritmo mais leve e até certo ponto animado rico em aventura.As cenas de luta na arena são muito bem feitas e lembram outro épico em voga aquela época:”Quo Vadis” .
Um filme de aventura com ótimos atores e ação do inicio ao fim.É isso que se propõe e isso que resulta “Demétrius e os gladiadores”.Pode não ter sido uma superprodução milionária como “O manto sagrado”mas é um filme honesto e muito menos dramalhão.
 

 

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CASABLANCA

Casablanca foi e é um fenômeno.Uma das maiores bilheterias de todos os tempos.Vencedor de três Oscars de melhor filme de 1943 custou novecentos mil dólares aos cofres da Warner,porém foi retorno imediato.O filme fez o estrelato de Ingrid Bergman e transformou Boggart em um astro definitivo.Foi também um “tour de fource”para o diretor Michel Curtiz.

Em Casablanca local onde vários refugiados da Europa ocupada pelos nazistas e tentam desesperadamente um visto para a América, a polícia colaboracionista Francesa procura um espião que fugiu com os tais vistos.O capitão Renaut (Claude Rains)espera a vinda de um alto funcionário nazista(Conradt Veidt)para investigar o caso.

Enquanto isso,Rick um ex participante da resistência que,cansado da luta resolveu abrir um bar .Seus freqüentadores porém,acabam sendo esses mesmos refugiados transformando seu estabelecimento em um local de negociações.Ele próprio permite aos mais pobres ganhar no jogo de roletas para,assim,obter dinheiro.

A história de amor de Rick(Humprey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman)antiga namorada de Rick e,agora,casada com um heroi da resistência Francesa (Paul Heinred) Casablanca também marcou época por causa de “As time good by” tema de amor entre Rick e Ilsa cantada pelo pianista Duddley Wilson(o inesquecível Sam) rendeu até uma frase inesistente, a tal “Play Again San”assim como a magnífica cena da marselhesa.
O final é um dos maiores trunfos da velha Hollywood.Rick doa sua própria chance de ir para a América e sente que,na verdade,nunca deixou de ser o idealista de sempre,o lutador pela liberdade.
 

 

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PACTO SINISTRO

Um encontro em um trem. Um jogador de tênis e um encontro casual.Para Guy aquela seria apenas mais uma ida para resolver o desquite com sua mulher,mas, o psicopata Bruno tem outros planos.Ele deseja fazer uma macabra troca de assassinatos.Bruno irá matar sua mulher e,em troca,Guy terá de matar seu pai.Achando tratar-se de uma brincadeira de mau gosto Guy finge que concorda e esquece o assunto até o dia em que Bruno o encontra e entrega o óculos de sua mulher.Agora,Bruno exige a conclusão do plano.Agora Guy é um fugitivo com um psicopata em seu encalço.Com essa história, Hitchcoock nos brinda com um dos maiores sucessos do começo da década de 50.

O papel de Bruno foi na medida para o ator Robert Walker.Suas nuances,sua profundidade dão uma assustadora credibilidade ao assassino.Por outro lado, Farley Granger não é um bom ator.Sua interpretação se torna forçada,artificial pelas evidentes limitações do ator. Ruh Roman também não foi uma escolha muito feliz como a mocinha Seria escolha proposital de Hitchcoock para reforçar o papel de Bruno?

Mas,comentando o filme,isto é,direção aspectos técnicos,é inegável o talento do mestre para melhor manipular a história.O personagem do assassino é mostrado sem romantismo,frio e calculista.Mesmo assim,temos uma ponta de pena do psicopata,tanto que no final,quase torcemos para que Bruno consiga colocar o isqueiro que pode incriminar Guy.

Um filme,ainda,aterrorizante,que tem uma poesia maléfica,uma forma de contar uma história que sentimos a mão do diretor,seu controle sobre o produto final.A cópia em DVD ajuda muito pois está restaurada com primazia.

