Por: Andre Lombardi
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ESTE MUNDO É UM HOSPÍCIO
Existe um filme,um ícone do cinema, dirigido por Frank Capra que estava pensando hoje a tarde e resolvi escrever algumas linhas sobre ele.Seu nome:”Arsênico e Alfazema”e é uma das maiores comédias que já vi.Não sei se saiu em DVD pois nunca mais encontrei nenhuma referência a ela.A cópia que eu tinha era uma gravação da TV Foi um dos filmes que mais procurei e nunca encontrei.
È uma comédia com Cary Grant ainda novo de um humor bastante sarcástico sobre duas velhinhas que assassinam viúvos e os enterram em seu porão.Grant faz Mortmer,o querido sobrinho das amalucadas e doces idosas que acaba de casar e resolve dar uma passadinha em casa para que a noiva as conheça.Ao mesmo tempo,seu louco irmão fugiu da cadeia e espera por vingança papel esse criado magistralmente por Raymond Massey secundado por um patético Peter Lorre..
Genial mesmo são as tias feitas por Jean Adar e Josephine Hull .A alma do filme reside na composição de suas personagens.Saltitantes, engraçadas as tias se julgam absolutamente normal.Junto com elas reside ,outro tio de Mortmer que se acredita Theodore Rousvel e toca uma intolerável corneta toda a noite.
O humor ferino de Franck Capra não poupa as sagradas instituições Americanas.Por baixo de uma aparente comédia ingênua está o humor crítico e de garras afiadas do diretor.Genial ao extremo,o filme é uma extraordinária comédia que merece ser vista.Tanto pelas suas atuações que merecem ser deliciosamente apreciadas como pela história,de um leve humor negro.Simplesmente genial.
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VOANDO PARA O RIO
O primeiro filme da dupla Rogers e Astaire contava com dois outros protagonistas. Genne Raymond foi um ator que o cinema fez muito bem em esquecer.Ele faz um líder de uma Big Band que se apaixona por uma “Brasileira”(A diva da época Dolores Del Rio”)e é contratado pelo pai dela para animar um cassino que está a beira da falência. Fred e Ginger fazem dois papéis secundários e não há um número específico com os dois. Desnecessário dizer que,no final todos ficam felizes pois o “Fox Trot Americano consegue se impor no Rio de Janeiro.
Claro que o filme é um filme com todos os defeitos de informação geográfica que poderia existir aos Estados Unidos em 1931.Visto hoje em dia chega a ser uma piada certas falas como “Aqui suborno da cadeia”.E o número “Carioca”é uma pérola da desinformação musical Se o espectador conseguir digerir o Mambo “Brasileiro” e aquelas coreografias dançadas por Jamaicanos e Pseudo verá um número bem coreografado e bastante criativo,embora muito primitivo comparado ao que viria depois.
Como já foi dito,Astaire e Ginger não tinham “Um número de dança”mas um lampejo,uma amostra da genialidade dos dois dentro do número “Carioca”.Eles dançam durante alguns poucos minutos num duo de cabeças juntas e um a quimica que iria perdurar por muitos anos e muitos filmes.
È um filme que,evidentemente,envelheceu.Os personagens secundários exalam uma certa caricatura,comum nos filmes leves da época.mas que conserva um certo charme.Uma espécie de era “Pré Carmem Miranda”
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O PODEROSO CHEFÃO
O poderoso chefão foi um dos grandes filmes em toda a história do cinema.Redefiniu o gênero tanto quanto redefiniu o grau das interpretações,interpretações poderosas e totalmente naturalistas,o que dá imensa credibilidade ao filme.Marlon Brando fez bico,ao principio rejeitou mas depois voltou atrás e fez um hilário teste com um chumaço de algodão nas bochechas e acabou brilhando como o patriarca de uma família de mafiosos.O mais velho Sonny(James Caan)é o sucessor natural e seria perfeito não tivesse um temperamento estourado.O mais novo,Freddo é um covarde e extremamente emotivo.Sobra para o filho do meio,Michael o destino de comandar a família.
O filme de gangster havia sido enterrado no cinema americano desde os anos quarenta parecia estar esquecida qualquer tentativa de fazer ressuscitar esse gênero. Foi quando um corajoso e novato diretor chamado Francis Ford Copolla topou o desafio.A adaptação foi profundamente feliz.O filme consegue mostrar a densidade da história,a densidade das interpretações acaba convencendo e mais do que isso,emocionando.
Al Pacino provou nesse filme do que era capaz como ator.Ele nos mostra o amadurecimento e a aceitação da personagem com tamanha maestria que nos sentirmos com pena por ele aceitar o fardo.Jon Cazale um grande ator,infelizmente de vida curta(morreu de câncer em 1978) faz um Freddo vacilante e eternamente medroso.E James Caan brilha na pele do impetuoso filho mais velho.Mas é Brando que é a alma do filme.Ele envelhece com perfeição,assume a postura de um idoso e o peso de todos seus crimes.A síntese de uma grande interpretação.
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ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS
Existem muitas adaptações ,em cinema,feitas de obras teatrais.Não são,nem
precisam ser extremamente fieis a obra original mas precisam carregar o âmago da
obra.Quando uma adaptação é mal feita simplesmente o foco se perde,quando dá
ênfase a parte da história ou a personagens que o autor não pretendeu mais que
algumas linhas
Considero um verdadeiro atentado ao pudor certas adaptações feitas de alguns
romances russos.Exemplos:A versão de Guerra e paz de Tolstoi,aquela mesmo com o
cinqüentão Henry Fonda como o estudante Pierre.Além da óbvia questão da
idade,vem toda a pasteurização Hollywoodiana em cima de uma obra profunda
transformando uma analise do comportamento humano em mera diversão.
