Por: Andre Lombardi

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Pacote Especial






**CORTINA RASGADA

**OS INTOCÁVEIS

**MATAR OU MORRER

**RAINHA MARGOT

**DIMITRI KARAMAZOV

**A HERDEIRA

 


 

 

 





CORTINA RASGADA

Cientista Americano finge colaborar com o regime comunista da Alemanha Oriental para extrair da mente de um brilhante cientista a fórmula para a fabricação de um mísselde defesa Americano e fugir da polícia que o persegue implacavelmente

Filmezinho bastante inferior na carreira do grande diretor. Uma obra declaradamente anticomunista, que, com certeza, soa ridículo aos nossos ouvidos. Paul Newman, com seus maneirismos típicos do “Actor Stúdios”parece, muitas vezes, deslocado com uma interpretação exageradamente intimista, Existem momentos, inclusive, que o personagem parece até nem ligar para a situação a sua volta, tamanha sua mania de introspecção. Julie Andrews, pouco antes da fama está linda, porém perdida em um papel que não lhe dá oportunidade nem direção a seguir. Apesar de fraco e ridículo, o diretor consegue criar seqüências muito boas, como a fuga no ônibus clandestino ou o ápice do duelo no quadro negro,mas não conseguem dar fôlego a um filme, cujo roteiro propagandista envelheceu bastante.
São incompreensíveis as soluções dadas pelo roteiro para a cena final, onde o casal passa a viagem de volta da Europa dentro de duas cestas de figurino. Incompreensível também é a participação da bailarina Tâmara Tomanova. Seu personagemnão acrescenta absolutamente nada a trama. Um filme que não aumenta a obra do grande diretor Inglês. Passatempo razoável.


 

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OS INTOCÁVEIS

Na Chicago dos anos trinta, o Agente federal Elliot Ness chega para fazer cumprir a lei seca. Em uma cidade onde os tiras e políticos são comprados pelo chefão do crime Al Caponne (Robert De Niro) Elliot então forma um grupo chamado “Os intocáveis” com a ajuda de um policial de rua (Sean Connery) e um contador do FBI eles declaram guerra a organização.
O diretor Brian De Palma investe em uma temática diferente dos filmes de terror psicológico que o consagrou, mas continua com a violência crua e inusitada, como se pode comprovar na fantástica e assustadora cena do taco de Baisebool. A cena da escada da estação foi uma homenagem do diretor a Einsestein no “Encouraçado Potenkin” O diretor conduz o filme com bastante segurança e consegue extrair boas atuações, principalmente do sempre insosso Kevin Costner e de Sean Connery. De Niro, até então conseguia grandes atuações e era impressionante sua diversidade de tipos físicos.
O filme merece ser visto, pois seu formato não envelheceu. Fica muito além do que o diretor realizaria depois. O uso de uma narrativa inteligente, com uma violência bem dosada e jamais gratuita leva tensão e angústia ao espectador, com momentos de cortar o coração. A música de Ênio Morricone é seca e poderosa, com momentos marcantes. Talvez uma das únicas falhas do roteiro seja resolver rapidamente a prisão de Capone, pois ficamos sem entender a ordem temporal da história, mas tirando esse detalhe, é, reconhecidamente, um clássico.

 

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MATAR OU MORRER

Matar ou morrer é um daqueles filmes que não morrem porque, antes de tudo é um filme moderno. O fato de ser um western torna-se um mero acaso, pois ele é em essência um drama. A ameaça do bandido condenado por Crane provoca um efeito dominó nas suas relações. A covardia da população toma uma dimensão mais humana, à medida que são apresentadas várias visões. Na verdade, toda a população desacredita de uma possível vitória de Crane ou tem ressentimentos pelas perdas de negócios rentáveis. Isso torna os personagens longe daquela idealização romântica do faroeste.
Tais personagens se tornam mais humanos devido à medida que a história avança, pois suas dúvidas e medos se tornam maiores. Esse conflito, e a sensação de Crane, que se torna um modelo ultrapassado dentro dos valores modernos. Seus valores de honra e coragem se tornam desprezados, em vista de uma sociedade que vive pela troca de favores (simbolizado pela personagem de Lloyd Breadges) Os religiosos que, como Pilatos, lavam as mãos. Carne tem que lidar, ao mesmo tempo, com uma sociedade que possui motivos complexos e está longe de ser uma sociedade moldada como nos velhos faroestes. O final, também, longe de ser feliz, mostra a cidade que não tem coragem de olhar para o homem que foi abandonado por ela.
Um filme moderno, que quebra padrões ao mostrar que o protagonista pode se isolar, sentir medo, e a interpretação de Cooper nos revela um herói com sensibilidade, com medo, mas com senso de obrigação. O filme ainda hoje é obrigatório para quem gosta de cinema. Uma abordagem para um gênero que, ainda hoje se reinventou muitas vezes, mas não perdeu o respeito a uma obra como essa.