Muito se foi escrito e analisado sobre o comportamento humano em “Pacto sinistro. Talvez,por sua trama muito bem delineada,a intensidade da composição de Bruno é bastante incômoda. Talvez,ela ainda nos incomode pois é bastante próxima da realidade ,dos psicopatas que tantos tememos. Por isso,a interpretação de Walker é simplesmente arrebatadora.

O filme ainda é um dos melhores do mestre do suspense. não envelhece pois o bem e o mal de cada ser humano é eterno.

 

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PSICOSE

Uma mulher trabalha em um escritório. Precisando urgentemente de dinheiro,a bela Marion (Janet Leigh)apesar de ser uma funcionária antiga e eficiente não consegue evitar a tentação de,repentinamente receber através de um amigo de seu patrão a quantia(extraordinária para a época)de 50 mil dólares.
E a patética Marion foge. Mas como uma péssima(e improvisada)ladra ela sai deixando pistas em todo lugar,seu nervosismo ao trocar de carro,chama a atenção de um policial que por pouco não a prende .Marion chega enfim ao desolado motel Bates,administrado pelo estranho Norman Bates (Anthony Perkins). O jovem vive com a mãe,uma figura que não aparece (só vemos sua silhueta na janela de uma casa antiga e mal assombrada )
Passando a noite em um dos quartos,Marion se arrepende e,de repente,deseja devolver o dinheiro pela manhã.Nesse momento ela entra para tomar um banho que se torna parte da história do cinema.

Psicose foi originalmente concebido para ser um filme barato,desses baseados em literatura também barata.Mas a mão do mestre do suspense foi definitiva para transforma-lo em um sucesso.Janet Leigh como Marion participa apenas de um pedaço do filme que é desvendado pelos coadjuvantes John Gavin e Vera Miles.Perkins,no papel de Norman teu um grande desempenho.Infelizmente ele não saberia se livrar desse papel e suas atuações posteriores virariam apenas uma caricatura de seu personagem.

Tratar de analisar o final do filme por aqui seria uma aberração pois seria algo como tirar doce de criança mas o filme é uma obra prima em uso de câmara em diferentes ângulos e planos inusitados.Vale a pena conferir uma das maiores obras do mestre do suspense.
 

 

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O ASSASSINATO DE TROTSKY

Em 1940 o líder comunista Leon Trotsky se encontrava exilado no México.O líder da União Soviética Joseph Stalin enviou então ao pais sua rede de espiões e esses escolheram Franck Jackson,um Espanhol desencantado com Trotsky para dar cabo do ex estadista.Fazendo-se passar por seu secretário ele teve acesso que aos poucos,se tornou irrestrito ao líder e,pouco tempo depois o matou com uma machadinha de alpinista.Com esse enredo o diretor Joseph Losey realizou um filme sério e excelente sobre esses dias que antecederam o assassinato.

No papel de Trotsky Richard Burton tem um excelente desempenho.Contido,sem aqueles ataques de grande ator que ele costuma ter,Burton faz um líder cansado de fugir,deprimido,lutando contra a doença gástrica que o matava a os poucos.A grande surpresa,no entanto é ver o galã Alan Dellon no papel do assassino composição de um homem doente,indeciso até o último momento,com rompantes de loucura é,simplesmente perfeita. .A bela Rommy Scneider sem sua habitual beleza a La “Sissy” está competente como a namorada de Franck. Porém , Força interpretativa tem Valentina Cortese no papel da apaixonada esposa de Trotsky,um papel pequeno mas em suas mãos cresce e assume um ar meio profético.

O filme começa com algumas organizações comemorando o dia da revolução. Alguns estão insatisfeitos com a presença do líder no pais. Paralelamente,os agentes de Stalin tentam minar a resistência de Franck.O assassino se mostra em vários conflitos,ideológicos e pessoais e resolve-se finalmente em uma grande seqüência em uma tourada.O diretor utiliza a metáfora do touro agonizante para utilizá-la mais tarde na morte de Trotsky.