Quando as adaptações tem o dedo do próprio autor do texto base, a história tem
muito mais chance de dar certo.O poderoso chefão elevou a roteirista o escritor
Mário Puzo através de um roteiro consistente que muita gente preferiu ao próprio
livro.Depois Puzzo trataria de adaptar o mais famoso super herói do século,o
Super-man.
No âmbito dos textos teatrais ,nada rendeu maiores polêmicas que os textos de
Shakespeare.Os filmes de Olivier,que depois o tempo fez a justiça de colocar
entre as grandes “obras de arte”foram muitas combatidas em sua época.Hoje,seu
Hamlet e seu Henrique V provam que não se é necessário colocar um texto integral
em cena,o que se precisa é preservar a essência da história.Ainda falando no
célebre dramaturgo Inglês,acho incrivelmente falho adaptações passadas em épocas
posteriores.Alguma coisa nunca casa entre texto e costume.
Enfim,para se fazer uma boa adaptação,é necessário um roteirista que além de
conhecer o estilo e a linguagem do adaptado,conheça a sua época para somar tudo
em um filme que diga algo ao espectador.
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O SENHOR DOS ANÉIS
A complexa saga de Talking chegou aos cinemas em três episódios em 2002,2004 e
2006 através das mãos do australiano Peter Jackson.Frodo é um Hobbit do condado
da terra média junto com seus amigos Sam Pin Pin,o elfo Legollas e os humanos
Aragorn e Boromir e guiados pelo mago Gandalf tem que destruir um anel maléfico
forjado pelo senhor do escuro Sauron e seu braço direito,o mago
Saruman.Embarcamos em uma viagem pela terra média nessa passando por
anões,magos,e elfos saídos da imaginação do escritor e professor JR Tolkien.
Esse projeto ambicioso foi totalmente realizado na Nova Zelândia pela produtora
New line,consumiu 2 anos completos para a realização de um único filme dividido
em três partes.Muito dinheiro gasto em tecnologia de ponta,computação
gráfica.Filmado em locações grandiosas Australianas e em estúdio.É praticamente
impossível falar em grandes interpretações já que não é o forte do filme mas da
para ressaltar,pelo menos Yan Mc Kellen como o mago Gandalff e Cristophe Lee no
papel do Mago bandido Saruman.
Mas o filme é exatamente o que se propõe.Ser uma bela recriação do mundo exótico
de Tolkien.Dificil ter sido realizada anteriormente pelas dificuldades e
complexidade de alguns cenários e cenas, só a partir do desenvolvimento de
muita,mas muita computação gráfica para trazer ao espectador a terra média do
escritor,mas isso não quer dizer que o filme seja um “Star Wars”,que mais parece
um desenho animado com a participação de alguns atores.A computação só cria
digitalmente algumas personagens de árvores que creio serem a parte mais
chata.De resto, é uma história arriscaria até chamar para todas idades.Não é um
filme tão infantil,mas também não é um besteirol como “Harry Porter”Tem seus
momentos como as batalhas entre homens e Orcs,
cenários suntuosos e momentos em que fala sobre sofrimento e como podemos perder
a noção quando nos tornamos escravos de algum objeto.Uma bela aventura,enfim
,muito bem realizada.
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O EXPRESSO ORIENTE
No famoso trem “expresso Oriente”o milionário Hachet é encontrado morto.Nenhum
passageiro,aparentemente,teria condições de cometer esse crime,mas Hércules
Poirot se encontra em cena e começa a investigar.A medida que o caso avança as
descobertas são surpreendentes .Teriam os passageiros ligação com um crime
acontecido anos antes?
De todas as adaptações da obra de Ágatha Cristie, de crimes resolvidos pelo
detetive Hércules Poirot,nenhuma,mas nenhuma mesmo se compara a versão de Sidney
Lummet. A escolha do excelente Albert Finney para o papel de Poirot deu uma
intensa credibilidade ao papel.Ator que constrói minuciosamente as personagens
que interpreta, Finney explora as possibilidades tornando-se irreconhecível.Seu
Poirot é um homem velho e gordo mas que tenta a todo custo parecer mais jovem
através de muita maquiagem,quase um boneco.
O elenco é realmente uma constelação do que melhor havia na época.desde Wende
Hiller,atriz dos anos 30 está soberba como a russa princesa Dragnnof.a estrela
do cinema Sueco Ingrid Bergman mostra porque ela não é apenas uma estrela mas
uma atriz que se mostrou uma das maiores do século.Suas últimas interpretações
mostram uma senhora madura em pleno domínio de sua arte.Richard Widmark compõe
muito bem a vitima,um aparente bem sucedido Homem de negócios. O “Norman Bates”
Anthony Perkins é seu secretário.
O diretor optou por um clima escuro ,que reforça o mistério.A fotografia de
Geoffrey Unsworth privilegia tons claros que reforça os marrons claros e o
branco da neve que predomina todo o filme. Lummet consegue um filme o mais fiel
possível a obra de Ágatha Cristie.Sem exibicionismo como as produções
posteriores .Um filme honesto,sem grandes pretenções mas bastante fiel.
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DEMÉTRIUS E OS GLADIADORES
Após a morte do seu amigo o escravo Demétrius continua a peregrinação
ajudando a difundir o cristianismo.O imperador Calígula promove uma busca até o
manto usado por Cristo pois acha que ele possui poderes mágicos.Demétrius volta
a condição de escravo e vai parar em uma arena onde se torna gladiador famoso.