 

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RAINHA MARGOT

Durante o reinado Carlos IX, sua irmã casa, arranjado pela família, com o rei protestante de Navarra, Henrique. Esse casamento servirá como desculpa para um dos maiores massacres ocorrida na França; A noite de São Bartolomeu, onde seis mil protestantes foram assassinados nas ruas da cidade por ordem do rei, influenciado por sua poderosa mãe, Catarina De Médici.
Ancorados por um excelente elenco que inclui a sempre boa Isabelle Adjani, como Margot, DanielAuteil como Navarra, Jean Hugle Anglaud como o rei em uma atuação bela, poética e sofrida. A morte do personagem é de uma delicadeza única. Cada momento é explorado da relação mãe e filho como um penoso adeus. Virna Lisi, no papel de Catarina que praticamente rouba o filme. Sua presença é magnética, lembra uma matrona, que exerce seu poder sobre os filhos por pura frustração, além de uma pessoa magnificamente desagradável.
O diretor Patricie Chereau realizou um filme digno de bastante credibilidade, dosando, na medida, os acontecimentos históricos. Isso, sem o exagero sentimentalista de muitas produções Hollywoodianas posteriores.
A história recebe, através do tratamento dado pelo roteiro, uma avaliação justa, sem pecar demais por desvios ou erros, um filme para se assistir atentamente, racional e emocionante, ao mesmo tempo.


 

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DIMITRI KARAMAZOV

DIMITRI KARAMAZOV (Yul Bryner) é um oficial briguento, complicado e molherengo, que puxou todos os defeitos de seu pai. Por amor, ele decide se punir por seus defeitos e, de certa forma, se purgar de seus pecados. A situação se complica com o assassinato de seu pai.
Difícil transcrever a obra de um escritor como Dostoivevsky para o cinema. Um autor pesado, extremamente analítico. Suas personagens são um reflexo da mente humana, suas complexidades, suas imperfeições . Um livro de Dostoivevsky é uma viagem para o âmago do ser humano e é absolutamente impossível transcreve-la para um filme de duas horas e vinte minutos.
O que sobra em “Irmãos Karamazov”, do diretor americano Richard Brooks é uma caricatura, que se torna muito rasa apesar da direção segura e de boas interpretações. Mas os erros já começam na escolha e identificação dos papéis. OL roteiro sofre uma espécie de “Holywoodização”, as duas protagonistas(Clare Bloom e Maria Schell) são tão lindas que começa a ficar falso . O bandido tem cara,jeito e tipo de bandido . Bryner é um irremediável canastrão. Sua atuação careceria da transformação que Dimitri sofre com o passar do tempo.


 

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A HERDEIRA

Catherine, vista pelo seu pai como desagradável e medíocre passa a ser cortejada por um estranho, Morris . Seu pai acredita que ele está atrás de sua fortuna mas ela se deixa seduzir e vai aprender a confiar nas pessoas da pior forma possível.
Esse filme, magistralmente dirigido por Willian Wyller tem dois pontos bastante fortes. São as interpretações de Olívia De Havland no papel titulo e Ralph Richardson como o seu pai, é impressionante como o filme cresce quando os dois personagens se enfrentam em cena(impressionante como o médico consegue ser desagradável e arisco sem nem sequer aumentar seu tom de voz)O filme é conduzido por Wyller com a experiência de sempre não deixando que as cenas se transformem em pieguice. O que convenhamos, as vezes se torna bem difícil devido aos exageros da história.
O ponto fraco é a interpretação de Montgomery Clift. Sua interpretação é apagada, fraca, nada tem do grande e meticuloso ator que se tornaria mais tarde. Torna-se apenas um galã e seu personagem está tão apático frente a força de De Havland que parece que a idéia central do filme fica comprometida. Mas o filme tem um grande diretor e dois grandes atores, isso fica patente na cena em que Catherine espera pela carruagem de Morris ou no brilhante final do filme.
Um filme para ser descoberto. Apesar de uma história que envelheceu, Willian Wyller faz um filme moderno dosando o suspense na medida exata.
 

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