O filme não tem ritmo de filme Americano,o que é muito bom,gosto do tempo para pensar,para sentir o clima ameaçador,o cerco se fechando inexoravelmente sobre Trotsky .O filme também conta com uma bela fotografia e um roteiro coerente com os acontecimentos .A situação política é clara,sem confusão , o que as vezes peca pelo excesso de didatismo mas,no geral é um excelente exemplo de direção,atuações e roteiro.
 

 

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O CURTA DA INCOMPREENSÃO

Fui conferir ontem,um filme curta metragem da auto- entitulada “cineasta”Luci Alcântara seguida de uma palestra da autora.O filme, Minha alma é irmã de Deus, baseado em um conto do escritor Raimundo Carrero é algo extremamente confuso e fica a impressão de que a dita cineasta não entendeu direito a mensagem de Carrero,daí veio,durante a palestra da “artista”aquela tradicional desculpa de quem não conseguiu um resultado nem satisfatório.

Ora,confesso minha completa ignorância sobre o universo de Raimundo Carrero,do qual não posso comentar mas alguém deveria dizer a dita senhora que seu filme não era uma extensão da obra do autor,mas uma livre adaptação sobre sua batuta.A diretora criou um filme deficiente,que,como ela mesma falou, o expectador precisa ler o conto para entender.Ora,eu como espectador,não sou obrigado a conhecer a obra mas a diretora tem a obrigação de fazer um filme com o mínimo de coerência e isso,infelizmente seu trabalho não tem.

Na pretensão de fazer arte e ser vista como artista ,Luci explora imagens bonitas mas que não dizem nada,são perdidas porque a falta de um roteiro consistente não consegue amarra-las. Enfim,imagens bonitas mas apenas imagens.Alguém,nesse contexto precisa dizer a artista-cineasta que mesmo os cineastas mais surrealistas da história(Fellini,Buñuel) tinham uma coerência muito grande na aparente incoerência.

Quanto ao elenco,é desnecessário qualquer comentário.Não é porque são atores sem experiência que são ruins(vale lembrar aqui o batidissimo caso de Pasolini e seu “Evangelho segundo são Mateus realizado com pessoas simples de um vilarejo Italiano)mas sim são pessoas mal aproveitadas e que ficaram absolutamente perdidas,piores que figurantes de novelas..

Lamentável esse curta metragem cuja as únicas qualidades sejam as belas fotografias do Poço da panela.De resto,descartável.

 

 

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APERTEM OS CINTOS,O PILOTO SUMIU

Em 1980,os irmãos Jerry e David Zucker mais Jim Abrahans inovaram o modo americano de se fazer comédia. Criaram então “Apertem os cintos,o piloto sumiu”.O filme,uma sátira escrachada e completamente surreal homenageia todos os filmes estilo”Aeroporto”e satiriza seus inúmeros clichês,a começar do elenco,constituído de antigos canastrões como o ator de seriado Robert Hayes,Robert Stack,o legendário Elliot Ness do seriado “Os intocáveis e ator de “Um fio de esperança”, ao lado de Jonh Wayne .

O filme conta a história de Ted Stryker, um piloto de avião de combate que enlouquece e,para pedir que sua namorada retorne,embarca em um avião cuja a tripulação passará mal após comer peixe estragado.Ted então precisará de toda sua habilidade para aterrissar o avião em segurança.Sucesso imediato,acabou por decretar o início do “Cinema nonsense”que daria aos diretores uma série chamada:”Esquadrão de polícia” estrelada pelo ator Leslie Nielsen.

Muita gente famosa participou das gags como o jogador de basquete Karen Abdul Jabar,o ator do seriado “Missão impossível”Peter Graves,como o piloto envenenado pela comida estragada e Leslie Nielsen,hilário em sua seriedade como o médico que diagnostica o problema.

Algumas piadas envelheceram,outras não tem tanta graça mas a maior parte do filme é antológica,com momentos de humor negro,realmente impagáveis(repare na sátira a “Noviça rebelde” com a enfermeira puxando os cabos que mantêm a menina viva)ou as sátiras em torno dos flasbacks contando a história de Ted.Um filme ,realmente engraçado,que abriu as portas de Hollywood para os Abrahans.Um exemplo de comédia inteligente.
 