A continuação de “O manto sagrado”realmente é bem melhor que o primeiro filme.
Irwin foi substituído por Delmer Davies que deu um ritmo de aventura cabendo
melhor a história.O maior problema do filme ainda é o não ator Mature que agora
defende o papel principal.em contrapartida o papel de Calígula é maior e podemos
apreciar uma interpretação ainda mais madura do insano imperador.Susan Hayword
tem marcante interpretação como Messalina,embora o papel seja algo quanto bobo.A
grande atriz Anne Bancroft tem uma pequena atuação nesse filme.
Mas o filme é muito,mas muito melhor que o anterior.O estilo pesado,exagerado do
“Manto sagrado”deu lugar a um ritmo mais leve e até certo ponto animado rico em
aventura.As cenas de luta na arena são muito bem feitas e lembram outro épico em
voga aquela época:”Quo Vadis” .
Um filme de aventura com ótimos atores e ação do inicio ao fim.É isso que se
propõe e isso que resulta “Demétrius e os gladiadores”.Pode não ter sido uma
superprodução milionária como “O manto sagrado”mas é um filme honesto e muito
menos dramalhão.
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CASABLANCA
Casablanca foi e é um fenômeno.Uma das maiores bilheterias de todos os
tempos.Vencedor de três Oscars de melhor filme de 1943 custou novecentos mil
dólares aos cofres da Warner,porém foi retorno imediato.O filme fez o estrelato
de Ingrid Bergman e transformou Boggart em um astro definitivo.Foi também um
“tour de fource”para o diretor Michel Curtiz.
Em Casablanca local onde vários refugiados da Europa ocupada pelos nazistas e
tentam desesperadamente um visto para a América, a polícia colaboracionista
Francesa procura um espião que fugiu com os tais vistos.O capitão Renaut (Claude
Rains)espera a vinda de um alto funcionário nazista(Conradt Veidt)para
investigar o caso.
Enquanto isso,Rick um ex participante da resistência que,cansado da luta
resolveu abrir um bar .Seus freqüentadores porém,acabam sendo esses mesmos
refugiados transformando seu estabelecimento em um local de negociações.Ele
próprio permite aos mais pobres ganhar no jogo de roletas para,assim,obter
dinheiro.
A história de amor de Rick(Humprey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman)antiga
namorada de Rick e,agora,casada com um heroi da resistência Francesa (Paul
Heinred) Casablanca também marcou época por causa de “As time good by” tema de
amor entre Rick e Ilsa cantada pelo pianista Duddley Wilson(o inesquecível Sam)
rendeu até uma frase inesistente, a tal “Play Again San”assim como a magnífica
cena da marselhesa.
O final é um dos maiores trunfos da velha Hollywood.Rick doa sua própria chance
de ir para a América e sente que,na verdade,nunca deixou de ser o idealista de
sempre,o lutador pela liberdade.
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PACTO SINISTRO
Um encontro em um trem. Um jogador de tênis e um encontro casual.Para Guy aquela
seria apenas mais uma ida para resolver o desquite com sua mulher,mas, o
psicopata Bruno tem outros planos.Ele deseja fazer uma macabra troca de
assassinatos.Bruno irá matar sua mulher e,em troca,Guy terá de matar seu
pai.Achando tratar-se de uma brincadeira de mau gosto Guy finge que concorda e
esquece o assunto até o dia em que Bruno o encontra e entrega o óculos de sua
mulher.Agora,Bruno exige a conclusão do plano.Agora Guy é um fugitivo com um
psicopata em seu encalço.Com essa história, Hitchcoock nos brinda com um dos
maiores sucessos do começo da década de 50.
O papel de Bruno foi na medida para o ator Robert Walker.Suas nuances,sua
profundidade dão uma assustadora credibilidade ao assassino.Por outro lado,
Farley Granger não é um bom ator.Sua interpretação se torna forçada,artificial
pelas evidentes limitações do ator. Ruh Roman também não foi uma escolha muito
feliz como a mocinha Seria escolha proposital de Hitchcoock para reforçar o
papel de Bruno?
Mas,comentando o filme,isto é,direção aspectos técnicos,é inegável o talento do
mestre para melhor manipular a história.O personagem do assassino é mostrado sem
romantismo,frio e calculista.Mesmo assim,temos uma ponta de pena do
psicopata,tanto que no final,quase torcemos para que Bruno consiga colocar o
isqueiro que pode incriminar Guy.
Um filme,ainda,aterrorizante,que tem uma poesia maléfica,uma forma de contar uma
história que sentimos a mão do diretor,seu controle sobre o produto final.A
cópia em DVD ajuda muito pois está restaurada com primazia.
Muito se foi escrito e analisado sobre o comportamento humano em “Pacto
sinistro. Talvez,por sua trama muito bem delineada,a intensidade da composição
de Bruno é bastante incômoda. Talvez,ela ainda nos incomode pois é bastante
próxima da realidade ,dos psicopatas que tantos tememos. Por isso,a
interpretação de Walker é simplesmente arrebatadora.
O filme ainda é um dos melhores do mestre do suspense. não envelhece pois o bem
e o mal de cada ser humano é eterno.
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PSICOSE
Uma mulher trabalha em um escritório. Precisando urgentemente de dinheiro,a bela
Marion (Janet Leigh)apesar de ser uma funcionária antiga e eficiente não
consegue evitar a tentação de,repentinamente receber através de um amigo de seu
patrão a quantia(extraordinária para a época)de 50 mil dólares.