 

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SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO

Durante a década de 30 ,o diretor Alemão naturalizado Americano Max Reinard realizou alguns filmes para a indústria,entre eles o belíssimo “Sonho de uma noite de verão”.O filme,baseado na obra de Shakespeare pode ser descrito como “um sonho”.A produção,grandiosa e requintada tem inúmeros méritos,a começar pela interpretação segura e hilária de James Cagney.É estranho ver Cagney fora de seu”‘habitat”,mas ele demonstra muita intimidade e uma inesperada veia cômica.Para os papéis de Lizandro e Demétrius Dick Powel,conhecido cômico da época e Ross Alexander compõe personagens com um que de ridículos sem,contudo,cair na caricatura fácil.Como Oberon Victor Jory tem uma autoridade marcante ,a rainha das fadas é interpretada por Verrer Teadsdale e um Mickey Rooney ainda adolescente e engraçadíssimo como o servo de Oberon que provoca toda a confusão.Ainda a oportunidade de ver uma extraordinária estréia de Olivia de Havland no cinema como Hérmia.

Oportunidade,também,de se conferir a magnífica coreografia do lendário Nijinsky,bela e inovadora,em todos os aspectos(Os atores bailam presos por cabos,belíssimo efeito)As idéias dos figurinos dos seres das florestas.Isso é o que significa saber trabalhar o visual preto e branco.Também interessante a escolha do figurino da época Elisabetana(Na época de Shakespeare,não havia pesquisa histórica no teatro e os atores entravam com figurino de suas épocas.

Uma das mais criativas adaptações de obra do grande autor Inglês,não deve nada há outras que viriam depois.Tanto pela produção, caríssima para a época,quanto pelo elenco de estrelas daquele tempo.Uma obra respeitável que merece ser assistida e aplaudida.
 

 

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HISTORIAS DE FANTASMAS

Estou fascinado por um aspecto dentro dos filmes de terror.Desde que foi feito o primeiro filme sério de Hollywood,após o gênero ter sido relegado a uma paródia grotesca e com muitos filmes que chegavam ao mau gosto.A partir de “Bebê de Rosemary,de Roman Polanski,o gênero foi se solidificando e,na década seguinte, começou a ganhar notoriedade,graças ao primeiro filme coerente.”O exorcista”.Mais também começou uma campanha da imprensa pela chamada”Maldição dos filmes de terror”.A imprensa alardeando vários acontecimentos em cada filme com o nítido objetivo de explorar a imensa propaganda.Vejamos alguns casos: Começou com o filme “O exorcista”,quando vários atores começaram a morrer em situações tidas como inexplicáveis,inclusive o ator Lee J.Coob morto antes do filme terminar.Em 1976 Richard Donner é convocado para realizar “A profecia”.Novamente histórias de acidentes,imprevistos ocasionados pelo “mal tempo”,etc...atrasam bastante as filmagens.O fato mais impressionante,talvez,tenha acontecido com “Poltergeist(1982) e suas continuações.O filme,produzido por Steven Spielberg e dirigido por Tobe Hoper conta a história de uma família cuja casa,construída sobre um antigo cemitério indígena,recebe a indesejável visita de poltergeists que raptam sua filha mais nova e a matem refém dentro da TV.A atriz Dominique Dunne,que faz a irmã mais velha,morreu no mesmo ano estrangulada por seu namorado.4 anos depois a refilmagem.Dessa vez os espíritos malignos estão encarnados no reverendo Kane(Julien Back)enquanto os do bem avisam ao índio Taylor do perigo que está marcada a garota Carol-Anne.Os atores Julien Beck e Will Sampson faleceram.Julien de câncer no estômago e e Sampson um ano mais tarde de complicações relativas a um transplante cardíaco.Em 1988 foi realizada a terceira parte.Um filme medíocre que parte do elenco se recusou a protagonizar.Coube a Herther O’Houker e Zelda Rubinstein serem a única ligação entre os três filmes.Logo após as filmagens Herther faleceu inesperadamente vítima de obstrução intestinal.Essas histórias sempre alimentaram e muito a imprensa.Claro que esse tipo de história foi e sempre será alimentado pelos grandes tablóides mas claro que coincidências muitas vezes acontecem e em se tratando de cinema....
 