E a patética Marion foge. Mas como uma péssima(e improvisada)ladra ela sai
deixando pistas em todo lugar,seu nervosismo ao trocar de carro,chama a atenção
de um policial que por pouco não a prende .Marion chega enfim ao desolado motel
Bates,administrado pelo estranho Norman Bates (Anthony Perkins). O jovem vive
com a mãe,uma figura que não aparece (só vemos sua silhueta na janela de uma
casa antiga e mal assombrada )
Passando a noite em um dos quartos,Marion se arrepende e,de repente,deseja
devolver o dinheiro pela manhã.Nesse momento ela entra para tomar um banho que
se torna parte da história do cinema.
Psicose foi originalmente concebido para ser um filme barato,desses baseados em
literatura também barata.Mas a mão do mestre do suspense foi definitiva para
transforma-lo em um sucesso.Janet Leigh como Marion participa apenas de um
pedaço do filme que é desvendado pelos coadjuvantes John Gavin e Vera Miles.Perkins,no
papel de Norman teu um grande desempenho.Infelizmente ele não saberia se livrar
desse papel e suas atuações posteriores virariam apenas uma caricatura de seu
personagem.
Tratar de analisar o final do filme por aqui seria uma aberração pois seria algo
como tirar doce de criança mas o filme é uma obra prima em uso de câmara em
diferentes ângulos e planos inusitados.Vale a pena conferir uma das maiores
obras do mestre do suspense.
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O ASSASSINATO DE TROTSKY
Em 1940 o líder comunista Leon Trotsky se encontrava exilado no México.O líder
da União Soviética Joseph Stalin enviou então ao pais sua rede de espiões e
esses escolheram Franck Jackson,um Espanhol desencantado com Trotsky para dar
cabo do ex estadista.Fazendo-se passar por seu secretário ele teve acesso que
aos poucos,se tornou irrestrito ao líder e,pouco tempo depois o matou com uma
machadinha de alpinista.Com esse enredo o diretor Joseph Losey realizou um filme
sério e excelente sobre esses dias que antecederam o assassinato.
No papel de Trotsky Richard Burton tem um excelente desempenho.Contido,sem
aqueles ataques de grande ator que ele costuma ter,Burton faz um líder cansado
de fugir,deprimido,lutando contra a doença gástrica que o matava a os poucos.A
grande surpresa,no entanto é ver o galã Alan Dellon no papel do assassino
composição de um homem doente,indeciso até o último momento,com rompantes de
loucura é,simplesmente perfeita. .A bela Rommy Scneider sem sua habitual beleza
a La “Sissy” está competente como a namorada de Franck. Porém , Força
interpretativa tem Valentina Cortese no papel da apaixonada esposa de Trotsky,um
papel pequeno mas em suas mãos cresce e assume um ar meio profético.
O filme começa com algumas organizações comemorando o dia da revolução. Alguns
estão insatisfeitos com a presença do líder no pais. Paralelamente,os agentes de
Stalin tentam minar a resistência de Franck.O assassino se mostra em vários
conflitos,ideológicos e pessoais e resolve-se finalmente em uma grande seqüência
em uma tourada.O diretor utiliza a metáfora do touro agonizante para utilizá-la
mais tarde na morte de Trotsky.
O filme não tem ritmo de filme Americano,o que é muito bom,gosto do tempo para
pensar,para sentir o clima ameaçador,o cerco se fechando inexoravelmente sobre
Trotsky .O filme também conta com uma bela fotografia e um roteiro coerente com
os acontecimentos .A situação política é clara,sem confusão , o que as vezes
peca pelo excesso de didatismo mas,no geral é um excelente exemplo de
direção,atuações e roteiro.
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O CURTA DA INCOMPREENSÃO
Fui conferir ontem,um filme curta metragem da auto- entitulada “cineasta”Luci
Alcântara seguida de uma palestra da autora.O filme, Minha alma é irmã de Deus,
baseado em um conto do escritor Raimundo Carrero é algo extremamente confuso e
fica a impressão de que a dita cineasta não entendeu direito a mensagem de
Carrero,daí veio,durante a palestra da “artista”aquela tradicional desculpa de
quem não conseguiu um resultado nem satisfatório.
Ora,confesso minha completa ignorância sobre o universo de Raimundo Carrero,do
qual não posso comentar mas alguém deveria dizer a dita senhora que seu filme
não era uma extensão da obra do autor,mas uma livre adaptação sobre sua batuta.A
diretora criou um filme deficiente,que,como ela mesma falou, o expectador
precisa ler o conto para entender.Ora,eu como espectador,não sou obrigado a
conhecer a obra mas a diretora tem a obrigação de fazer um filme com o mínimo de
coerência e isso,infelizmente seu trabalho não tem.
Na pretensão de fazer arte e ser vista como artista ,Luci explora imagens
bonitas mas que não dizem nada,são perdidas porque a falta de um roteiro
consistente não consegue amarra-las. Enfim,imagens bonitas mas apenas
imagens.Alguém,nesse contexto precisa dizer a artista-cineasta que mesmo os
cineastas mais surrealistas da história(Fellini,Buñuel) tinham uma coerência
muito grande na aparente incoerência.
Quanto ao elenco,é desnecessário qualquer comentário.Não é porque são atores sem
experiência que são ruins(vale lembrar aqui o batidissimo caso de Pasolini e seu
“Evangelho segundo são Mateus realizado com pessoas simples de um vilarejo
Italiano)mas sim são pessoas mal aproveitadas e que ficaram absolutamente
perdidas,piores que figurantes de novelas..
Lamentável esse curta metragem cuja as únicas qualidades sejam as belas
fotografias do Poço da panela.De resto,descartável.
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APERTEM OS CINTOS,O PILOTO SUMIU
Em 1980,os irmãos Jerry e David Zucker mais Jim Abrahans inovaram o modo
americano de se fazer comédia. Criaram então “Apertem os cintos,o piloto
sumiu”.O filme,uma sátira escrachada e completamente surreal homenageia todos os
filmes estilo”Aeroporto”e satiriza seus inúmeros clichês,a começar do
elenco,constituído de antigos canastrões como o ator de seriado Robert Hayes,Robert
Stack,o legendário Elliot Ness do seriado “Os intocáveis e ator de “Um fio de
esperança”, ao lado de Jonh Wayne .
O filme conta a história de Ted Stryker, um piloto de avião de combate que
enlouquece e,para pedir que sua namorada retorne,embarca em um avião cuja a
tripulação passará mal após comer peixe estragado.Ted então precisará de toda
sua habilidade para aterrissar o avião em segurança.Sucesso imediato,acabou por
decretar o início do “Cinema nonsense”que daria aos diretores uma série
chamada:”Esquadrão de polícia” estrelada pelo ator Leslie Nielsen.
Muita gente famosa participou das gags como o jogador de basquete Karen Abdul
Jabar,o ator do seriado “Missão impossível”Peter Graves,como o piloto envenenado
pela comida estragada e Leslie Nielsen,hilário em sua seriedade como o médico
que diagnostica o problema.
Algumas piadas envelheceram,outras não tem tanta graça mas a maior parte do
filme é antológica,com momentos de humor negro,realmente impagáveis(repare na
sátira a “Noviça rebelde” com a enfermeira puxando os cabos que mantêm a menina
viva)ou as sátiras em torno dos flasbacks contando a história de Ted.Um filme
,realmente engraçado,que abriu as portas de Hollywood para os Abrahans.Um
exemplo de comédia inteligente.
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SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO
Durante a década de 30 ,o diretor Alemão naturalizado Americano Max Reinard
realizou alguns filmes para a indústria,entre eles o belíssimo “Sonho de uma
noite de verão”.O filme,baseado na obra de Shakespeare pode ser descrito como
“um sonho”.A produção,grandiosa e requintada tem inúmeros méritos,a começar pela
interpretação segura e hilária de James Cagney.É estranho ver Cagney fora de
seu”‘habitat”,mas ele demonstra muita intimidade e uma inesperada veia
cômica.Para os papéis de Lizandro e Demétrius Dick Powel,conhecido cômico da
época e Ross Alexander compõe personagens com um que de ridículos
sem,contudo,cair na caricatura fácil.Como Oberon Victor Jory tem uma autoridade
marcante ,a rainha das fadas é interpretada por Verrer Teadsdale e um Mickey
Rooney ainda adolescente e engraçadíssimo como o servo de Oberon que provoca
toda a confusão.Ainda a oportunidade de ver uma extraordinária estréia de Olivia
de Havland no cinema como Hérmia.
Oportunidade,também,de se conferir a magnífica coreografia do lendário Nijinsky,bela
e inovadora,em todos os aspectos(Os atores bailam presos por cabos,belíssimo
efeito)As idéias dos figurinos dos seres das florestas.Isso é o que significa
saber trabalhar o visual preto e branco.Também interessante a escolha do
figurino da época Elisabetana(Na época de Shakespeare,não havia pesquisa
histórica no teatro e os atores entravam com figurino de suas épocas.
Uma das mais criativas adaptações de obra do grande autor Inglês,não deve nada
há outras que viriam depois.Tanto pela produção, caríssima para a época,quanto
pelo elenco de estrelas daquele tempo.Uma obra respeitável que merece ser
assistida e aplaudida.
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HISTORIAS DE FANTASMAS
Estou fascinado por um aspecto dentro dos filmes de terror.Desde que foi feito o
primeiro filme sério de Hollywood,após o gênero ter sido relegado a uma paródia
grotesca e com muitos filmes que chegavam ao mau gosto.A partir de “Bebê de
Rosemary,de Roman Polanski,o gênero foi se solidificando e,na década seguinte,
começou a ganhar notoriedade,graças ao primeiro filme coerente.”O
exorcista”.Mais também começou uma campanha da imprensa pela chamada”Maldição
dos filmes de terror”.A imprensa alardeando vários acontecimentos em cada filme
com o nítido objetivo de explorar a imensa propaganda.Vejamos alguns casos:
Começou com o filme “O exorcista”,quando vários atores começaram a morrer em
situações tidas como inexplicáveis,inclusive o ator Lee J.Coob morto antes do
filme terminar.Em 1976 Richard Donner é convocado para realizar “A
profecia”.Novamente histórias de acidentes,imprevistos ocasionados pelo “mal
tempo”,etc...atrasam bastante as filmagens.O fato mais
impressionante,talvez,tenha acontecido com “Poltergeist(1982) e suas
continuações.O filme,produzido por Steven Spielberg e dirigido por Tobe Hoper
conta a história de uma família cuja casa,construída sobre um antigo cemitério
indígena,recebe a indesejável visita de poltergeists que raptam sua filha mais
nova e a matem refém dentro da TV.A atriz Dominique Dunne,que faz a irmã mais
velha,morreu no mesmo ano estrangulada por seu namorado.4 anos depois a
refilmagem.Dessa vez os espíritos malignos estão encarnados no reverendo Kane(Julien
Back)enquanto os do bem avisam ao índio Taylor do perigo que está marcada a
garota Carol-Anne.Os atores Julien Beck e Will Sampson faleceram.Julien de
câncer no estômago e e Sampson um ano mais tarde de complicações relativas a um
transplante cardíaco.Em 1988 foi realizada a terceira parte.Um filme medíocre
que parte do elenco se recusou a protagonizar.Coube a Herther O’Houker e Zelda
Rubinstein serem a única ligação entre os três filmes.Logo após as filmagens
Herther faleceu inesperadamente vítima de obstrução intestinal.Essas histórias
sempre alimentaram e muito a imprensa.Claro que esse tipo de história foi e
sempre será alimentado pelos grandes tablóides mas claro que coincidências
muitas vezes acontecem e em se tratando de cinema....