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ROBIN HOOD, O HERÓI DO CINEMA

Robin Hood foi contada em 1939 em um filme dirigido pelo lendário Michel Curtiz .No papel,que havia sido protagonizado por Douglas Faibarnks agora era do galã Errol Flyn que havia despontado durante toda essa década.

O filme foi um mega sucesso e até hoje é aclamado pelo seu belo visual em um belíssimo Technicolor. o quarto filme realizado de tal forma.Restaurado recentemente seu belo colorido(um dos mais belos filmes coloridos) pode ser apreciado na íntegra.

Errol Flyn tem um dos melhores desempenhos de sua carreira.Jovial e alegre,em nada lembra o ator pesado e dependente de Álcool que morreria pouco mais de 20 anos depois.Oliviand De Havlland, recém saída do grande clássico ”E o vento levou” estava no auge de sua beleza e fez desse uma serie de filmes em parceria com Flym e com o diretor Curtiz.

A história é a do nobre Saxônico que com a ajuda de alguns amigos como João pequeno e Frei Tuckr um monge espadachim lutam contra a injustiça cometida belos barões normandos,em especial,pelo traiçoeiro regente o príncipe João,que planeja usurpar o trono através de toda sorte de injustiças.

Ao seu lado,o inescrupuloso Sr Guy de Guisborne(O elegantemente canastrão Basil Rathboone)que é uma espécie de gangster braço direito do príncipe.Como a melhor atuação no filme,indiscutivelmente seria Claude Rains.

Esse grande e experiente ator da ao filme uma grande dose de cinismo tornando o personagem irresistível.Apesar de haver tido muitas refilmagens e até uma continuação (Com Sean Conery e Audrey Hepburn em 1976) poucos filmes conseguiram essa aura de fantasia e beleza como um autêntico conto de fadas.

A beleza da cenografia,de uma riqueza que não se repete hoje em dia.A agilidade do roteiro que privilegia uma aventura quase coreografada em detrimento aos que vieram depois com cenas de uma pieguice única o que so dignifica essa versão.Uma versão histórica.

 

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O HOMEM QUE SABIA DEMAIS

Um espião é esfaqueado em um mercado público de Marrocos.Antes de morrer, Luis Bernard(Daniel Gelin)conta a um casal de turistas americanos em férias (James Stewart e Doris Day)um terrível segredo.Um diplomata será assassinado em Londres em pleno Albert Hall.A vida do casal sofre uma trágica reviravolta quando dois um misterioso casal( Brenda De Banzie e Bernard Milles em magistral interpretação)rapta seu filho de 10 anos para garantir seu silêncio).Com esses ingredientes Hitchcoock garante um suspense de tirar o fôlego.

O homem que sabia demais é uma refilmagem de uma obra do próprio diretor realizado em 1934 em sua fase inglesa com Petter Lorre no papel do raptor.O filme foi realizado em 1954Época em que Hitchcoock gozava de imenso prestígio nos estúdios da universal.Para protagonizar a história James Stewart é mais do que indicado,seu porte de homem comum nos proporciona grandes cenas como a do restaurante em Marrocos em que tenta comer uma comida exótica.Doris Day foi uma dúvida dos estudios.Havia trabalhado em alguns filmes leves como “Calamity Jane”e muitos duvidavam que agüentasse um papel com intensidade dramática.Day provou que poderia carregar metade do filmes nos ombros e é isso exatamente o que faz.Sua interpretação é tocante e inesquecível em algumas cenas chegando a comover pelo desespero colocado na pele da personagem.A música “Que será será” deu um toque de mistério quando tocada ao piano,pela mãe na embaixada,ao final do filme.

O diretor também nos brinda com uma genial sequência de 10 minutos de tirar o fôlego.Durante esse tempo,acompanhamos a corrida do doutor Mc Kenna (Stewart)a procura do assassino pelos camarotes da sala de concerto enquanto se realiza uma cantata. Em determinada nota,o assassino deve atirar.Criando uma atmosfera angustiante que cresce até atingir um magnífico ápice,o diretor nos mostra que sabe como ninguém editar uma sequencia com os tempos exatos. Como homenagem a seu grande amigo Bernard Hermann Hitchcook o coloca em cena como o regente.

Não seria exagero colocar “O homem que sabia demais”no panteão dos maiores filmes do século 20.Uma obra imortal Como homenagem a seu grande amigo Bernard Hermann Hitchcook o coloca em cena como o regente.

 

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UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK

Duas gangs se enfrentam. Uma de Porto Riquenhos,outra de Americanos nativos e desse confronto surge um caso de amor que irá alterar o destino de todos.Assim é Amor,sublime amor,um dos maiores sucessos dos anos sessenta.Baseado no musical criad Jeromy Robins e Leonard Berstein que estreara na Broadway apenas seis anos antes.

O filme dirigido por Robert Wise teve a beldade Natallie Wood como Maria,a irmã do Porto Riquenho Bernardo(George Charkiris) que disputa com Riff(Russ Tamblim) o comando das gangues na cidade.Maria,durante uma festa se apaixona por Tony,(Richard Beymer)um dos integrantes da gang de Riff que pretende deixar o passado de violência para trabalhar em uma loja.O amor entre Maria e Tony irá causar uma grande incompreensão que gerará uma tragédia.

O elenco é uma amostra de beleza e talento.Natallie ,uma ex menina-prodígio que se revelou em Juventude transviada,é um tipo realmente diferente do que se pensaria para uma garota de Porto Rico mas é tão boa atriz que compensa com cenas de intensa dramaticidade.O mesmo não se pode dizer de Richard Beymer e seu insosso Tony.George Charkiris,que infelizmente não conseguiu uma carreira de sucesso no cinema Canta,dança e atua magnificamente.Russ Tamblim tinha feito papéis de criança em produções dos anos 40.Deu verdade a interpretação de Riff.A cena da fatídica luta entre ele e Bernardo é simplesmente emocionante.Rita Moreno completa o grupo como a namorada de Bernardo.

È preciso,também fazer jus a perfeita coreografia do filme.Os números são de um vigor juvenil e representam a parte alegre do filme.A direção de Wise se adapta a história de forma perfeita.A direção dos atores é primorosa.Um filme que ainda nos fazer o coração ao assisti-lo.
 

 

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O MANTO SAGRADO

O manto sagrado foi um dos primeiros filmes a trazer a nova experiência de som e imagem. o som esteriofônico prometia a os espectadores novas emoções.A imagem em Cinemascope impressionou a platéia ao mostrar imensas porções de paisagens mostrando composições de quadro nunca antes vistos.O roteiro é baseado em uma história fantástica em que o centurião Marcellus(Richard Burton)em busca do manto que pertenceu a Jesus e assim poder se redimir da culpa de te-lo crucificado.A seu lado,sua namorada de infância(Jan Simons) que
está prometida ao príncipe Calígula(Jar Robinson).

Por ser um dos primeiros filmes de Burton o ator ainda nao se encontra a vontade no papel.
Muito exagerado,as vezes dando escessiva importância a frases bestas e alias o roteiro esta cheio de frases bestas,mas vamos e convenhamos. por pior que ele esteja,nunca chegará aos pés de Victor Mature que faz o gladiador Demétrius,a total ausência de expressão no ator é algo que por pouco,não compromete o filme.