ROBIN HOOD, O HERÓI DO CINEMA
Robin Hood foi contada em 1939 em um filme dirigido pelo lendário Michel Curtiz .No papel,que havia sido protagonizado por Douglas Faibarnks agora era do galã Errol Flyn que havia despontado durante toda essa década.
O filme foi um mega sucesso e até hoje é aclamado pelo seu belo visual em um belíssimo Technicolor. o quarto filme realizado de tal forma.Restaurado recentemente seu belo colorido(um dos mais belos filmes coloridos) pode ser apreciado na íntegra.
Errol Flyn tem um dos melhores desempenhos de sua carreira.Jovial e alegre,em nada lembra o ator pesado e dependente de Álcool que morreria pouco mais de 20 anos depois.Oliviand De Havlland, recém saída do grande clássico ”E o vento levou” estava no auge de sua beleza e fez desse uma serie de filmes em parceria com Flym e com o diretor Curtiz.
A história é a do nobre Saxônico que com a ajuda de alguns amigos como João pequeno e Frei Tuckr um monge espadachim lutam contra a injustiça cometida belos barões normandos,em especial,pelo traiçoeiro regente o príncipe João,que planeja usurpar o trono através de toda sorte de injustiças.
Ao seu lado,o inescrupuloso Sr Guy de Guisborne(O elegantemente canastrão Basil Rathboone)que é uma espécie de gangster braço direito do príncipe.Como a melhor atuação no filme,indiscutivelmente seria Claude Rains.
Esse grande e experiente ator da ao filme uma grande dose de cinismo tornando o personagem irresistível.Apesar de haver tido muitas refilmagens e até uma continuação (Com Sean Conery e Audrey Hepburn em 1976) poucos filmes conseguiram essa aura de fantasia e beleza como um autêntico conto de fadas.
A beleza da cenografia,de uma riqueza que não se repete hoje em dia.A agilidade do roteiro que privilegia uma aventura quase coreografada em detrimento aos que vieram depois com cenas de uma pieguice única o que so dignifica essa versão.Uma versão histórica.
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O HOMEM QUE SABIA DEMAIS
Um espião é esfaqueado em um mercado público de Marrocos.Antes de morrer,
Luis Bernard(Daniel Gelin)conta a um casal de turistas americanos em férias
(James Stewart e Doris Day)um terrível segredo.Um diplomata será assassinado
em Londres em pleno Albert Hall.A vida do casal sofre uma trágica
reviravolta quando dois um misterioso casal( Brenda De Banzie e Bernard
Milles em magistral interpretação)rapta seu filho de 10 anos para garantir
seu silêncio).Com esses ingredientes Hitchcoock garante um suspense de tirar
o fôlego.
O homem que sabia demais é uma refilmagem de uma obra do próprio diretor
realizado em 1934 em sua fase inglesa com Petter Lorre no papel do raptor.O
filme foi realizado em 1954Época em que Hitchcoock gozava de imenso
prestígio nos estúdios da universal.Para protagonizar a história James
Stewart é mais do que indicado,seu porte de homem comum nos proporciona
grandes cenas como a do restaurante em Marrocos em que tenta comer uma
comida exótica.Doris Day foi uma dúvida dos estudios.Havia trabalhado em
alguns filmes leves como “Calamity Jane”e muitos duvidavam que agüentasse um
papel com intensidade dramática.Day provou que poderia carregar metade do
filmes nos ombros e é isso exatamente o que faz.Sua interpretação é tocante
e inesquecível em algumas cenas chegando a comover pelo desespero colocado
na pele da personagem.A música “Que será será” deu um toque de mistério
quando tocada ao piano,pela mãe na embaixada,ao final do filme.
O diretor também nos brinda com uma genial sequência de 10 minutos de tirar
o fôlego.Durante esse tempo,acompanhamos a corrida do doutor Mc Kenna
(Stewart)a procura do assassino pelos camarotes da sala de concerto enquanto
se realiza uma cantata. Em determinada nota,o assassino deve atirar.Criando
uma atmosfera angustiante que cresce até atingir um magnífico ápice,o
diretor nos mostra que sabe como ninguém editar uma sequencia com os tempos
exatos. Como homenagem a seu grande amigo Bernard Hermann Hitchcook o coloca
em cena como o regente.
Não seria exagero colocar “O homem que sabia demais”no panteão dos maiores
filmes do século 20.Uma obra imortal Como homenagem a seu grande amigo
Bernard Hermann Hitchcook o coloca em cena como o regente.
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UM ROMEU E JULIETA NAS RUAS DE NOVA YORK
Duas gangs se enfrentam. Uma de Porto Riquenhos,outra de Americanos nativos
e desse confronto surge um caso de amor que irá alterar o destino de
todos.Assim é Amor,sublime amor,um dos maiores sucessos dos anos
sessenta.Baseado no musical criad Jeromy Robins e Leonard Berstein que
estreara na Broadway apenas seis anos antes.
O filme dirigido por Robert Wise teve a beldade Natallie Wood como Maria,a
irmã do Porto Riquenho Bernardo(George Charkiris) que disputa com Riff(Russ
Tamblim) o comando das gangues na cidade.Maria,durante uma festa se apaixona
por Tony,(Richard Beymer)um dos integrantes da gang de Riff que pretende
deixar o passado de violência para trabalhar em uma loja.O amor entre Maria
e Tony irá causar uma grande incompreensão que gerará uma tragédia.
O elenco é uma amostra de beleza e talento.Natallie ,uma ex menina-prodígio
que se revelou em Juventude transviada,é um tipo realmente diferente do que
se pensaria para uma garota de Porto Rico mas é tão boa atriz que compensa
com cenas de intensa dramaticidade.O mesmo não se pode dizer de Richard
Beymer e seu insosso Tony.George Charkiris,que infelizmente não conseguiu
uma carreira de sucesso no cinema Canta,dança e atua magnificamente.Russ
Tamblim tinha feito papéis de criança em produções dos anos 40.Deu verdade a
interpretação de Riff.A cena da fatídica luta entre ele e Bernardo é
simplesmente emocionante.Rita Moreno completa o grupo como a namorada de
Bernardo.
È preciso,também fazer jus a perfeita coreografia do filme.Os números são de
um vigor juvenil e representam a parte alegre do filme.A direção de Wise se
adapta a história de forma perfeita.A direção dos atores é primorosa.Um
filme que ainda nos fazer o coração ao assisti-lo.
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O MANTO SAGRADO
O manto sagrado foi um dos primeiros filmes a trazer a nova experiência de
som e imagem. o som esteriofônico prometia a os espectadores novas emoções.A
imagem em Cinemascope impressionou a platéia ao mostrar imensas porções de
paisagens mostrando composições de quadro nunca antes vistos.O roteiro é
baseado em uma história fantástica em que o centurião Marcellus(Richard
Burton)em busca do manto que pertenceu a Jesus e assim poder se redimir da
culpa de te-lo crucificado.A seu lado,sua namorada de infância(Jan Simons)
que
está prometida ao príncipe Calígula(Jar Robinson).
Por ser um dos primeiros filmes de Burton o ator ainda nao se encontra a
vontade no papel.
Muito exagerado,as vezes dando escessiva importância a frases bestas e alias
o roteiro esta cheio de frases bestas,mas vamos e convenhamos. por pior que
ele esteja,nunca chegará aos pés de Victor Mature que faz o gladiador
Demétrius,a total ausência de expressão no ator é algo que por pouco,não
compromete o filme.
Se o filme tem um ponto forte esse ponto fica a cargo do ator Jay
Robinson.Seu Calígula é insinuantemente perverso sem chegar ,contanto,a
caricatura de mal.É uma interpretação na medida.O diretor Irvin Koster tem
seus altos e baixos.Cenas de grande imnpacto e beleza como a da crucificação
sao interligadas com outras tolas como a pieguissima cena da redenção de
Marcelos ou a ida para salvar |Demetrius,uma cena totalmente dispensavel.
Mas o filme,no geral é acertado. Entrou para a história como um clássico
e,como tal, tem de ser reverenciado envelheceu,mas nao perdeu um certo
charme e uma certa lembrança de uma época em que se fazer cinema era algo
grandioso e envolvente.
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O MÁGICO DE OZ
O cinema infantil sempre arrebatou multidões ao cinema. A fantasia desse
gênero conquista realmente gerações formando um elo com nossa época.Muitos
filmes,sem precisar necessariamente serem desenhos animados.Filmes infantis
sempre foram,em Hollywood a seu modo e sua época,sinônimo de capricho.Mas
talvez,o filme infantil mais famoso de seu tempo seja “O mágico de Oz.
O Mágico de Oz. já mereceu por inúmeros elogios o seu lugar na história do
cinema e o título de “o melhor filme infantil do século 20”. Judy Garland
foi escolhida entre várias atrizes,entre elas o ícone infantil da época
Sherley Temple e ganhou o papel imortalizou a personagem Dorothy .canção
“Over the Rainbow”em uma belíssima interpretação.A criação das coreografias
através do inovador Busble Bukle deu vida a história da infeliz e sonhadora
menina que após uma tempestade vai parar na terra colorida de Óz.
Também é deslumbrante a solução encontrada para o uso da cor.A
realidade,feia e séria é representada em sépia.A partir do momento em que
Dorothy entra em Oz, a terra ganha um deslumbrante colorido
“Tecnicolor”,vivamente colorido com belíssimas nuances de cor como era
freqüente nos primeiros Tecnicolor e hoje fazem muita falta.
O Mágico de Oz. é um exemplo de filme que atravessa as fronteiras do tempo e
chegas hoje com a magia daquela época. Garland,surgiu como novo ícone dos
adolescentes tendo infelizmente afundado sua carreira em meio a escândalos e
abuso de álcool e falecido cedo com 47 anos. Felizmente a cópia que chega às
lojas agora é resultado de um tratamento digital apurado que retira as
imperfeições deixadas pelo tempo e permite um belo resultado.