Se o filme tem um ponto forte esse ponto fica a cargo do ator Jay Robinson.Seu Calígula é insinuantemente perverso sem chegar ,contanto,a caricatura de mal.É uma interpretação na medida.O diretor Irvin Koster tem seus altos e baixos.Cenas de grande imnpacto e beleza como a da crucificação sao interligadas com outras tolas como a pieguissima cena da redenção de Marcelos ou a ida para salvar |Demetrius,uma cena totalmente dispensavel.

Mas o filme,no geral é acertado. Entrou para a história como um clássico e,como tal, tem de ser reverenciado envelheceu,mas nao perdeu um certo charme e uma certa lembrança de uma época em que se fazer cinema era algo grandioso e envolvente.

 

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O MÁGICO DE OZ

O cinema infantil sempre arrebatou multidões ao cinema. A fantasia desse gênero conquista realmente gerações formando um elo com nossa época.Muitos filmes,sem precisar necessariamente serem desenhos animados.Filmes infantis sempre foram,em Hollywood a seu modo e sua época,sinônimo de capricho.Mas talvez,o filme infantil mais famoso de seu tempo seja “O mágico de Oz.

O Mágico de Oz. já mereceu por inúmeros elogios o seu lugar na história do cinema e o título de “o melhor filme infantil do século 20”. Judy Garland foi escolhida entre várias atrizes,entre elas o ícone infantil da época Sherley Temple e ganhou o papel imortalizou a personagem Dorothy .canção “Over the Rainbow”em uma belíssima interpretação.A criação das coreografias através do inovador Busble Bukle deu vida a história da infeliz e sonhadora menina que após uma tempestade vai parar na terra colorida de Óz.

Também é deslumbrante a solução encontrada para o uso da cor.A realidade,feia e séria é representada em sépia.A partir do momento em que Dorothy entra em Oz, a terra ganha um deslumbrante colorido “Tecnicolor”,vivamente colorido com belíssimas nuances de cor como era freqüente nos primeiros Tecnicolor e hoje fazem muita falta.

O Mágico de Oz. é um exemplo de filme que atravessa as fronteiras do tempo e chegas hoje com a magia daquela época. Garland,surgiu como novo ícone dos adolescentes tendo infelizmente afundado sua carreira em meio a escândalos e abuso de álcool e falecido cedo com 47 anos. Felizmente a cópia que chega às lojas agora é resultado de um tratamento digital apurado que retira as imperfeições deixadas pelo tempo e permite um belo resultado.

 

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CLEÓPATRA

Quando perguntado pela associação de críticos de Nova York sobre seu filme Cleópatra o diretor Joseph Mankiewitz foi enfático:
Cleópatra foi os tres piores filmes que já fiz,comentou o direto.Evidentemente longe de ser um filme ruim.
“Cleópatra” é um filme desigual,resultado dos inúmeros problemas acontecidos durante a pré e a pós produção.
O primeiro ator escalado para Marco Antônio ,Tyrone Power,morreu de infarto logo no começo das gravações.
A produção escalou então,Richard Burton,para Cleópatra a grande estrela da Fox Elizabeth Taylor.
E para Julio Cesar, Rex Harrison,experiente ator de teatro e cinema.
As brigas entre Taylor e Burton começaram após o inicio das filmagens protagonizando escândalos atrás de escândalos.

Cleópatra reflete,como resultado final,a sua desigualdade.è um filme de grandes cenas e não um grande filme.
As cenas da chegada da personagem a Roma,são grandiosas e constituem,realmente a alma do filme.
As cenas intimas,em contrapartida as cenas íntimas são pesadas e possuem falas ridículas.
Claramente, o diretor não agüentou a pressão e produziumuito material com o intuito acabar mais rápído.

O melhor do filme cabe a direção dos dois atores principais com destaque para Harrison que compõe muito bem seu Júlio César com a técnica e experiência ideais.
A partir da segunda parte o filme é parcialmente dominado por Burton.
Mas o filme serve unicamente como veículo para Elizabeth Taylor e talvez ai resida seu maior problema.
Taylor acaba se tornando maior que seu personagem

Não é um filme de todo mal mas guarda um ranço do cinema de mal gosto
em algumas seqüências e talvez por esse resultado,tenha levado a Fox a falência.

 

 

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DÜREMACH EM RECIFE

A galharufas produções artísticas corre contra o tempo para montar o que talvez será um de seus maiores desafios.Montar “A visita da velha senhora”de Frederich Düremach.A direção fica a cargo do experiente diretor Lúcio Lombardi ,diretor também da paixão de Cristo de Nova Jerusalém.17 atores,muitos nomes
Consagrados do teatro integram o elenco. Sonia Biebard fará Clara westher a protagonista, Júlio Rocha Alfred Schill ,o ex amante Alfredo,Ricardo Mourão , o prefeito da cidade e Gilberto Brito o professor.A temporada será no teatro Barreto Júnior.

A degradação de uma cidade ,corrompida,reduzida a total subserviência ,o pessimismo do autor em relação ao ser humano ,um animal o qual só se pode esperar o pior,tudo isso com uma pitada de fina ironia.è isso
que trata o texto do Düremach.A primeira montagem no Brasil foi em 1962 e trazia Cacilda Becker e Sérgio Cardoso como o par central.

Para a estréia dia 6 de Junho Lúcio se encontra desde já bastante satisfeito com o rendimento do elenco
Resta a estréia para conferir a performance que,ao que parece,tem tudo para brilhar.Os ensaios estão ocorrendo no auditório da Aliança Francesa durante essa semana.a seqüência só será interrompida durante a semana santa pela impossibilidade de alguns atores.
 

 

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HOJE

Hoje,o conceito de animação está bastante modificado graças ao computador.Com a possibilidade mil de se criar uma dimensão tão perfeita quanto a real as vezes sinto saudade da simplicidade de um desenho “Disney” ou “Hanna Barbera”.Havia em Hanna Barbera algo de muito simples e extremamente criativo.Um gato correndo atrás de um rato deu margens a muitos episódios,as formas que o gato tomava quando era amassado,espremido,ou as vezes partido pela metade.Hanna Barbera se transformou através de desenhos simples e objetivos fizeram a alegria de muitas crianças.Quem não se lembra dos clássicos desenhos como “Zé Colméia e Catatau,Pepe legal o cavalo vaqueiro ou a tartaruga Touché?Todos eram desenhos simples,que se apoiavam em roteiros muito bem elaborados e extremamente engraçados.

Disney era a antítese.Desde “Branca de neve,estava planejando sempre elevar o desenho
a categoria de obra de arte.Seus trabalhos eram reconhecidamente artísticos e resultado de pesquisa de diversas equipes.Seus desenhistas eram artesões requintados com noções de estilo, Algo que Disney e seus desenhistas sempre aprimoraram foi a noção da figura humana e o desenho de animais conseguindo resultados muito satisfatórios como em “Bambi”.O veadinho ,em muito se assemelha com um bicho de verdade chegando ao máximo da perfeição dos movimentos das pernas. Mas ,talvez a perfeição em termos de desenho animado tenha vindo com “A bela adormecida.Impossível não se admirar com
a beleza das paisagens medievais,da sutileza dos traços femininos em Aurora,no peso da ambientação macabra dos ambientes da bruxa culminando com a horrenda floresta de espinhos.Na nova fase podemos ressaltar a perfeição da história em “O rei leão”Esse épico em desenho animado passado nas savanas africanas com toques de Rei Lear e Hamlet foi um fenômeno de bilheteria em 1994, tudo isso serviu para colocar o estúdio e os desenhistas em um gral de excelência jamais igualado,por exemplo,A bela e a fera”,em 1992 ganhou um Oscar de melhor filme.

Isso hoje está sendo deixado para trás,graças a mil efeitos computadorizados os quais não sabemos nem quem é ator ou quem é figura animada.Resta saber se os desnhos são a Pré história de um passado distante ou se ainda terão como ressurgir.
 

 

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