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CLEÓPATRA
Quando perguntado pela associação de críticos de Nova York sobre seu filme
Cleópatra o diretor Joseph Mankiewitz foi enfático:
Cleópatra foi os tres piores filmes que já fiz,comentou o
direto.Evidentemente longe de ser um filme ruim.
“Cleópatra” é um filme desigual,resultado dos inúmeros problemas acontecidos
durante a pré e a pós produção.
O primeiro ator escalado para Marco Antônio ,Tyrone Power,morreu de infarto
logo no começo das gravações.
A produção escalou então,Richard Burton,para Cleópatra a grande estrela da
Fox Elizabeth Taylor.
E para Julio Cesar, Rex Harrison,experiente ator de teatro e cinema.
As brigas entre Taylor e Burton começaram após o inicio das filmagens
protagonizando escândalos atrás de escândalos.
Cleópatra reflete,como resultado final,a sua desigualdade.è um filme de
grandes cenas e não um grande filme.
As cenas da chegada da personagem a Roma,são grandiosas e
constituem,realmente a alma do filme.
As cenas intimas,em contrapartida as cenas íntimas são pesadas e possuem
falas ridículas.
Claramente, o diretor não agüentou a pressão e produziumuito material com o
intuito acabar mais rápído.
O melhor do filme cabe a direção dos dois atores principais com destaque
para Harrison que compõe muito bem seu Júlio César com a técnica e
experiência ideais.
A partir da segunda parte o filme é parcialmente dominado por Burton.
Mas o filme serve unicamente como veículo para Elizabeth Taylor e talvez ai
resida seu maior problema.
Taylor acaba se tornando maior que seu personagem
Não é um filme de todo mal mas guarda um ranço do cinema de mal gosto
em algumas seqüências e talvez por esse resultado,tenha levado a Fox a
falência.
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DÜREMACH EM RECIFE
A galharufas produções artísticas corre contra o tempo para montar o que
talvez será um de seus maiores desafios.Montar “A visita da velha senhora”de
Frederich Düremach.A direção fica a cargo do experiente diretor Lúcio
Lombardi ,diretor também da paixão de Cristo de Nova Jerusalém.17
atores,muitos nomes
Consagrados do teatro integram o elenco. Sonia Biebard fará Clara westher a
protagonista, Júlio Rocha Alfred Schill ,o ex amante Alfredo,Ricardo Mourão
, o prefeito da cidade e Gilberto Brito o professor.A temporada será no
teatro Barreto Júnior.
A degradação de uma cidade ,corrompida,reduzida a total subserviência ,o
pessimismo do autor em relação ao ser humano ,um animal o qual só se pode
esperar o pior,tudo isso com uma pitada de fina ironia.è isso
que trata o texto do Düremach.A primeira montagem no Brasil foi em 1962 e
trazia Cacilda Becker e Sérgio Cardoso como o par central.
Para a estréia dia 6 de Junho Lúcio se encontra desde já bastante satisfeito
com o rendimento do elenco
Resta a estréia para conferir a performance que,ao que parece,tem tudo para
brilhar.Os ensaios estão ocorrendo no auditório da Aliança Francesa durante
essa semana.a seqüência só será interrompida durante a semana santa pela
impossibilidade de alguns atores.
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HOJE
Hoje,o conceito de animação está bastante modificado graças ao
computador.Com a possibilidade mil de se criar uma dimensão tão perfeita
quanto a real as vezes sinto saudade da simplicidade de um desenho “Disney”
ou “Hanna Barbera”.Havia em Hanna Barbera algo de muito simples e
extremamente criativo.Um gato correndo atrás de um rato deu margens a muitos
episódios,as formas que o gato tomava quando era amassado,espremido,ou as
vezes partido pela metade.Hanna Barbera se transformou através de desenhos
simples e objetivos fizeram a alegria de muitas crianças.Quem não se lembra
dos clássicos desenhos como “Zé Colméia e Catatau,Pepe legal o cavalo
vaqueiro ou a tartaruga Touché?Todos eram desenhos simples,que se apoiavam
em roteiros muito bem elaborados e extremamente engraçados.
Disney era a antítese.Desde “Branca de neve,estava planejando sempre elevar
o desenho
a categoria de obra de arte.Seus trabalhos eram reconhecidamente artísticos
e resultado de pesquisa de diversas equipes.Seus desenhistas eram artesões
requintados com noções de estilo, Algo que Disney e seus desenhistas sempre
aprimoraram foi a noção da figura humana e o desenho de animais conseguindo
resultados muito satisfatórios como em “Bambi”.O veadinho ,em muito se
assemelha com um bicho de verdade chegando ao máximo da perfeição dos
movimentos das pernas. Mas ,talvez a perfeição em termos de desenho animado
tenha vindo com “A bela adormecida.Impossível não se admirar com
a beleza das paisagens medievais,da sutileza dos traços femininos em
Aurora,no peso da ambientação macabra dos ambientes da bruxa culminando com
a horrenda floresta de espinhos.Na nova fase podemos ressaltar a perfeição
da história em “O rei leão”Esse épico em desenho animado passado nas savanas
africanas com toques de Rei Lear e Hamlet foi um fenômeno de bilheteria em
1994, tudo isso serviu para colocar o estúdio e os desenhistas em um gral de
excelência jamais igualado,por exemplo,A bela e a fera”,em 1992 ganhou um
Oscar de melhor filme.
Isso hoje está sendo deixado para trás,graças a mil efeitos computadorizados
os quais não sabemos nem quem é ator ou quem é figura animada.Resta saber se
os desnhos são a Pré história de um passado distante ou se ainda terão como
ressurgir.
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